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[ por soldar ]

Segurança | Os Nossos Dados, Nós>p>

Este é um excelente artigo de Bruce Scheiner para a Wired, que aponta alguns dos factos relacionados com a nossa “vida dupla” nas bases de dados corporativas, chamando a atenção para os perigos futuros de passarmos a ceder o controlo de nós próprios a outrém. O exemplo, naturalmente vindo dos EUA, pode e deve ser pensado por todas as pessoas dos diversos locais. Afinal, dados, todos os temos, e todos estamos sujeitos aos perigos para os quais Scheiner nos adverte.

Scheiner é Chefe do Departamento de Segurança da BT e autor do livro “Beyond Fear: Thinking Sensibly About Security in an Uncertain World“.

NA IDADE DA INFORMAÇÃO, TODOS TEMOS UMA SOMBRA DE DADOS

Deixamos dados onde quer que vamos. Não é só nas nossas contas bancárias e carteiras de acções, ou nas nossas contas detalhadas, que listam cada uma das compras com cartão de crédito e telefonema que fazemos. É também nas portagens automáticas, nos cartões de supermercado, ATM’s e por aí fora.

E também nas nossas vidas. As nossas cartas de amor e conversas amigáveis. Os nossos e-mails pessoais e mensagens SMS. Os nossos planos de negócios, estratégias e conversas aparte. As nossas ligações e posições políticas. E isto são apenas os dados com os quais interagimos. Todos nós temos personalidades sombra que vivem nas bases de dados de centenas de correctores de informação de corporações - informação acerca de nós que é surpreendentemente pessoal e completa - excepto nos erros que não conseguimos ver ou corrigir.

O QUE ACONTECE AOS NOSSOS DADOS, ACONTECE-NOS A NÓS

Este “ego-sombra” não se limita a estar ali: é constantemente mexido. É examinado e julgado. Quando subscrevemos um empréstimo bancário, são os nossos dados que determinam se o vamos conseguir ou não. Quando tentamos embarcar num avião, são os nossos dados que determinam o quão detalhadamente devemos ser revistados - ou se embarcamos. Se o governo nos quer investigar, irá muito mais provavelmente pelos nossos dados do que por uma revista à nossa casa; para uma quantidade enorme de dados, nem sequer necessitam de um mandado.

QUEM CONTROLA OS NOSSOS DADOS, CONTROLA AS NOSSAS VIDAS

É verdade. Quem quer que seja que controla os nossos dados, pode decidir se vamos conseguir um empréstimo bancário, se embarcamos num avião, ou se nos deslocamos para outro país. Um empregador potencial pode, ilegalmente nos EUA, examinar os nossos dados médicos e decidir se nos há-de oferecer o emprego ou não. A polícia pode recolher os nossos dados e decidir se somos ou não um risco de terrorismo. Se um criminoso puder deitar a mão a dados suficientes, poderá abrir cartões de crédito em nosso nome, retirar dinheiro das nossas contas de investimento, poderá mesmo vender as nossas propriedades. O roubo de identidade é a prova última de que o controlo dos nossos dados significa o controlo das nossas vidas.

TEMOS DE RECUPERAR OS NOSSOS DADOS

Os nossos dados são parte de nós. São íntimos e pessoais, e nós temos direitos básicos sobre eles. Deveriam estar protegidos contra contactos não desejáveis.

Necessitamos de uma lei de protecção de dados extensiva. Esta lei dever proteger toda a informação acerca de nós, e não se limitar a meras informações financeiras ou de saúde. Deve limitar a capacidade de outros comprarem ou venderem informação acerca de nós sem o nosso conhecimento e autorização. Deve permitir que visionemos a informação que outros possuem acerca de nós. Deve impedir que o governo consulte informação acerca de nós sem supervisão judicial. Deve permitir o apagamento de dados e limitar a sua colheita, quando necessário. E nós necessitamos mais do que multas para violações deliberadas.

Isto é uma expectativa elevada, e há-de levar-nos muitos anos a chegar lá. É fácil não fazermos nada e deixar o mercado tomar conta. Mas enquanto vemos coisas como carões de clubes de mercearia, políticas de privacidade de websites que exigem dados, a maioria das pessoas não compreende a extensão em que a sua privacidade é violada ou em que a sua liberdade de escolha não é real. E os negócios, concerteza, estão mais que felizes por colher, comprar e vender a nossa informação mais íntima. Os efeitos de tudo isto na sociedade são, a longo prazo, tóxicos; nós desistimos do controlo de nós próprios.

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3 já comentaram!

May 19th, 2008

a>Bem vindo,
Exactamente.

E vá-se lá conseguir explicar isto aos atrasadinhos mentais cá da terra.
Mais ainda com a ameaçado cartão único.

May 23rd, 2008

< >strong>Os Nossos Dados, Ns…

Este um excelente artigo de Bruce Scheiner para a Wired, que aponta alguns dos factos relacionados com a nossa vida dupla nas bases de dados corporativas, chamando a ateno para os perigos futuros de passarmos a ceder o controlo de ns prprios a outrm. …

May 27th, 2008

[...] a>Segurança | Os Nossos Dados, Nós Este é um excelente artigo de Bruce Scheiner para a Wired, que aponta alguns dos factos relacionados com a nossa “vida dupla” nas bases de dados corporativas, chamando a atenção para os perigos futuros de passarmos a ceder o controlo de nós próprios a outrém. O exemplo, naturalmente vindo dos EUA, pode e deve ser pensado por todas as pessoas dos diversos locais. Afinal, dados, todos os temos, e todos estamos sujeitos aos perigos para os quais Scheiner nos adverte. [...]

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