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	<title>: fractura.net!</title>
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	<description>sociedade, comunicação, relações públicas</description>
	<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 08:44:11 +0000</pubDate>
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		<title>Comunicação Corporativa &#124; Espaço Para os Colaboradores da Organização</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 11:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comunicação Institucional]]></category>

		<category><![CDATA[internet]]></category>

		<category><![CDATA[rp]]></category>

		<category><![CDATA[wikipedia]]></category>

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		<description><![CDATA[Cabe aos departamentos de comunicação e às agências contratadas a concepção de uma estratégia inclusiva dos vários grupos de colaboradores na comunicação da organização.
Analisar os potenciais intervenientes e definir em que forma poderão ser mais úteis à estratégia; definir os termos, boas práticas, livro de estilo, código de ética; estruturar a comunicação pelos diversos canais, internos e externos, com vista à divulgação, distribuição, partilha e discussão da informação com todos os públicos, parece ser ainda algo reservado aos “pensadores” da comunicação e não a todos os que a partilham. Isso origina as situações abaixo descritas, em que uma comunicação “ilegal” surge do interior da organização, provocando o descrédito desta junto dos seus públicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Abaixo apresenta-se um artigo publicado em 2007 no “<strong>The New York Times</strong>”, a propósito do lançamento do <strong>WikiScanner </strong>de <strong>Virgil Griffith</strong>.<br />
Embora esta ferramenta seja sobejamente conhecida e o seu funcionamento tenha sugerido alguma polémica quanto à utilização da Wikipedia, a impressão que fica é a de que, na realidade, tudo ficou na mesma, ou quase.<br />
As modificações introduzidas quanto à possibilidade de inclusão ou modificação de artigos têm vindo a limitar-se a alguns avisos ou suspensões da entrada por “falta de objectividade” ou “violação das regras de imparcialidade”, podendo, ainda assim, ser facilmente publicados após uma ou outra modificação de coisas menores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ainda assim, <strong>considero a Wikipedia uma importante ferramenta de trabalho</strong> e, tal como é definida mais abaixo, <strong>um bom ponto de partida para a investigação</strong>.<br />
Mau grado as utilizações abusivas por parte dos utilizadores em termos de pesquisa que, ficando-se pelo copy-paste de um ou outro artigo, pretendem assim ter “trabalho feito”, esta é sem dúvida alguma uma potente ferramenta de partilha e aferição do conhecimento actual – correcto ou incorrecto, é o que existe – que se propaga pela Internet.<br />
<strong>Mas este artigo é especialmente importante para os comunicadores das organizações, no sentido em que reflecte o perigo da falta de monitorização constante do que acerca das organizações – ou de pessoas – é divulgado.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Uma das ideias que acho interessante no artigo é a que pode estabelecer uma <strong>relação directa entre a falta de uma utilização convencionada da Internet para os colaboradores de uma organização e o perigo de deturpação da informação e consequentes danos na imagem.<br />
</strong>Na realidade, as organizações parecem ainda reticentes quanto à autorização a dar aos seus colaboradores para a utilização do seu nome na Internet. Os seus receios em relação aos media sociais impede o usufruto lucrativo em termos de imagem e retorno em vendas e fundamentam-se, grosso modo, nos potenciais efeitos negativos que o feedback obtido possa causar.<br />
Conforme se verifica abaixo, <strong>não existe perigo maior que o autismo</strong>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Uma das opiniões que publiquei que causou mais desagrado aos meus leitores habituais – e a outros que os motores de busca fizeram o favor de me trazer – foi a que tenho acerca da legalização das escutas telefónicas por parte dos serviços secretos: sou a favor. Conforme tive oportunidade de escrever nesse artigo, e fui obrigado a explicar mais amplamente nos e-mails que escrevi aos que protestavam contra semelhante “heresia”, a legalização das escutas telefónicas é a única forma de as poder controlar pois, <strong>sem tal legalização, elas continuarão a existir sem controlo absolutamente algum</strong>. Porque existem ilegalmente, mau grado a incompreensão de alguns espíritos mais pueris.<br />
<strong>O mesmo se passa em relação à utilização dos media sociais por parte dos colaboradores das organizações. Enquanto os departamentos de comunicação e a administração não adoptarem uma estratégia que envolva todos os representantes da organização, as comunicações não controladas continuarão a surgir, geradas do interior da organização.<br />
</strong>Assim, torna-se necessário <strong>encarar os media sociais como algo que, existente e dinâmico, é impossível de contornar</strong>. Qualquer um de nós, trabalhador numa organização com acesso à Internet, é constantemente atafulhado de propostas de redes sociais, de e-mails acerca da organização e da sua interacção com o meio. Como qualquer membro da “família”, tendemos a dar resposta a essas comunicações da melhor forma que sabemos, tendo em vista o bom-nome da organização que representamos. Refiro-me, claro, aos trabalhadores implicados e perfeitamente integrados na vida da organização.<br />
Existem outros que utilizam os media sociais a partir do seu local de trabalho com fins completamente diversos, muitas das vezes opostos. Existem outros ainda que se ocupam em denegrir a imagem dos concorrentes. </span><span style="color: #000000;">Ora, qualquer uma destas situações, desde a mais bem intencionada à de mais tenebrosos propósitos, representa um perigo para a imagem corporativa.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Logo, é de fácil conclusão que <strong>uma estratégia de comunicação dedicada aos colaboradores da empresa que se dirigem aos mais diversos públicos por via dos media sociais é de primordial importância, desde logo pelos seguintes factores</strong>:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de controlo de QUEM COMUNICA;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de controlo do QUE É COMUNICADO;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de estratégia acerca do QUE DEVE SER COMUNICADO;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de estratégia de uma SINERGIA NA COMUNICAÇÃO;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de aferição da REPUTAÇÃO ONLINE DA ORGANIZAÇÃO;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Acesso facilitado a OPINION MAKERS;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Acesso facilitado ao FEEDBACK ACERCA DA ORGANIZAÇÃO;</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Possibilidade de ANÁLISE DO RETORNO DAS RP NA INTERNET;</strong></span></li>
</ul>
<p><span style="color: #000000;">entre muitos outros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Cabe aos departamentos de comunicação e às agências contratadas a concepção de uma <strong>estratégia inclusiva dos vários grupos de colaboradores na comunicação da organização</strong>.<br />
<strong>Analisar os potenciais intervenientes e definir em que forma poderão ser mais úteis à estratégia; definir os termos, boas práticas, livro de estilo, código de ética; estruturar a comunicação pelos diversos canais, internos e externos, com vista à divulgação, distribuição, partilha e discussão da informação com todos os públicos</strong>, parece ser ainda algo <strong>reservado aos “pensadores” da comunicação e não a todos os que a partilham</strong>. Isso origina as situações abaixo descritas, em que <strong>uma comunicação “ilegal” surge do interior da organização, provocando o descrédito desta junto dos seus públicos</strong>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Num artigo futuro apresentarei a minha visão particular acerca do que poderá tratar-se de um plano de comunicação dedicado aos colaboradores de uma organização. Até lá, fiquem-se com o artigo do “The New York Times”.</span></p>
<h3><span style="color: #000080;">&#8220;Seeing Corporate Fingerprints in Wikipedia Edits&#8221; por Katie Hafner com Noam Cohen, para o </span><a href="http://www.nytimes.com/2007/08/19/technology/19wikipedia.html?pagewanted=1&amp;_r=1&amp;adxnnlx=1218179481-eWOsjhAQpe78vwymrD8u1Q" target="_blank"  title="The New York Times" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.nytimes.com');"><span style="color: #000080;">The New York Times</span></a><span style="color: #000080;">, 19 de Agosto de 2007</span></h3>
<p><span style="color: #000080;"><img src="http://img440.imageshack.us/img440/507/seaworldzl9.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">NO ANO PASSADO, UM VISITANTE DA WIKIPEDIA EM LÍNGUA INGLESA EDITOU A ENTRADA RESPEITANTE AOS PARQUES TEMÁTICOS “SEAWORLD”, MODIFICANDO TODAS AS MENÇÕES DE “ORCA” PARA “BALEIA ASSASSINA” (KILLER WHALE), INSISTINDO QUE ESTA É UMA EXPRESSÃO MAIS EXACTA PARA ESTA ESPÉCIE. EXISTIU AINDA OUTRA EDIÇÃO INEXPLICÁVEL: O DESAPARECIMENTO DE UM PARÁGRAFO DE CRÍTICA ÀS ACTIVIDADES DO “SEA WORLD” QUANTO À «FALTA DE RESPEITO PARA COM AS SUAS ORCAS». AMBAS AS MODIFICAÇÕES TIVERAM ORIGEM, DECOBRE-SE AGORA, NUM COMPUTADOR LOCALIZADO EM ANHEUSER-BUSCH, A PROPRIETÁRIA DO “SEA WORLD”.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">Dúzias de exemplos de edições feitas a partir do interior das próprias organizações vieram a ser descobertas durante a semana passada, através do “WIKISCANNER”, um novo site que detecta a fonte de milhões de páginas da Wikipedia, a popular enciclopédia online que qualquer um pode editar.<br />
