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“esta frase é falsa”

Gaza | A Paz Possível, Segundo Uri Avnery

Para responder a esta pergunta, publico a carta que, no fim do ano, Uri Avnery, 85 anos, ex-deputado do Knesset Parlamento de Israel e soldado que ajudou a fundar Israel em 1948, enviou a Barak Obama. Uri Avnery é o principal rosto do movimento de Paz em Israel. Pode ou não concordar-se com o que defende. Mas a sua proposta - que apresenta concessões dolorosas para cada uma das partes em conflito - resume, como ele próprio refere, anos e anos de discussões e depende, inteiramente, de uma nova atitude da comunidade internacional e em particular, do principal aliado histórico de Israel. Eis a sua carta ao próximo presidente dos EUA
leia e comente o post original: Afinal, há ou não há caminho para a Paz?

Media | Indústrias Culturais e Jornalismo Cultural

Para a autora, o impacto do cinema e da música devem-se ao peso das grandes produtoras, que alimentam celebridades e desenvolvem estratégias de comunicação e de divulgação eficazes. A programação da televisão ocupa muito espaço no Diário de Notícias, enquanto a indústria discográfica atinge 50% do espaço de cultura no Público. Outras áreas das indústrias culturais como arquitectura, moda, artesanato, design, software de lazer e modos de vida têm espaço residual. No caso das revistas de tendências, Dora Santos Silva considera que muito do trabalho ali realizado é feito por agentes de marketing e não por jornalistas, o que desqualifica a informação, apesar da importância das revistas pela análise das novas tendências de consumo.
leia e comente o post original: INDÚSTRIAS CULTURAIS: DISSERTAÇÃO DE MESTRADO SOBRE INDÚSTRIAS CULTURAIS E JORNALISMO CULTURAL.

Gaza | Definição de Terrorista

In a letter sent today to the Prime Minister, B'Tselem's Executive Director, Jessica Montell wrote that the information provided to the Committee indicates that the government of Israel considers all those who were killed to be terrorists who deserved to die. Such a claim sends a dangerous message to soldiers and officers, according to which unarmed Palestinian civilians are a legitimate target. The statement contains within it a twisted logic whereby the fact that someone was killed by the military proves that he or she is a terrorist. Treating all casualties as terrorists constitutes a blatant violation of the principle of distinction, one of the foundations of international humanitarian law. The principle requires all sides in an armed conflict to distinguish at all times between combatants and civilians who are not taking part in the hostilities. The deliberate killing of civilians is a war crime. Even if the other side breaches the principle of distinction, as Palestinian organizations do when they attack Israeli civilians, international law does not allow Israel to respond in a way that violates the said principle.
leia e comente o post original: B'Tselem - Use of Firearms - 2 Nov. 2006: Who does the Prime Minister consider to be a terrorist?, via Cinco Dias

Gaza | Mais Uma Escola: 40 Mortos

Pelo menos 40 palestinianos que estavam refugiados numa escola das Nações Unidas em Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza, morreram quando o local foi atingido por disparos de artilharia israelita, adiantam fontes médicas. Este ataque, registado ao terceiro dia da ofensiva terrestre, eleva para 635 o número de palestinianos mortos desde o início dos bombardeamentos, a 27 de Dezembro. Testemunhas, citadas pelas agências internacionais, referem que dois morteitos atingiram o recreio da escola gerida pela UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos. Na altura, encontravam-se na escola centenas de pessoas que fugiram das suas casas, acreditando que o local estaria a salvo dos bombardeamentos israelitas contra a região. Além das vítimas mortais, os projectéis feriram várias dezenas de pessoas, atingidas por estilhaços, dentro e fora do edifício. "Contámos 30 mortos e pelo menos 40 feridos no raide junto à escola de Al-Fakhoura", declarou à AFP o director do hospital Kamal Edwan, adiantando que outras vítimas, incluindo dez mortos, foram transportados para o vizinho hospital de Al-Awdah, igualmente no Norte da Faixa de Gaza. Estes ataques, elevam para 635 o número de palestinianos mortos desde o início da ofensiva desencadeada por Israel contra a Faixa de Gaza para pôr fim ao disparo de "rockets" contra o seu território. Os serviços de emergência palestinianos adiantam que outros 2900 palestinianos ficaram feridos em 11 dias de ataques. Do outro lado da fronteira, onde apesar da ofensiva continuam diariamente a cair "rockets", quatro civis foram mortos na última semana e meia e perto de 40 ficaram feridos. Seis militares morreram desde o início da incursão terrestre, três dos quais atingidos por engano por disparos da artilharia israelita.
leia e comente o post de origem: Faixa de Gaza: 40 mortos em ataque contra escola da ONU em Jabaliya

