Política | Desvio à Esquerda

São as sondagens da Eurosondagem, da Universidade Católica e da Marktest que o confirmam: O PCP e o BE, juntos, constituem já 20% das intenções. Nada de mais natural, se considerarmos que as causas sociais típicas da esquerda não se vêem reflectidas nas políticas do PS de Sócrates e que o PSD não constitui uma oposição digna de nota. Assim, a maioria absoluta do PS poderá estar comprometida nas próximas eleições, se tivermos em consideração estes factores, adicionados à possibilidade de uma elevada abstenção por parte de eleitorado tradicionalmente do PS. Não sendo nova, esta situação reflecte em muito o que se pôde verificar nas passadas eleições presidenciais e autárquicas: a fractura de Manuel Alegre e Helena Roseta, declarados representantes de uma ala esquerda. A presente sondagem sugere que o PS necessita, antes de mais, de uma reflexão interna que lhe permita assumir, de uma vez por todas, qual a sua posição no panorama político português e, sobretudo, qual a ideologia base do partido - que é algo que tem vindo a diluir-se numa espécie de “terceira via à portuguesa”, que mais não significa que “Maria vai com as outras”.
Já aqui tenho apontado ao PS características que o distanciam da esquerda, tanto da tradicional, como da mais moderna. Reclamar-se como um partido da esquerda moderna, como tem vindo a suceder - embora me pareça que, cada vez mais se tenta não abordar o assunto - é uma falácia. A esquerda moderna continua a ser uma esquerda envolvida em lutas sociais e em fracturas, como vem a provar a contínua ascensão do BE.
Mas, neste último capítulo, devo confessar as minhas reservas em relação ao BE que me parece ainda exageradamente dependente das decisões centrais, contrariamente ao que tenta transmitir. A realidade é que o BE, a partir do momento em que se transformou num partido que tenta manter e aumentar a sua participação no poder, passou a repetir, muito à semelhança do PCP, a cassete do seu dirigente. Cabe-lhe dissociar-se dessa imagem, dando lugar a outras vozes independentes, retomando o seu carácter de movimento democrático, razão da sua ascensão, e não oferecer a oportunidade de “aparecer” somente na medida das necessidades circunstanciais, à semelhança do que se tem passado ultimamente, com o súbito aparecimento de um “jovem”, em protesto com a decisão do PR de não chamar o BE à discussão acerca da participação dos jovens na vida política.
Quanto ao PCP, bom, aí o caso é mais difícil. Continua com a imagem típica do marxismo-leninismo e a defender coisas que já não lembram ao diabo, chegando ao ponto de tentar ainda “limpar” a imagem de muitos ditadores e genocidas, pelo simples facto de aparentarem ser “da mesma cor”. É um partido sufocado no limbo da mediocricidade política e não me parece - a não ser que o Politburo se demita em massa - que venha a dar algo de novo à discussão. A sua juventude parece estar verdadeiramente politizada e, como tal, consciente da luta que é necessária. Por outro lado, parece-me intoxicada pela partidarite e pelos deveres de vassalagem ao Partido.
Concluindo, as alternativas de esquerda existem, se de uma vez por todas se modernizarem e iniciarem um novo capítulo nas suas vidas: um capítulo de transparência e participação de todos, sem sujeição a Politburos e “gurus”, num mundo actual. A sua existência é, mais que nunca, necessária, num contexto em que os extremos se tocam demasiado e em que as opções se fundem numa amálgama de deveres para com a Europa e o exterior, levando muitas das vezes ao esquecimento ou ignorância deliberada os problemas domésticos que exigem uma atenta intervenção do Estado - um Estado moderno e participativo na vida pública, que não pense apenas financeiramente, mas que pense economica e, sobretudo, socialmente, corrigindo as cada vez maiores assimetrias que se verificam e recolocando no devido lugar princípios e fundamentos de liberdade, justiça, igualdade e democracia, que parecem cada vez mais em desgraça.