O site, em wikiscanner.virgil.gr, criado por um estudante universitário de informática, cruza as referências de um artigo editado com as do proprietário da rede onde essas edições tiveram origem, usando o endereço do protocolo de Internet (IP) da rede do editor. Esta informação estava já disponível mas este novo site facilita a ligação desses números aos nomes dos proprietários das redes.</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Desde que a “Wired” escreveu sobre o WikiScanner na semana passada, os utilizadores da Internet apontaram muitas edições interessantes em artigos da Wikipédia, feitas por utilizadores pertencentes a organizações não lucrativas e entidades governamentais, como a Central Intelligence Agency (CIA). Muitas das edições de óbvio interesse próprio têm origem nas redes corporativas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img359.imageshack.us/img359/1480/pepsimg1.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">NO ANO PASSADO, ALGUÉM NA PEPSICO APAGOU DIVERSOS PARÁGRAFOS NA ENTRADA RESPEITANTE À “PEPSI”, QUE FOCAVAM OS SEUS ASPECTOS MAIS PREJUDICIAIS À SAÚDE. EM 2005, ALGUÉM UTILIZANDO UM COMPUTADOR DA DIEBOLD APAGOU PARÁGRAFOS QUE CRITICAVAM AS MÁQUINAS DE VOTO ELECTRÓNICO DA COMPANHIA. NESSE MESMO ANO, ALGUÉM NO INTERIOR DA WAL-MART STORES MODIFICOU UMA ENTRADA RELATIVA ÀS COMPENSAÇÕES A FUNCIONÁRIOS.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">Jimmy Wales, fundador da Wikipedia Foudation, que detém a Wikipedia, diz que o site desencoraja tais «conflitos de interesses». «Não fazemos regras absolutas», declara, «mas essa é definitivamente uma linha-mestra.»<br />
Os especialistas da Internet, na sua maioria, dão as boas vindas ao WikiScanner. «Estou muito contente por estas situações serem expostas», diz Susan P. Crawford, professora convidada na University of Michigan Law School. «A Wikipedia é uma primeira paragem confiável para obtenção de informação acerca de uma enorme variedade de coisas e não deve ser manipulada como um braço de relações públicas das grandes companhias.»<br />
A maioria das revisões de corporações não estiveram publicadas durante muito tempo. Muitas entradas na Wikipedia estão num estado de fluxo constante, conforme são editadas e re-editadas, e os muitos voluntários de manutenção regular do site, a par dos administradores tendência a controlar essas modificações.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img388.imageshack.us/img388/6105/apexxonvaldez071029msxs7.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">GERALMENTE, AS MODIFICAÇÕES DE UMA PÁGINA NA WIKIPEDIA NÃO PODEM SER SEGUIDAS ATÉ AO NOME DA PESSOA, FICANDO-SE PELO NOME DO DONO DA REDE. EM 2004, ALGUÉM UTILIZANDO UM COMPUTADOR DA EXXONMOBIL MODIFICOU SUBSTANCIALMENTE A DESCRIÇÃO DO DERRAME DA “EXXON VALDEZ” EM 1989, NO ALASCA, DESVALORIZANDO O SEU IMPACTO NA FAUNA DESSA ÁREA E DESTACANDO OS PAGAMENTOS COMPENSATÓRIOS QUE A COMPANHIA FEZ ÀS VÍTIMAS DO DERRAME.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">Gary Walton, porta-voz da companhia, disse que apesar das revisões ao artigo terem partido de um computador da ExxonMobil, a companhia tem mais de 80 mil funcionários em todo o mundo, fazendo da tarefa de descobrir quem fez as alterações uma «tarefa mais que difícil.»<br />
Walton disse que os colaboradores da ExxonMobil «não estão autorizados a editar a Wikipedia mediante recurso aos computadores da companhia, sem autorização.» A aproximação da companhia, disse ele, teria sido a da utilização das páginas de conversação da Wikipedia, um fórum de discussão das entradas na enciclopédia.<br />
Wales explicou ainda que é nessas páginas de conversação que os editores com conflitos de interesses são encorajados a sugerir revisões: «Se alguém detecta um simples erro factual acerca da sua companhia, realmente não nos importamos que lá vão e editem», diz, acrescentando que se uma revisão aparenta ser controversa, «a melhor coisa a fazer é entrar, ir à página de conversação, identificar-se abertamente e dizer ‘Eu sou o responsável da comunicação desta ou daquela companhia.’ A comunidade responde muito bem, especialmente se a pessoa não é agressiva.»</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Mike Sitrick, um consultor de RP de longa data em Los Angeles, concorda. «Acredito fortemente que se vais corrigir, corrige e assina», disse. «De outra forma, ferirás a tua credibilidade.»</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img102.imageshack.us/img102/2773/anheuserbuschyu3.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000080;"><strong>UM FUNCIONÁRIO DA ANHEUSER-BUSCH ACABOU POR ASSUMIR A RESPONSABILIDADE DAS MODIFICAÇÕES NA PÁGINA DO “SEA WORLD” – MAS APENAS APÓS TER SIDO PARA TAL DESAFIADO DUAS VEZES POR UM OUTRO UTILIZADOR. A PESSOA EM QUESTÃO, QUE SE IDENTIFICA COMO FRED JACOBS, DIRECTOR DE COMUNICAÇÃO DA COMPANHIA DO PARQUE TEMÁTICO, DISSE NA PÁGINA DE CONVERSAÇÃO ACERCA DAS ENTRADAS DA WIKIPEDIA, QUE A DISCUSSÃO EM TORNO DA ÉTICA DA CONSERVAÇÃO DE CRIATURAS MARINHAS EM CATIVEIRO «PERTENCE A UM ARTIGO DEDICADO A ESSE TEMA.»<br />
JACOBS ENDEREÇOU QUESTÕES ACERCA DA EDIÇÃO A OUTRO DEPARTAMENTO DA COMPANHIA, NÃO TENDO OBTIDO RESPOSTA AOS SEUS PEDIDOS DE COMENTÁRIO.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img369.imageshack.us/img369/9526/scoxx2.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">O GRUPO SCO, PRODUTOR DE SOFTWARE EM SALT LAKE CITY, FEZ MODIFICAÇÕES NA INFORMAÇÃO DE PRODUTO NA SUA ENTRADA NA WIKIPEDIA NESTE ANO. A COMPANHIA ESTEVE ENVOLVIDA EM DISPUTAS LEGAIS ACERCA DOS DIREITOS SOBRE ALGUM SOFTWARE OPEN-SOURCE.<br />
CRAIG BUSHMAN, VICE-PRESIDENTE DA COMPANHIA PARA O MARKETING, DISSE TER ORDENADO A MODIFICAÇÃO DAS PÁGINAS AO GESTOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS. «TODA A HISTÓRIA DA SCO TINHA SIDO ESCRITA POR ALGUÉM QUE NÃO CONHECE A HISTÓRIA DA COMPANHIA», DISSE.<br />
UMA HORA APÓS AS MODIFICAÇÕES, ESTAS DESAPARECERAM. A COMPANHIA ENVIOU UM E-MAIL AOS ADMINISTRADORES DA WIKIPEDIA, QUE RESPONDERAM QUE AS MODIFICAÇÕES TINHAM SIDO REJEITADAS POR FALTA DE OBJECTIVIDADE.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">No caso das revisões da Wal-Mart, David Tovar, porta-voz da companhia, disse que já que não estava ao corrente de alguém da Wal-Mart que lhe tivesse pedido autorização para contribuir na Wikipedia, as modificações poderão ter sido feitas por qualquer dos seus trabalhadores, chamados associados. «Nós consideramos os nossos associados os melhores embaixadores», declarou, «e por vezes eles falam para o exterior para aclarar as coisas.»</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img217.imageshack.us/img217/3042/dellgb4.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">NA DELL, FABRICANTE DE COMPUTADORES, OS EMPREGADOS SÃO INSTRUÍDOS PARA A NECESSIDADE DE IDENTIFICAR A SUA COMPANHIA SEMPRE QUE DELA ESCREVAM ONLINE. «SEJA NA WIKIPEDIA, TWITTER OU MYSPACE, A NOSSA POLÍTICA É A DE QUE DEVES SEMPRE DEIXAR OS OUTROS SABER QUE ÉS DA DELL», DIZ BOB PEARSON, PORTA-VOZ DA DELL.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">Antes desta política ser posta em prática há um ano, as modificações de partes da entrada da Dell na Wikipedia relativa aos seus outsorcings do serviço a clientes, feitos offshore, eram feitos por alguém da rede corporativa da Dell.<br />
Muitas das pessoas que usam redes corporativas para editar a Wikipedia, prendem-se em assuntos que pouco ou nada têm a ver com o seu trabalho, apesar de por vezes não resistirem a uma tonta “bicada” na concorrência.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img80.imageshack.us/img80/6915/nytimesmk5.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">NO ANO PASSADO, ALGUÉM USANDO UM COMPUTADOR DA WASHINGTON POST COMPANY MODIFICOU O NOME DO DONO DE UM JORNAL LOCAL GRATUÍTO, O “THE WASHINGTON EXAMINER”, DE PHILIP ANSCHUTZ PARA CHARLES MANSON. OUTRA PESSOA USANDO UM COMPUTADOR DA CBS, ALTEROU A PÁGINA DE WOLF BLITZER DA CNN, PARA ACRESCENTAR QUE O SEU NOME VERDADEIRO ERA IRVING FEDERMAN, QUANDO NA REALIDADE O SEU NOME É MESMO WOLF BLITZER.<br />
A THE NEW YORK TIMES COMPANY ESTÁ ENTRE AS COMPANHIAS CUJOS FUNCIONÁRIOS FIZERAM, ENTRE CENTENAS DE MODIFICAÇÕES INÓCUAS, UMA MÃO CHEIA DE EDIÇÕES QUESTIONÁVEIS. UMA MODIFICAÇÃO NA PÁGINA DO PRESIDENTE BUSH, POR EXEMPLO, REPETIA A PALAVRA “JERK” DOZE VEZES. E NA ENTRADA REFERENTE A CONDOLEEZA RICE, A SECRETÁRIA DE ESTADO, A PALAVRA “PIANIST” FOI TROCADA POR “PENIS”.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">«É impossível determinar quem fez qualquer dessas modificações», disse Craig R. Whitney, editor do “The Times”. «Só podemos abanar a cabeça quando vemos o que foi feito nas entradas de George Bush e Condoleeza Rice.»</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><img class="aligncenter" src="http://img155.imageshack.us/img155/172/wikiscannerav2.jpg" border="0" alt="Comunicação Corporativa | Espaço Para os Colaboradores da Organização" /></span></p>
<h4><span style="color: #000080;">O WIKISCANNER É OBRA DE VIRGIL GRIFFITH, UM CIENTISTA DA COGNIÇÃO DE 24 ANOS DE IDADE, INVESTIGADOR CONVIDADO NO SANTA FE INSTITUTE DO NOVO MÉXICO. GRIFFITH, QUE GASTOU DUAS SEMANAS NESTE VERÃO A ESCREVER O SOFTWARE PARA O SITE, DISSE TER-SE INTERESSADO NA CRIAÇÃO DESTA FERRAMENTA DURANTE O ANO PASSADO, APÓS TER ESCUTADO MEMBROS DO CONGRESSO NORTE-AMERICANO QUE EDITAVAM AS SUAS PRÓPRIAS ENTRADAS.</span></h4>
<p><span style="color: #000080;">Griffith disse que «esperava que algumas pessoas fossem apanhas a sério» após o seu serviço ser tornado público. «O resultado, em termos de desastre de relações públicas, é mais ou menos o que eu esperava.»<br />
Griffit, que gosta de se definir como um “tecnnologista disruptivo”, disse existirem certamente mais alguns exemplos de edição de interesse próprio que deverão sair a público durante as próximas semanas, «porque a amostragem de dados é enorme.»</span></p>
<p><span style="color: #000080;">Wales, que diz que o scanner é uma «muito boa ideia», disse estar a considerar algumas modificações na Wikipedia para auxiliar os visitantes a compreender que informação é gravada acerca deles.<br />
«Quando alguém ‘clica’ em ‘edit’, seria interessante podermos dizer “Olá, obrigado pela sua edição. Vemos que está ligado a partir do ‘The New York Times’. Tenha presente que nós sabemos disso e que é informação pública”», disse. «Isso poderia fazê-los parar para pensar.»</span></p>
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		<title>Guerra &#124; Hiroxima, Mais um Aniversário</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 15:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[genocídio]]></category>

