ARTES & COISAS # 001

¬Article by CJT with 0 comments
10 Nov 2006

 

DE QUANDO EU ERA PEQUENINO

Reviver a adolescência vendo grande parte das coisas que não vi na altura, é o meu objectivo ao ir de visita ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves, na Invicta.

São 250 obras de 73 artistas, de Basquiat a West, passando por Thomas Scütte, David Hammons, Reinard Mucha, Tunga, Ruan Muñoz, Cristina Iglesias, Jimmie Durham, Jean-Marc Bustamante, Martin Klingelhöller, Cindy Shermann, Matt Mullican, Julião Sarmento, Ana Jotta, Rui Sanches, José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reia, entre outros a dar corpo a uma topologia dos anos 80, a maior exposição deste espaço a ocupar os cerca de 4.000 metros quadrados de área do museu, coisa que já não era vista desde o “Circa 1968″, em 1999, na sua inauguração.

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A inauguração omeça às 22 horas, no museu, e segue daí para o 31, Labirintho, Passos Manuel e O Meu Mercedes É Maior Que O Teu, até por volta das 2 da manhã… para quem quiser deitar cedo, claro.

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PIRANDELLO NO CARLOS ALBERTO

É o grotesco de “La sagra del signore della nave”, escrita em 1925 que vai para o palco do Carlos Alberto, encenada Vicenzo Pirrotta.

O espectáculo baseia-se numa “alegoria sobre a bestialidade ou investigação sobre a dignidade humana”. Envolto numa atmosfera sacra revela-nos “o contraste entre pecado e espiritualidade num mundo excessivo em que porcos e homens se confundem”.

Para estômagos fortes, diz o encenador. A ver, digo eu.

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