Publicidade | Scientific Advertising

Anúncio Schlitz Beer de Claude Hopkins em Scientific Advertising Movie

Anúncio "Schlitz Beer" de Claude Hopkins em Scientific Advertising Movie

To properly understand advertising or to learn even its rudiments one must start with the right conception. Advertising is salesmanship. Its principles are the principles of salesmanship.
Successes and failures in both lines are due to like causes. Thus every advertising question should be answered by the salesman’s standards.
Let us emphasize that point. The only purpose of advertising is to make sales. It is profitable or unprofitable according to its actual sales. It is not for general effect. It is not to keep your name before the people. It is not primarily to aid your other salesmen.
Treat it as a salesman. Force it to justify itself. Compare it with other salesmen. Figure its cost and result. Accept no excuses which good salesmen do not make. Then you will not go far wrong.
The difference is only in degree. Advertising is multiplied salesmanship. It may appeal to thousands while the salesman talks to one. It involves a corresponding cost. Some people spend $10 per word on an average advertisement. Therefore every ad should be a super-salesman.

Quem escreve este texto é Claude Hopkins, em “Scientific Advertising”, de 1923. No Consumering, de onde me chega a dica, é apresentado o autor e esta obra, de uma forma muito agradável. Ficamos por lá a saber alguma história deste homem que, sem dinheiro, comprou a falida Pepsodent e a transformou na líder de vendas, depois de ter trabalhado como comissionista, apostando na publicidade como forma de fazer dinheiro.

É precisamente nesta ideia que reside a inovação de Hopkins: a publicidade é um investimento que deve originar um retorno em vendas e a sua eficácia deve ser mensurável.

Richard Hanson disponibiliza o livro inteiramente grátis, via Kaizen Publishing, que pode ser descarregado na Marketing Resource.

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Tendências | Cabracega

Foi apenas quando recebi a newsletter da Springwise que dei conta da existência de um projecto português no seu “Our picks for 10 industries - Recent business ideas that will provide opportunities and inspiration in 2009 and beyond“. Este projecto está anotado no capítulo dedicado a 10 ideias para viagens e turismo e dá pelo nome de Lisboa Sensorial.

imagem: cabracega.org

imagem: cabracega.org

Conforme é por lá explicado, este projecto foi lançado pela Cabracega, de Alfama, em associação com a ACAPO e a Lisbon Walker, e consiste numa visita ao bairro feita de olhos vendados que, com recurso a um guia, oferece a oportunidade de conhecer sensorialmente as ruelas de Alfama. Os 20 Euros cobrados por pessoa revertem totalmente em favor da associação de apoio aos invisuais.

E de link em link, Cabracega fora, vou dar aos USB Sofa, os tais usados no SHIFT Lisbon 2008 e que permitem a ligação do computador ao sofá e a partilha de conteúdos entre utilizadores (dos sofás). Este projecto foi criado para o OFFF Lisbon 2008 e, curiosamente, foi realizado em colaboração com a TORKE.

imagem: cabracega.org

Ainda mais curiosamente, da TORKE apenas agora sei de alguma coisa acerca do assunto, que procurei - perdoem-me a ignorância. Encontro informação acerca do assunto no Torke 2.0 - que parece não sair da fase pré-beta - e no Invisible Red - blog que deveria tornar ao activo -, para além de algumas coisas no Flickr e Twitter. Seria bom que o conceito de marketing de guerrilha passasse também pela sua aplicação nos media sociais, usando bons títulos, de preferência. Porque isto de apoios, mecenato, responsabilidade social, são coisas importantes.