		<category><![CDATA[guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[Um vídeo para ajudar a lembrar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="nofollow" href="http://www.youtube.com/watch?v=AvqBL-610v8" target="_blank"  onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');"><!-- Smart Youtube --><span class="youtube"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AvqBL-610v8&amp;amp;rel=1&amp;amp;color1=d6d6d6&amp;amp;color2=f0f0f0&amp;amp;border=0&amp;amp;fs=1&amp;amp;autoplay=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AvqBL-610v8&amp;amp;rel=1&amp;amp;color1=d6d6d6&amp;amp;color2=f0f0f0&amp;amp;border=0&amp;amp;fs=1&amp;amp;autoplay=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="355" ></embed></object></span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AvqBL-610v8"><img src="http://img.youtube.com/vi/AvqBL-610v8/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></a></p>
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		<item>
		<title>Agências &#124; Os Blogues da Má Língua</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 18:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[agências]]></category>

		<category><![CDATA[blog]]></category>

		<category><![CDATA[rp]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.deictico.org/?p=208</guid>
		<description><![CDATA[Pelo que vejo, a divulgação das últimas tendências, de conhecimento, de case studies, de boas práticas, enfim, do que se vai passando no mundo da comunicação empresarial, irá continuar durante algum tempo a cargo dos estudantes e curiosos da matéria, muito por via da recolha de conteúdos que os blogues das agências estrangeiras vão publicando, salvo raras e honrosas excepções muito pouco significativas em termos numéricos no panorama nacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img229.imageshack.us/img229/6015/deicticoorgvi6.jpg" border="0" alt="Agências | Os Blogues da Má Língua" /></p>
<p><a href="http://www.comunicacaoempresarial.com/comunicacao/institucional/relacoes-publicas/media-social/media-social-e-os-blogues-das-empresas-de-rp/" target="_blank"  title="Comunicação Empresarial" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.comunicacaoempresarial.com');"><strong>Há algum tempo publiquei um artigo acerca da necessidade das agências de RP terem, também elas, blogues</strong></a> que abordassem as sua ofertas de tecnologia neste sector, como também, e muito importante, partilhassem as suas experiências e boas práticas com exemplos de operações que tivessem resultado em sucesso ou mesmo insucesso, com o objectivo puro e simples da partilha destes com os seus públicos, obtendo com isso um mais que necessário rendimento em termos de imagem.<br />
Nesse post dei alguns exemplos de blogues corporativos de agências de comunicação que me parecem cumprir os objectivos de que falo acima.</p>
<p>A minha ideia de blogue corporativo parece ter eco (ou inspiração, já que ainda não me dediquei ao assunto por aqui) em alguns dos mais conceituados locais da blogosfera e, querendo resumir as coisas, essa ideia tem a ver com a imagem humana da organização e com a interacção com os diversos públicos e consequente obtenção de <em>feedback</em> e opinião acerca da organização, produto ou serviço. Tem riscos, tem consequências. Boas e más. Acerca disso, escreverei mais tarde.<br />
Falando acerca dos blogues das agências, verifico que, conforme dizia, pouco ou nada existe em torno das experiências e inovações no âmbito da Comunicação e das Relações Públicas, nem sequer acerca da oferta das agências no que a este tipo de serviço concerne, ficando-se os blogues existentes por uma ou outra notícia ou opinião acerca disto ou daquilo, transformando-se mais ou menos em blogues de <em>fait-divers</em>, salvo uma ou outra excepção.</p>
<p>Mas a coisa não acaba aqui. <a href="http://www.brunoamaral.com/post/a-razao-e-o-problema-de-ter-um-blog-de-agencia/" target="_blank"  title="Relações Públicas" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.brunoamaral.com');"><strong>O Bruno Amaral &#8220;desabafa&#8221;, com razão, acerca do facto de os blogues das agências de comunicação nacionais virem a utilizá-los de uma forma pouco correcta: a troca de piropos e picardias, nada próprios de profissionais de comunicação</strong></a>.<br />
Ele aponta vários motivos, um pouco <em>avant la lettre</em>, para que tal aconteça: <em><strong>«O problema é que o mercado da consultoria de comunicação ainda é muito recente em Portugal. Juntem a isso uma tecnologia que também é recente, uma forma inédita de relacionamento entre as pessoas e temos o clima ideal para uma série de passos em falso.» </strong></em>Quanto a mim, e reconhecendo que estes são factores de peso para o surgimento deste problema, creio existirem ainda mais alguns que se relacionam com a tipicidade de um novo-riquismo profissional, tão ao gosto da blogosfera lusa, pródiga na rápida concepção de gurus e <em>opinion makers</em>.</p>
<p>Mas daí não viria grande mal ao mundo se, por entre competições e picardias, surgisse a novidade e o conhecimento, fossem divulgadas experiências e resultados. Mas isso não acontece, provavelmente não virá a acontecer, enquanto alguns dos que vão tentando <a href="http://dissonanciacognitiva.wordpress.com/2008/07/31/as-organizacoes-nao-governamentais-deviam-ter-blogs/" target="_blank"  title="Dissonância Cognitiva" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dissonanciacognitiva.wordpress.com');"><strong>fazer algo</strong></a> de <a href="http://dissonanciacognitiva.wordpress.com/2008/08/01/estrategia-para-um-blog-da-quercus/" target="_blank"  title="Dissonância Cognitiva" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dissonanciacognitiva.wordpress.com');"><strong>produtivo</strong></a> não alcançarem o patamar de reconhecimento pelos pares.<br />
Pelo que vejo, a divulgação das últimas tendências, de conhecimento, de <em>case studies</em>, de boas práticas, enfim, do que se vai passando no mundo da comunicação empresarial, irá continuar durante algum tempo a cargo dos estudantes e curiosos da matéria, muito por via da recolha de conteúdos que os blogues das agências estrangeiras vão publicando, salvo as raras e honrosas excepções muito pouco significativas em termos numéricos no panorama nacional.</p>
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		<title>Gaza &#124; Espionagem a Troco de Cuidados Médicos</title>
		<link>http://fractura.net/sociedade/direitos-humanos/gaza-espionagem-a-troco-de-cuidados-medicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 17:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[gaza]]></category>

		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<category><![CDATA[israel]]></category>