Maio 19th, 2008 at 5:27 pm
A clarificação do projecto do PS, três anos após a tomada de posse, parece estar a levar o partido para o caminho estreito a que os dos dois do centro chegam nesta fase de governo. Ainda assim, esse caminho tem duas margens, dois passeios e o PS ainda está na Esquerda e o PSD ainda está na direita. Muitas vezes creio que se confunde gestão com políticas e isso é mais ou menos o que se tem passado nos comentários sobre a actividade do Governo. Talvez esteja a ser ingénuo, mas não percebo porque haveria o PS de tomar medidas que o fazem perder votos, a não ser por uma necessidade de gestão (a par com alguns delírios de modernização, concedo). A partir de Setembro é que se vai perceber - é que eu vou perceber - a verdadeira dimensão do projecto de Sócrates, isto é, se os três anos que estamos a passar foram uma necessidade com vista a um futuro melhor dentro de uns três quatros anos ou se foram simplesmente um corte para que em ano eleitoral se troquem prendas por votos - de uma forma mais subtil do que a utilizada por Jardim ou Valentim. E concedo também que a descida de um por cento do IVA e as obras anunciadas para Lisboa não foram um bom sinal.
O BE, farto de ser massacrado pelo PCP, está a alargar a sua base social de apoio no operariado e no bota-abaixismo que me parece ser um erro, nomeadamente tendo em conta o seu habitual eleitorado (entre o qual me encontrei algumas vezes) prefere ouvir falar de soluções do que de críticas - e creio que essa é uma diferença essencial em comparação ao eleitorado do PCP.
Maio 19th, 2008 at 5:40 pm
Sim, existe essa questão, de se tudo isto é um projecto de melhoria a exigir um aperto de cinto, ou se se trata apenas de uma plataforma para melhorias repentinas em época de eleições. A ver vamos.
Mas hás-de concordar que, de uma forma ou de outra, o governo tem pautado a sua actuação de uma forma puramente tecnocrata, muito ao estilo de Cavaco.
Mas estou como tu, a aguardar por Setembro.
Quanto ao BE, também já me revi mais na sua política, enquanto movimento fracturante e de diálogo envolvente das mais diversas pessoas. O poder parece tê-los obrigado a compromissos de manutenção, como disse que é a minha impressão. Mas resta, como dizes, a diferença essencial entre os dois eleitorados. É nesse contexto que considero que o BE tem capacidade para resistir à pressão do PCP. Afinal, bastará cativar a JCP para isso. Se tal acontecer, o PCP tem os dias contados… quero dizer: já viste a média de idades [estive para escrever a idade média] do pessoal de lá?
Abraço!
CJT
Maio 19th, 2008 at 11:54 pm
Caro CJT: discordo em parte.
O ps tem ideologia que se divide em duas partes, a saber:
a) dar graças a Deus por não ser o partido comunista.
b) Chegar ao poder e estar lá o maior número de dias ou anos que for possível.
Classificar isto que se tem tido ao longo de 3 anos como sendo “esquerda” é um esforço semelhante ao que as pessoas com prisão de ventre fazem.
Quanto à história das alternativas não acredito nem sequer por u momento que elas existam no lado esquerdo.
O pcp apenas defende o seu nicho de mercado e aposta na degradação das condições de vida do proletariado para que este depois se agrupe no PCP e lute contra o capital ou lá o que é a teoria…
O BE é uma oportunidade perdida e já morreu. Esqueceram-se foi de avisar os próprios. Os próprios estão À espera de 2009 para chegarem ao poder coligados com o PS.
A partir de 2009 nada será como dantes. A clamorosa falha do PS abriu finalmente o espaço político para onde ele não deveria ter sido aberto e pior tornou o país ingovernável.
Nesse aspecto já não espero por Setembro ou por qualquer outro mês: estou farto desta cambada, estou farto de tanta incompetência, má-fé , estupidez pura e acima de tudo uma completa incapacidade de saber governar e perceber um mínimo que seja de economia.
O PS é péssimo, cheio de pessoas sem qualquer tipo de princípios, que defendem a democracia como defendem a ditadura, ou outra coisa qualquer , porque aquela gente não tem qualquer tipo de ideologia a não ser vender ideias consoante a disposição momentânea das pessoas para as escutar- cataventos políticos.
Portanto os resultados estão à vista.
Tudo o que tinha que ter sido feito em 3 anos não o foi. Agora em termos de regime político abriu-se a caixa de pandora em em 2009, movimentos políticos começam a aparecer, forças difusas começam a aparecer, a extrema direita,etc..