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Economia | A Crise Solucionada Pelo Povo

Para o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Nildo Ouriques, presidente do IELA – Instituto de Estudos Latino-Americanos, a "saída do buraco" passa bem longe da elite, devendo ser conduzida pelo povo. Para Ouriques, naufragou uma forma conciliatória de fazer política, que é a da acomodação. Porém, "esse quadro só se elucidará de maneira plena na hora em que o governo começar a passar muito efetivamente os custos da crise para a grande maioria do povo, poupando os ricos, como já estão fazendo e ainda vão aprofundar".
leia e comente o post original: Correio da Cidadania - 2008: Tudo que era sólido se desmanchou no ar.

Gaza | Acerca das Soluções

Não parece que devamos ir para a rua gritar indiscriminadamente «a favor do Hamas» ou «contra Israel», sendo apenas «pelos palestinianos» e «contra os judeus». Nem escolher obrigatoriamente a posição contrária, de aplauso de tudo aquilo que o governo israelita resolva fazer, incluindo o bombardeamento metódico de populações civis com as quais os «heróicos combatentes» do Hamas resolveram misturar-se. No levantamento de uma forte corrente da opinião pública internacional, partilhando a convicção de que a paz é possível – a paz, não apenas mais um cessar-fogo – e pressionando os governos para que tomem iniciativas sérias nesse sentido, residirá mais tarde ou mais cedo uma boa parte da solução.
leia e comente o post original: Da guerra cega à paz possível « A Terceira Noite.

Gaza | Espécies de Jornalismo

Há televisões que têm correspondentes em Israel. A SIC tem um correspondente de Israel. Cymerman não falha. Pouco interessa que haja uma invasão de Gaza e que por lá já tenham morrido, em 10 dias, meio milhar de pessoas. Ele compra a agenda do governo israelita sem se deixar influenciar pelos acontecimentos.
leia e comente o post original: Arrastão: Correspondente de Israel.

Gaza | Palavra de Sarkozy

Num arranco de hipocrisia política simplesmente notável, Sarkozy acusa Hamas de haver cometido acções irresponsáveis e imperdoáveis lançando foguetes sobre o território de Israel. Não serei eu quem absolva Hamas de tais acções, aliás, segundo leio a cada passo, castigadas pela quase total ineficácia da bélica operação que pouco mais tem conseguido que danificar algumas casas e derrubar alguns muros. Nunca as palavras doam na língua ao sr. Sarkozy, há que denunciar a Hamas. Com uma condição, porém. Que as suas justamente repreensivas palavras tivessem sido igualmente aplicadas aos horrendos crimes de guerra que vêm sido cometidos pelo exército e pela aviação israelita, em proporções inimagináveis, contra a população civil da faixa de Gaza.
leia e comente no post original: Sarkozy, o irresponsável « O Caderno de Saramago.

Gaza | A Defesa de Israel

O problema não é só não haver um futuro, é não haver um presente. A cada dia que passa, o meu amigo de Gaza continua sem trabalho e sem poder levar a família para outro país. As filhas crescem todos os dias e esta vai ser a infância delas. Têm 40 quilómetros de comprimento por seis de largura para se mexerem, com más casas, más escolas, maus hospitais, má comida, má água. E vem a depressão, a doença, a violência. Toda a gente sabe que a violência gera violência. Toda a gente sabe que não há solução militar. Toda a gente sabe - está em todos os documentos internacionais assinados por Portugal - que Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental são territórios nas mãos de Israel. Toda a gente sabe que há milhões de refugiados palestinianos há mais tempo do que eu estou viva e ninguém os quer. E é por isso que justificar o bombardeamento de Gaza com a defesa de Israel é tão obsceno - simplesmente porque toda a gente sabe que os palestinianos são os perdedores desta História. Sim, Israel tem o direito de se defender como qualquer país do mundo - quando for como qualquer país do mundo. Não, não imagino rockets em Lisboa - mas se fosse no tempo da guerra colonial talvez imaginasse. Quem lá vive sabe. Se isto não muda é porque quem pode não quer, e quem pode são os fortes.
leia e comente no post original: Alexandra Lucas Coelho, via Filinto Melo.