		<category><![CDATA[palestina]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Médicos pelos Direitos Humanos acusam o Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) de "coacção" e "extorsão" dos pacientes. E notam que estas práticas acompanham um aumento acentuado na proporção de doentes a quem é negada a entrada em Israel, desde que o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, em Julho do ano passado. Em Janeiro de 2007 eram autorizados a entrar 90 por cento - no fim do ano já entravam só 62 por cento dos que pediam para passar por motivos médicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><img class="    " style="margin: 5px; border: black 5px solid;" src="http://img397.imageshack.us/img397/1884/deicticoorgrl8.jpg" border="0" alt="Gaza | Espionagem a Troco de Cuidados Médicos" width="550" height="385" /><p class="wp-caption-text">Gaza | Espionagem a Troco de Cuidados Médicos</p></div>
<p style="text-align: right;">in <a href="http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20080805&amp;page=13&amp;c=A" target="_blank"  title="Público" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jornal.publico.clix.pt');"><strong>Público</strong></a></p>
<p><strong>Bassam al-Wahidi faltou à última consulta que tinha marcada num hospital de Jerusalém Oriental, há quase um ano, apesar de se arriscar a perder a visão do olho direito. À hora prevista, este jornalista de Gaza estava numa sala de interrogatórios do checkpoint de Erez, onde ao longo de seis horas um homem que falava árabe perfeito e se identificou como Moshe lhe sugeriu que descobrisse quem lançava rockets de Gaza para Israel. &#8220;Vou mandar-te para casa e deixar-te viver o resto da tua vida cego por seres estúpido&#8221;, disse-lhe quando recusou.<br />
Bassam al-Wahidi foi-lhe oferecido um cartão de telemóvel israelita. Para além de se deslocar às áreas de fronteira para identificar os combatentes que lançam rockets, deveria ir às conferências de imprensa da ala militar do Hamas e de outras facções. Tinha dez dias para provar sua utilidade - depois deixaria de precisar de autorização para passar em Erez.<br />
Sem qualquer viagem ao hospital de Jerusalém desde esse interrogatório, o jornalista de 28 anos que cobre assuntos sociais e laborais para uma rádio já está cego do olho direito e precisa de tratamento urgente no olho esquerdo. Os médicos mandaram-no parar de ler e escrever há um mês.</strong></p>
<p><strong>Abu Obeid, um funcionário público de 38 anos, tem um pacemaker instalado num hospital israelita e saía frequentemente para tratamentos cardíacos. Mas em Agosto recusou uma proposta idêntica à que foi feira a Wahidi. &#8220;Dás-me informação e eu facilito as entradas em Israel&#8221;, ouviu.</strong></p>
<p><strong>Outro homem de 38 anos que deveria ter sido consultado no hospital Ichilov de Telavive contou ao grupo de médicos israelitas o que lhe disse um agente: &#8220;Tens cancro e vai espalhar-se para o teu cérebro. Enquanto não nos ajudares, podes esperar por Rafah.&#8221; Rafah é o posto fronteiriço entre Gaza e o Egipto, raramente aberto.</strong></p>
<p><strong>Israel levou ontem 88 aliados do presidente Mahmoud Abbas para Jericó, na Cisjordânia. Os homens tinham fugido sábado à noite de Gaza com outros 100, na sequência de violentos confrontos com o Hamas. Despidos, para provarem que não estavam armados, passaram a fronteira de cuecas e olhos vendados.<br />
No domingo, Israel começara a enviá-los de volta, &#8220;após um pedido do presidente Abbas, que assumira a responsabilidade pela sua segurança&#8221;. Só que o Hamas começou a prendê-los: de 60 que regressaram, 35 terão sido presos. Percebendo &#8220;que as suas vidas corriam perigo&#8221;, Israel decidiu parar com o processo&#8221;, explicou o Exército. Os israelitas transportaram o grupo em dois autocarros blindados e entregaram-no à Autoridade Palestiniana.</strong></p>
<p><strong>Os Médicos pelos Direitos Humanos acusam o Shin Bet (o serviço de segurança interna de Israel) de &#8220;coacção&#8221; e &#8220;extorsão&#8221; dos pacientes. E notam que estas práticas acompanham um aumento acentuado na proporção de doentes a quem é negada a entrada em Israel, desde que o Hamas assumiu o controlo da Faixa de Gaza, em Julho do ano passado. Em Janeiro de 2007 eram autorizados a entrar 90 por cento - no fim do ano já entravam só 62 por cento dos que pediam para passar por motivos médicos.<br />
O grupo lembra que o aumento de restrições nas saídas coincidiu com o bloqueio israelita a Gaza, que provocou quebras de energia eléctrica e impede a entrada de equipamentos médicos ou combustível.<br />
O Shin Bet desmente as acusações e diz que os controlos de segurança servem para garantir que os palestinianos não ameaçam segurança de Israel. Desde 2005, diz, três potenciais bombistas suicidas fizeram-se passar por doentes. Segundo o exército, o número dos que saem de Gaza para receber tratamento médico aumentou de 8325 para 15.148 em 2007.<br />
Mas os testemunhos recolhidos levam os Médicos pelos Direitos Humanos a concluir que os &#8220;interrogadores propõem directa e abertamente aos doentes colaborarem e/ou fornecerem informações&#8221;. E esta prática, sublinham, viola as Convenções de Genebra. O Shin Bet lembra, por seu turno, que o Supremo Tribunal israelita decidiu que &#8220;o Estado tem o direito soberano de determinar quem entra&#8221; nas suas fronteiras.</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>in </strong><a href="http://arrastao.org/sem-categoria/ou-trais-ou-morres/" target="_blank"  title="Arrastão" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/arrastao.org');"><strong>Arrastão</strong></a></p>
<blockquote><p><strong>Enquanto o Hamas faz a caça ao homem da Fatah em Gaza e a Fatah reenvia os seus próprios homens para uma morte quase certa, Israel usa os tratamentos médicos (quase impossíveis em Gaza por causa do bloqueio e do isolamento) para obrigar os palestinianos a ser seus espiões. Ou trais ou morres. Tudo horrível, mas há um lado maquiavélico e frio que faz a diferença. Eles defendem a “civilização e os valores ocidenteis”, não é? Pois!</strong></p></blockquote>
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		<title>Trabalho &#124; Primeiro de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 17:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

		<category><![CDATA[causas]]></category>

		<category><![CDATA[desemprego]]></category>

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		<description><![CDATA[O Filinto, jornalista do Primeiro de Janeiro, vai disponibilizando o diário da luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img178.imageshack.us/img178/5922/deicticoorgwj4.jpg" border="0" alt="Trabalho | Primeiro de Janeiro" /></p>
<p>Algo vai mal quando um jornal diário fecha durante um mês para «modernização». Algo vai mal quando os seus funcionários se juntam à porta depois de um despedimento com dois meses de salários em atraso. Algo vai muito mal quando uma instituição de 140 anos sucumbe aos interesses de um grupo editorial.</p>
<p>Estava escrito, dirão alguns. Faltará quem escreva, digo eu, a fazer fé no facto de serem agora unicamente jornalistas desportivos a garantir a continuidade do jornal.</p>
<p>Mas não há nada como acompanharem o desenrolar dos acontecimentos pelas palavras de quem participa em nome próprio e em causa própria. <a href="http://filintomelo.net/" target="_blank"  title="Esgravatar" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/filintomelo.net');"><strong>O Filinto, jornalista do Primeiro de Janeiro, vai disponibilizando o diário da luta</strong>.</a></p>
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		<title>Agregação &#124; Del.Icio.Us com Nova Cara</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agregadores]]></category>