Pessoalmente jamais em tempo algum votarei no PS.
Acabou-se e acabou-se o meu “respeito” para com aquela coisa. Estou farto de vampiros de almas.
Maio 20th, 2008 at 11:12 am
No meio disto tudo o que me irrita é a falta de frontalidade para dizer às pessoas que é preciso aumentar impostos, é preciso limpar parte da segurança social, é preciso relocalizar hospitais, é preciso fechar tribunais, é preciso fechar escolas… A tecnocracia não é necessariamente má, é mesmo essencial, desde que isso seja o ponto de partida para fazer política. E a política tem de passar pela coragem de dizer as coisas. Por exemplo, os tecnocratas concluiram que era necessário fechar não sei quantos tribunais e veio o político e decidiu: não se fecham tribunais, concentram-se juízos. É necessário ser aberto e transparente.
Uma sociedade aberta e uma política transparente foram dois dos argumentos que me cativaram no BE, porque não eram apenas os argumentos, havia mesmo medidas nesse sentido. Ao contrário do que se diz, não sei se os cavalos de batalha mais recentes do Bloco lhes abrem mais as portas do poder, pelo contrário, creio que ao ocuparem uma parte do espaço do PCP eles têm menos hipótese de ser Governo (ou poder).
Sim, a esquerda está a ganhar espaço porque o PSD está uma desgraça e, pelos candidatos que estão no terreno, deverá continuar uma desgraça.
Maio 20th, 2008 at 12:41 pm
Filinto: mesmo o aumento de impostos deveria ser feito( ou pelo menos efectivamente cobrado) a empresas.
Nada disso foi feito.
Relativamente a hospitais e outras estruturas deveria ter-se avançado , primeiro, para a construção de novas estruturas e só depois abandonar as antigas, colocando o estado numa posição de força negocial.
Nada foi feito,antes foram fechados vários hospitais e concentrados os serviços num único numa zona, para depois entregar a uma gestão privada um sitio em que mais ninguém presta serviços daquele teor.
Tribunais: não concordo com o fecho, sem se alterar o número de níveis de justiça.
Nada foi feito aqui.
Não faz qualquer sentido existirem 4 níveis de tribunais. O tribunal constitucional e a a relação são tribunais a mais e caros, extremamente caros ,sem que se veja qualquer benefício a nível de realização de justiça.
Nada foi feito.
Redução do número de câmaras municipais e juntas de freguesia: nada foi feito.
Terminar com os governos civis e demais resquícios burocráticos do mesmo estilo: nada foi
feito.
Adoptar software livre na administração pública: nada foi feito, antes foram pagas licenças caras à Microsoft e lançados programas de portáteis para beneficiar certas empresas.
Na Internet abateu-se o número e empresas a prestarem serviços, continuando o acesso à mesma a ser dos mais caros na Europa e do menos fiáveis.
E podia estar aqui a enumerar imensas coisas.
—
Quanto ao Bloco: o objectivo agora é chegar ao poder parecendo não o estar a fazer.
Mesmo que ocupem o espaço político ou tentem ocupar do pcp, seja lá o que isso for.
No entanto isso é a morte do BE, porque é o caminho errado.
Apenas se vendem ao PS ao irem nesta lógica, deixando que lhes seja feito um abraço de urso pelo PS.
Porque no fundo o BE nada mais é do que um conjunto de oportunistas que luta pelo nicho de mercado político que arranjou e pouco ou muito pouco por valores.
Não se vê o BE a fazer nenhuma guerra pública pelos assuntos que o CJT mencionou no post abaixo deste( privacidade de dados, sociedade vigiada,etc) por exemplo.
São “assuntos que não dão votos”.
Ou seja, estão apenas em “modo oportunista” de fazer política e as pessoas começam a perceber isso. Agora até terão provavelmente um aumento eleitoral, mas será uma perfeita ilusão que mais tarde se desvanecerá.
Portanto o que vai haver é um enorme vazio político numa certa área politica que se convencionou chamar de esquerda que será ocupada por novos movimentos, pelos neoliberais de pacotilha cá da paróquia e pela extrema direita.
Então é que isto vai ser um circo.