Internet | Solidariedade na Wikipedia

Bastou uma semana para a Wikipedia recolher 6 milhões de dólares (4,3 milhões de euro, redondos) em donativos, na sequência de um apelo do seu fundador, Jimmy Wales, publicado por alturas do Natal. O marco foi ultrapassado hoje, como puderam constatar os leitores da Wikipedia. Em todas as páginas do site surge, no topo, uma mensagem que alterna entre o apelo de Jimmy Wales e o resumo das contas apuradas. Há poucas horas o botão azul (ver imagem) com o montante angariado exibiu, pela primeira vez, um valor superior ao objectivo declarado. Trata-se, provavelmente, da maior acção de crowdfunding jamais realizada.
leia e comente no post original: Wikipedia recolhe 4,3 milhões em donativos numa semana (por Paulo Querido, em Certamente!).

Media | O Marketing Ridículo

Falo da deliberada sobreposição do logótipo de uma estação de televisão em imagens que não tenham sido originalmente captadas por si ou por empresas do mesmo grupo. Ontem à noite, os espaços informativos da RTP apresentaram declarações do primeiro-ministro, José Sócrates, à SIC mas lá fizeram o regular ‘esconde, esconde’ que, de tão primário, chega a ser insultuoso.
leia e comente no post original: Ano novo…velhas práticas « Jornalismo e Comunicação.

Gaza | Continua a Matança

Cinco palestinianos morreram em bombardeamentos israelitas a duas escolas - TSF.
Cinco palestinianos morreram, esta terça-feira, em bombardeamentos israelitas contra duas escolas geridas pela ONU, na cidade de Gaza e no sul da Faixa de Gaza. A informação foi avançada por uma fonte médica e um porta-voz das Nações Unidas. Três pessoas morreram num ataque aéreo israelita na cidade de Gaza contra a escola Asma, no campo de refugiados de Chati, gerida pela agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), referiu um porta-voz da agência, Adnane Abu Hasna. Cerca de 450 pessoas estavam refugiadas no interior da escola escapar aos bombardeamentos em outros bairros da cidade. Em Khan Yunés, sul da faixa de Gaza, um obus de artilharia atingiu a entrada de uma segunda escola, matando duas pessoas, cujas identidades não são ainda conhecidas, segundo uma fonte médica.
leia e comente no post original: FuckItAll

Blogosfera | Boas/Más/Péssimas Coisas de José Pacheco Pereira em 2008 Vistas por Um Grande (em qualidade) Consumidor

Estive a ler o artigo subordinado ao tema da comunicação social portuguesa que José Pacheco Pereira publica no seu Abrupto.

Noto desde logo o título que lhe dá: “Boas/Más/Péssimas Coisas na Comunicação Social Portuguesa em 2008 Vistas por Um Grande (em quantidade) Consumidor”. Este título é, desde logo, definidor do mote do artigo pois, sob a capa do «vistas por um grande (em quantidade) utilizador» que parece querer afirmar que não é intenção do autor assumir outra posição, este título avisa-nos logo que não existem sequer coisas “muito boas”, que fará “excelentes” na comunicação social portuguesa.

São os tiques costumeiros de José Pacheco Pereira e do seu alter ego Abrupto que mais uma vez se fazem sentir, os tique de Grande Educador.

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DOS MEDIA

Se numa primeira análise sou capaz de compreender o que Pacheco Pereira escreve, e até concordar parcialmente com algumas coisas, é precisamente esse tique de educador o que me irrita nos seus escritos. O autor do Abrupto parece-me alguém que não hesitaria um segundo em utilizar uma espécie de lápis azul – a pior, a do tipo higienista – em nome de alguns princípios. Tanto quanto me é dado a observar, parece-me que este é um problema de todos os que, sendo produtos da comunicação, não lhe conseguem sobreviver. Veja-se, a propósito, as posições de Pedro Santana Lopes, que não sendo nem de perto nem de longe comparável intelectualmente a Pacheco Pereira, parece sofrer do mesmo tipo de “estigma” - repare-se que o blog de Santana Lopes, ainda inferior em conteúdos ao de Pacheco Pereira, parece imitar-lhe o formato. Sendo um produto político, depressa soube socorrer-se dos media, e depressa lhes perdeu o ritmo, lavando-se agora em queixas.
José Pacheco Pereira, não sendo tanto um produto político – em abono da verdade, talvez seja um dos últimos ideólogos nacionais, com tudo o que isso traga de bom, mau e péssimo – é um produto dos media. É nos media que Pacheco Pereira tem sido notável e, não fossem estes, o comentador e autor de posts seria apenas mais uma figura parda no panorama político português.