		<category><![CDATA[blog]]></category>

		<category><![CDATA[internet]]></category>

		<category><![CDATA[partilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Só reparei hoje. O del.icio.us tem cara nova.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://delicious.com/cteixeira" target="_blank"  onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/delicious.com');"><img class="aligncenter" style="border: 0px;" src="http://img513.imageshack.us/img513/7913/deicticoorgln0.jpg" border="0" alt="Agregação | Del.Icio.Us com Nova Cara" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Só reparei hoje. O del.icio.us tem cara nova.</p>
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		<title>Vida &#124; Uma Pérola da Homofobia</title>
		<link>http://fractura.net/sociedade/discriminacao/vida-uma-perola-da-homofobia/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 18:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Discriminação]]></category>

		<category><![CDATA[homofobia]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado paneleiro, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img152.imageshack.us/img152/5690/deicticoorgft2.jpg" border="0" alt="Vida | Uma Pérola da Homofobia" /></p>
<blockquote><p><strong>«Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado paneleiro, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida»</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c075537e3d91cc22736799.html" target="_blank"  title="Sapo Notícias | Lusa" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/noticias.sapo.pt');">Esta foi a frase proferida pelo juíz que julgou o caso de &#8220;Zé Pistoleiro&#8221;</a>, condenado a cinco anos e seis meses de prisão efectiva pelos crimes de homicídio na forma tentada e posse de arma proibida. Zé Pistoleiro atingiu a sua vizinha, pensando que esta fosse o seu vizinho alegadamente homossexual, por pensar que este teria apanhado o seu gato e o estaria a sodomizar.</p>
<blockquote><p><strong>«Provou-se ainda que José Correia acreditava que a pessoa no pátio era José Pedro e estava convicto de que &#8216;este era homossexual e que pudesse ter havido contactos de natureza sexual entre o vizinho e o gato&#8217;»</strong></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Opinião &#124; Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias</title>
		<link>http://fractura.net/sociedade/urbe/opiniao-acerca-do-gueto-o-aleixo-e-mais-historias/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 14:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Urbe]]></category>

		<category><![CDATA[gueto]]></category>

		<category><![CDATA[inserção]]></category>

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		<description><![CDATA[Os bairros sociais “problemáticos” têm vindo a ostentar este carimbo como forma de dizer ao público que, se problemático, é algo acerca do qual se deve fazer alguma coisa mas que, porque problemático, representa em si um problema, logo é de difícil resolução, tenham paciência, vamos aplicando uns paliativos e a coisa há-de rolar, não se preocupem, que eles continuarão a sair de lá apenas para trabalhar ou arrumar carros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>A verdade é que ninguém os quer por perto: os pretos, os ciganos, os pobres. São incómodos, trazem a miséria e a criminalidade com eles. Depois, que merece esta espécie de gente que anda a roubar, a passar droga, a prostituir-se, a vender contrafacção?</h3>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img137.imageshack.us/img137/3486/deicticoorggw6.jpg" border="0" alt="Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias" /></p>
<p>Eu vivi num bairro. Mas não era um bairro problemático. Era uma “urbanização”, uma “cooperativa”. No entanto, acima do meu bairro existia outro que, apesar de nunca ter constituído um problema, foi sempre olhado como algo exótico, um local onde viviam aquelas pessoas que “é ali que são felizes, entre eles”. E essa ideia abrangia todos os que lá vivessem. Bastaria a qualquer puto da escola dizer que vivia nesse bairro para passar a ser considerado um gajo perigoso.<br />
A realidade é que, passados anos, toda a área estava cheia de “gajos perigosos”, estigmatizados desde logo na escola primária, construída no bairro, para eles e para mais ninguém, sendo extremamente difícil que algum dos putos desse bairro pudesse entrara noutra que não aquela, a não ser com uma “cunha”.<br />
Hoje vemos que a gente desse bairro nunca chegou a sair de lá de dentro. E já vão em gerações. <span id="more-455"></span></p>
<p>Desde sempre existiu uma tendência da sociedade para arrumar as coisas problemáticas a um cantinho, de preferência resguardado da vista e do conhecimento. Já tivemos de todo o tipo de gente indesejável à vida saudável da urbe exportada para as ilhas, para as colónias, para os hospitais psiquiátricos, para as prisões do sistema: leprosos, criminosos, políticos contestatários, indivíduos pretensamente loucos, homossexuais, ciganos, judeus, enfim, de tudo um pouco que não se insira na prática da sociedade normalizada.<br />
Os bairros sociais são disso um exemplo. A verdade é que estes bairros são um aglomerado de gente que escapa aos cânones tradicionais da sociedade e que, uma vez encerrados nos prédios construídos em locais afastados da urbe, são deixados numa espécie de autogestão, que continuará assim até que algo relacionado com banditismo ou qualquer comportamento anormal escape cá para fora. É nessa altura, em que algo do género escapa para o exterior do bairro, que estes passam a ser apelidados de “bairros problemáticos”.<br />
O “bairro problemático” é, assim, uma subespécie de gueto, tratando-se do gueto mal comportado, o que não conseguiu manter as suas coisas, os seus hábitos estranhos de gueto, a sua miséria de gueto, a sua criminalidade de gueto, dentro de portas, longe da normalidade da vida que a urbe leva. E, quando nos aparece um gueto mal comportado, um tal “bairro problemático”, nas bancas dos jornais, nos noticiários da televisão, enfim, no circo mediático que nos atinge com a futilidade tablóide a que nos habituamos e que parece, mais que outra novela qualquer, alimentar a bovinidade característica de um povo que o deixou de ser, pensamos, talvez em coro, que “é preciso fazer alguma coisa”.<br />
Creio que, quando pensamos ser preciso fazer alguma coisa alimentamos essa ideia com toda a convicção, muito sinceramente. Pelo menos durante os dez minutos seguintes. E durante esses dez minutos em que discutimos a coisa, somos capazes de delinear milhentas soluções, cada uma delas mais válida que a anterior. Essas soluções têm, normalmente um ponto comum: É necessário fazer isto, desde que fique tudo lá dentro e não transpire cá para fora. É preciso mandar para lá alguém que trate disto, que faça aquilo, é necessário que eles façam esta ou aquela coisa lá dentro, tem que se restaurar os prédios para que eles vivam bem, lá dentro. Lá dentro.</p>
<p>Os recentes acontecimentos verificados na Quinta da Fonte alvoroçaram o país: nunca, até então, se tinha visto uma manifestação de desacordo entre as partes de um bairro social. Logo apelidada de racismo, veio a dar razão à douta sabedoria popular que dita que «eles ainda são mais racistas que os brancos», que são mesmo «racistas entre eles».<br />
O problema do racismo será verdadeiro? Tratar-se-á de racismo a querela entre negros e ciganos deste bairro? Existem opiniões para todos os gostos, umas mais ridículas que as outras mas, em todo o caso, igualmente válidas. O que se passa é que, aparentemente, existe um conflito entre gente de duas etnias. Se o que provoca o conflito é o facto de serem etnias diferentes, essa é outra questão. No entanto, uma vez mais, a coisa pode perfeitamente ficar por ali, desde que não extravase os muros do bairro.<br />
Esta é mais uma situação em que, confrontados com o medo da sudação de gente estranha a nós, optamos pela solução cómoda, a da polícia. Na realidade, a polícia parece cada vez mais ser a cura para todas as maleitas, dizemos nós que “essa gente” tem o direito de viver em segurança e que, por tal, devemos enviar para lá mais efectivos.<br />
É curioso que deixemos sempre nas mãos da polícia o rescaldo dos acontecimentos. Em nosso entender, a polícia não serve para prevenir, serve para remediar. E se alegamos princípios constitucionais de cada vez que a polícia aparenta violar um qualquer direito que nos é caro, já não nos coibimos de enviar elementos repressivos para um qualquer bairro social. Porque é necessário.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img362.imageshack.us/img362/4940/deicticoorggm0.jpg" border="0" alt="Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias" /></p>
<h3>OS ACONTECIMENTOS QUE SE OBSERVARAM EM FRANÇA PODERÃO VERIFICAR-SE EM PORTUGAL?</h3>
<p>O sucedido em França tem poucas possibilidades de se ver repetido em Portugal, pelo menos a uma escala tão demolidora. Não é, no entanto, difícil que tal se possa verificar nos bairros mais degradados<br />
Os bairros sociais “problemáticos” têm vindo a ostentar este carimbo como forma de dizer ao público que, se problemático, é algo acerca do qual se deve fazer alguma coisa mas que, porque problemático, representa em si um problema, logo é de difícil resolução, tenham paciência, vamos aplicando uns paliativos e a coisa há-de rolar, não se preocupem, que eles continuarão a sair de lá apenas para trabalhar ou arrumar carros.<br />
Aparentemente, ninguém se importará muito que um destes dias o estado possa fazer algo semelhante ao que Berlusconi fez, ou que se passe a enviar apenas polícia de intervenção para os bairros, à semelhança do que se passa em França.<br />
Assim, teremos o problema controlado, pelo menos durante algum tempo.</p>
<p>Alguém disse, em tempos, que a rebeldia é filha da submissão. Nada mais verdadeiro: só se rebela quem está submisso e, quanto maior a submissão, maior a rebeldia. Quando à submissão se junta repressão e estigmatização, a palavra de ordem é a revolta anárquica, a sede de destruição acumulada ao longo de anos, de gerações. É algo do género «alguém ter de pagar».<br />
O que se passa nos bairros sociais é uma situação de barril de pólvora latente, com a particularidade de ser um barril de pólvora caracteristicamente nosso, que poderá dar uma espécie de explosão lenta. Mas, em todo o caso, talvez um dia ela aconteça e a reacção em cadeia se faça sentir. Creio que bastará um para os outros começarem também, já não a reivindicar, mas a fazer-se sentir.<br />