É a sua aura de “enfant térrible” mesclada de erudição transmitida no monitor televisivo que lhe dá importância, já que o Abrupto vai de mal a pior. Salvem-se ao menos os estudos que vai publicando, coisa a que se devia dedicar com mais atenção, em vez de manter um blog que já merecia uma caridosa eutanásia.

Não compreendo, por isso, o que diz Pacheco relativamente ao panorama televisivo. Observemos, por exemplo, o programa em que participa regularmente, o “Quadratura do Círculo”. Se outrora foi uma referência, à semelhança do Abrupto, este programa vai-se tornando mais um da espécie “mandar bocas”, no que pretende ser uma discussão do fenómeno político português e internacional. Nada é mais do que uma “salutar tertúlia” em torno de irrelevâncias pois, uma vez chamados a um assunto de importância real, a discussão passa a imperceptível, numa pseudocavaqueira que já não convence ninguém. Quanto a mim, as situações em que os comentadores de serviço se empolgam na discussão já não passam de uma estudada performance que, pretendendo dar a impressão de envolvimento apaixonado, mais não faz que remeter as opiniões que se esperavam para segundas núpcias, dada a cacofonia que se instala, recorrentemente interrompida pelo moderador que anuncia, dado o caso, lamentar a impossibilidade de discussão de tão saboroso assunto por limitação da agenda.

DA BLOGOSFERA

Acerca da blogosfera, o autor do Abrupto diz que esta «está cada vez pior». Esclarece que esta «ganhou todos os defeitos do jornalismo» e que se torna uma «colecção de dichotes, pseudopiadas, ajustes de contas e “bocas” que passam por ser opiniões». Segundo ele, a blogosfera tornou-se uma espécie de coutada de um jornalismo “below the line”, cujos protagonistas são os jornalistas que utilizam este meio para fazerem o que não fazem nos jornais, o da politização obscura e pouco transparente.

Aparentemente, seria desejo de Pacheco Pereira a aposição de um logótipo político e uma declaração de intenções de voto em cada um dos blogs, para que não houvesse confusão. Pelo que entendo, seria ainda seu desejo que não existissem dichotes, nem “bocas”, nem ajustes de contas. Não parece reparar, entretanto, que o tão desejado endorsement é existente apenas na blogosfera, já que não é ainda hábito nos media tradicionais.

E a minha pergunta acerca de tudo isto é: E para que serviriam, então, os blogs?

O que José Pacheco Pereira parece querer dizer é que os blogs deveriam ostentar uma linha editorial, apesar de insistir na ideia de que o que anda a estragar isto tudo são os jornalistas. De uma forma qualquer, tal não é de estranhar, vindo de quem vem. Afinal, este comentador e blogger já disse que a blogosfera não presta porque a qualidade da maioria dos blogs não é aceitável, já disse que é 99% lixo, já disse trinta por uma linha, sem acrescentar absolutamente nada à qualidade que tanto aprecia.

DE JOSÉ PACHECO PEREIRA

Na minha modesta opinião (ou nem por isso, que todos temos um Pacheco Pereira dentro de nós), o este blogger não compreende a trama mais básica da blogosfera. Não compreende, ou não aceita, que a blogosfera é um meio aberto que pretende ser – e por vezes consegue sê-lo – uma conversação em torno do que quer que seja. Parece não aceitar que “qualquer um” tenha liberdade editorial e escreva o que lhe vai na real veneta. José Pacheco Pereira assina assim uma declaração que visa a blogosfera como sendo idealmente livre, desde que obedeça aos seus critérios – que continuamos sem conhecer, apesar de algum (cada vez menos) esforço. E, por fim, destronado dos lugares cimeiros da feira de vaidades que são os rankings e a hiperligação, está com dificuldades em aceitá-lo, acabando por escrever artigos cada vez mais inúteis acerca do meio e que em nada contribuem para a blogosfera - contribuindo, isso sim, para mais uma escalada do seu blog que, convenhamos, cada vez merece menos atenção pela visível degradação do espaço.

Afinal, para José Pacheco Pereira, a blogosfera ideal resume-se ao Abrupto, extensão ideal do ego do autor mas que reflecte, precisamente, o vácuo de ideias de que este sofre actualmente.

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