Existem bairros que já não têm as mínimas condições de habitabilidade. Acerca desses, é usual dizer-se que «eles também dão cabo de tudo», generalizando-se assim a prática, desculpando-se assim a restante sociedade pela não intervenção em assuntos que “não são nossos”.<br />
Mas existe agora uma outra consciência, a dos jovens que, bem ou mal, vão tendo mais informação do que os seus pais e avós, e que se vão juntando em grémios que, de uma ou outra forma, pretendem dar voz à consciência. Claro que, autistas às formas de comunicação dos jovens, vamos considerando simplesmente folclóricas as prestações de grupos hip-hop e às provocações pintadas nas paredes. Continuamos a não ligar, a ignorar, e a tornar a deixar as coisas serem tratadas “lá dentro”, manipuladas por quem quer que consiga tomar-lhes o pulso e redirigir a sua frustração para acções a ferro e fogo.<br />
E teremos um destes dias uma chusma de sociólogos pagos à hora na televisão a dissertarem sobre o que se devia mas não foi feito, talvez a dissertarem acerca do que deveriam ter dito mas não disseram.<br />
E enviar-se-á mais polícia.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img410.imageshack.us/img410/4515/deicticoorgze0.jpg" border="0" alt="Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias" /></p>
<h3>O QUE FAZER, AFINAL?</h3>
<p>Aqui há uns dias, num exame, tive que responder à pergunta «Quais os passos que tomaria para integrar os soldados das FARC na sociedade colombiana?». Escrevi, escrevi muito, mas não creio ter dito grande coisa.<br />
O mesmo se passa em relação à pergunta «O que fazer em relação aos bairros sociais?».A resposta imediata que me sai da boca é «Acabar com eles».</p>
<p>Os bairros sociais são, em última análise, a definição do assistencialismo do estado, por oposição à solidariedade social. Embora sirvam o propósito do realojamento dos que dele necessitam, não responsabilizam os moradores e, com essa desresponsabilização, subtraem-lhes os direitos básicos de cidadania, aumentando a criminalidade na directa proporção em que lhes diminuem a qualidade de vida, <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/rio-e-o-aleixo/" target="_blank"  title="Arrastão" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/arrastao.org');">conforme é sintetizado pelo Daniel Oliveira</a> num parágrafo em que comenta Vasco Pulido Valente:</p>
<blockquote><p><strong>«Que eles colaboram para a criação de culturas de criminalidade. Que eles tendem a ser abandonados pelos poderes públicos e não facilitam a responsabilização (e a defesa dos direitos) dos seus moradores. Que o realojamento tem de corresponder a estratégias de integração social e de criação de direitos e deveres sociais. A pobreza, a mais profunda e que não está apenas ligada ao rendimento, não se resolve apenas com casas novas. Por isso, há uma diferença entre solidariedade social e o assistencialismo (no sentido em que o termo se aproxima da caridade), que muitas vezes corresponde a uma desistência do poder político.»</strong></p></blockquote>
<p>Daniel Oliveira fala ainda do que deve ser feito, opinião que partilho e que vai de encontro às medidas recentemente adoptadas por Rui Rio, em relação aos habitantes do Bairro do Aleixo: a integração destes no tecido da cidade é a única forma de solucionar o problema do gueto, de o eliminar.<br />
No entanto, ee ainda de acordo com o autor do Arrastão, por detrás da aparente mobilização de Rui Rio para os interesses dos habitantes do Aleixo, parece estar um alegado caso de especulação, do qual o edil se aproveita para um populismo que começa a fazer parte da sua imagem de marca.<br />
O meu problema, enquanto cidadão que reflecte acerca do assunto, não está tanto na prática do populismo enquanto fonte de resolução real destes problemas em concreto – a velha teoria de «uma mão lava a outra e as duas lavam a face» -, mas sim no facto de estarmos perante uma situação em que parece ser impossível tratar seja do que for sem que se possam tirar dividendos com isso.<br />
Mas, ainda pegando na tal teoria das abluções, espero com alguma curiosidade o desenrolar do processo e estou, salvaguardados os motivos aparentes para tal medida, disposto a dar o benefício da dúvida, embora sempre com a pulga atrás da orelha.</p>
<p>A grande questão por detrás desta reinserção repentina é a falta de preparação adequada. Sabemos de realidades distintas, se não opostas: de um lado, os habitantes do Aleixo que, confinados ao gueto desde há muito, foram perdendo os laços sociais de que deveriam ter usufruído. Por outro, a cidade e os seus habitantes – se existentes – que terão que assimilar estas pessoas vindas de um local que a sociedade tem considerado um foco de criminalidade e que, por tal, só poderá gerar delinquentes que vêm, segundo os olhos dos que os acolherão como vizinhos, contaminar a boa vizinhança.<br />
Este tipo de atitude só poderá resultar em repulsa dos que já lá estão, face aos que hão-de chegar. Aos mais cépticos ou mais bem intencionados, recordo o que se passou em Portugal, no período logo após o 25 de Abril, relativamente aos retornados.<br />
Uma deslocalização (Abuso do termo? Talvez.) desta natureza não se pode fazer do pé para a mão. As pessoas ganharam raízes no local onde vivem, e embora muitas delas possam declarar querer sair dali – porque o querem -, a verdade é que terão alguma dificuldade em adaptar-se a outro ritmo de vida. Os mais jovens terão outros amigos, os mais velhos perderão os laços que os ligavam ao local onde construíram a vida.<br />
O que quero dizer com isto é que não se pode, simplesmente porque se decidiu, mudar a vida das pessoas sem a devida preparação. Os putos continuam, por esta altura, a ir à mesma escola aonde iam. Vão mudar, provavelmente. As pessoas vão à mesma mercearia e irão mudar. E, quando uns e outros mudarem, o provável epíteto será algo do género “O António do Aleixo”, com toda a carga que daí advenha.<br />
Claro que isto é tão inevitável quanto a má-língua mas acho que algo deveria ser feito ao longo do tempo, a partir de agora. Já.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img295.imageshack.us/img295/5987/deicticoorggn5.jpg" border="0" alt="Opinião | Acerca do Gueto - O Aleixo e Mais Histórias" /></p>
<h3>SIM, SIM, JÁ ESCREVESTE MUITO E AINDA NÃO DISSESTE NADA. HÁ MAIS ALGUMA COISA?</h3>
<p>Há.<br />
Tenho ainda a dizer que, estando a viver em Portugal, um Estado de direito para o qual contribuo activamente com o meu trabalho e com os meus impostos, gostaria, por uma vez, de saber que estes foram devidamente aplicados, em prol do bem comum.<br />
Claro que não me compete estar aqui a “dar palpites” acerca da governança- as minhas limitações neste campo são notórias . Não posso, no entanto, demitir-me da minha responsabilidade de cidadão privilegiado pela vida.</p>
<p>Creio ser da maior importância o acompanhamento ao que irá ser feito com os moradores do Bairro do Aleixo pois, sendo uma experiência de integração na cidade, poderá servir de estudo a posteriores acções do género.<br />
Neste capítulo, gostaria de saber, por exemplo, quais as actividades paralelas à deslocalização propriamente dita, se existirá algum tipo de acompanhamento das famílias que irão mudar de rumo, se existe algum tipo de esclarecimento aos que irão, por decreto, receber novos vizinhos.<br />
Gostaria ainda de saber se existirá algum programa especial para as crianças, no sentido de fazer desta integração um espaço de oportunidade de crescimento saudável.<br />
Por fim, gostaria de ter a certeza, dada a indefinição de tudo o que se irá passar, a par de tudo o que se sussurra por aí acerca dos reais motivos para esta súbita mudança na vida destas pessoas, que tal operação não se tratará de pura operação cosmética e de que não existirão, no Porto, áreas de desenvolvimento de gueto, uma vez mais.</p>
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		<title>Vida &#124; A Ascensão dos Gastrossexuais</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 19:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[ por soldar ]]]></category>

		<category><![CDATA[comida]]></category>

		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«A habilidade para a cozinha dá ao homem uma aparência mais sofisticada, mais moderna e mais consciente do que se passa na actualidade.» Para além disso, estes rapazes poderão ser um fabuloso contributo para o combate à anorexia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gastrossexual é a nova palavra a definir mais um tipo de sexualidade. Se passou directamente de macho-man para metrossexual é capaz de ter perdido vantagem. Na realidade, o metrossexual é uma forma inútil de macho da nossa espécie, ainda mais inútil que o macho-man, mas com menos pêlo e mais creme.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://img78.imageshack.us/img78/8841/deicticoorgoc6.jpg" border="0" alt="Vida | A Ascensão dos Gastrossexuais" /></p>
<p>Já do gastrossexual não se poderá dizer o mesmo. A sua pretensão de seduzir com recurso ao palato e sucos gástricos revela-se de enorme utilidade para a sociedade em geral, uma vez que, conforme reza o relatório &#8220;Emergence of the Gastrosexual&#8221;, esta nova espécie gosta de cozinhar como hobby e sedução, não só para a fêmea ou macho na mira da alcova, como também para os amigos.</p>
<p>São boas notícias, portanto, estas que nos traz o relatório que acrescenta aina alguns detalhes: 48 por cento das pessoas dizem que a habilidade na cozinha o tornará mais atractivo, e 23 por cento de homens entre os 18 e os 34 anos declaram cozinhar com o objectivo de seduzir uma parceira ou parceiro.</p>
<p>E há mais dados a confirmar que existem muitas possibilidades de virmos a melhorar a qualidade da alimentação, já que esta, finalmente, é um sintoma de beleza masculina. Segundo Dan Davies, da Esquire, os machos gastrossexuais, que andam pela casa dos 25 a 44 anos de idade, são viajados e cozinham para o seu prazer e dos outros, «a habilidade para a cozinha dá ao homem uma aparência mais sofisticada, mais moderna e mais consciente do que se passa na actualidade.» Para além disso, estes rapazes poderão ser um fabuloso contributo para o combate à anorexia.</p>
<p>Por isso, escolha os seus amigos: <a href="http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1036921/Rise-gastrosexual-men-cooking-bid-seduce-women.html" target="_blank"  title="DailyMail" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.dailymail.co.uk');">gastrossexual, é o que está a dar</a>.</p>
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		<title>Networking &#124; Dicas</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CJT</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>

		<category><![CDATA[redes]]></category>

		<category><![CDATA[reputação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rui Calafate está a apresentar dados. E enquanto isso, que tal experimentar uma ligação, ou a ligação a um grupo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Rui Calafate está a <a href="http://dofundodacomunicacao.blogspot.com/2008/07/aprenda-fazer-networking.html" target="_blank"  title="Do Fundo da Comunicação" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dofundodacomunicacao.blogspot.com');">apresentar dados</a>. E enquanto isso, que tal <a href="http://www.linkedin.com/in/carlosjoseteixeira" target="_blank"  title="CJT @ Linked In" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.linkedin.com');">experimentar uma ligação</a>, <a href="http://www.linkedin.com/groupInvitation?groupID=48018&amp;sharedKey=4EC9F024602E" target="_blank"  title="Comunicação Empresarial @ Linked In" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.linkedin.com');">ou a ligação a um grupo</a>?</p>
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