Depois virá a chantagem emocional do PS:nós fizemos o 25 de Abril, nós não somos radicais, os outros é que são, etc, para continuarem a perpetuar a mediocridade que são e os tachos para os amigos e para os próprios.
Quem leu a entrevista asquerosa do senhor Almeida Santos ao DN/TSF há uma semana e meia percebe exactamente isto.
Maio 20th, 2008 at 4:25 pm
O fim do sigilo bancário, o trabalho com direitos, o aborto livre, o casamento dos homossexuais, a taxação das grandes fortunas e as medidas objectivas de transparência da vida política foram alguns dos pontos que o Bloco colocou em cima da mesa, não como medidas de cosmética, mas como medidas necessárias para modernizar a sociedade. Não me sinto defraudado com o que fizeram ao meu voto, sou sincero, mas desconfio de algumas das posições entretanto assumidas.
Não votei no PS, mas não posso dizer que esteja ainda totalmente contra o que têm feito. Não sei se não se deveria reformular os impostos - prosseguindo o endurecimento da sua cobrança -, inclusivamente reduzindo parcialmente os impostos ou oferecendo algumas contrapartidas para as empresas que produzem dentro do que deve ser o nosso modelo económico.
Em relação aos hospitais houve naturalmente baralhada, mas não consigo perceber qual a necessidade de ter um número tão desiquilibrado de juízes e funcionários por processo em diferentes comarcas, mas efectivamente não percebo o suficiente para discordar de si em relação ao níveis de justiça, terá razão. O número de concelhos é um perfeito disparate. De Fátima à Trofa, passando por Odivelas ou o raio. Defendo concentração de municípios (Gaia/Porto/Matosinhos parece-me óbvio) e distribuição de competências para baixo, o modelo afrancesado eventualmente, para que as Juntas de Freguesia façam qualquer coisa de mais palpável. Os governos civis é um problema que se arrasta e que não consigo entender como se mantém, mas não me recordo deste governo ter defendido o seu fecho, lembro-me de Durão o ter feito… quer dizer prometido, mas nao concretizado. Quanto aos resquícios burocráticos, é como a tecnocracia, depende do que se refere. A situação da Microsoft é uma parvoíce, aliás a boa parte da gestão do espaço cibernético - tirando obviamente a direcção-geral de finanças. Serão coisas suficientes para estar contra um governo que herdou e geriu em crise? Não sei, prefiro esperar pelo ultimo termo do mandato para perceber.
E será sempre melhor que se enganem do que nos enganem.
Quanto ao espaço à Esquerda, o espaço PC/Bloco, os números que o CJT colocou falam por si.
Maio 20th, 2008 at 8:39 pm
Filinto : este governo utilizou a expressão restruturação” para falar dos governos civis; o jargão dos costume para dizer que se ia alterar isso.
Quanto à medidas do bloco enunciadas em cima, discordo, parcialmente.
Penso que a maior parte delas da forma como foram apresentadas, o bloco sabia bem que não iriam nunca ser aprovadas, e além disso continham uma enorme demagogia.
Por exemplo, para alterar o casamento, é necessário quase que fazer uma alteração de 200 artigos do código civil e tem que ser tudo bem feito e com pinças é para depois não dar “raia” como se costuma dizer…
O fim do sigilo bancário e a taxação das grandes fortunas são slogans.Depois como é que se conseguiria fazer isso sem investir dinheiro em serviços secretos e operações de busca fora do país para saber quem tem dinheiro e onde? Como fez a Alemanha recentemente no Liechenstein?
“…mas desconfio de algumas das posições entretanto assumidas.”
É de desconfiar, sim senhora.
Eu sou bastante critico do bloco apesar de já ter votado neles há muito tempo (antes de 1996) porque me parecem uma oportunidade política perdida.
Quanto ao PS e aos impostos não existe qualquer endurecimento da sua cobrança.
O que existe é chegar-se ao pequeno empresário e so pequeno comerciante e vasculhar-se as contas desse pequeno peixe, ameaçando que se a pessoa não pagar algo que tenha a pagar ou mesmo que não tenha, se penhorará a pessoa /empresa e esta não tem hipóteses de se defender mesmo legalmente, com o novo regime de custas judiciais, que torna impossível ir a tribunal.
A pessoa/empresa leva assim uma facada legal.
A segunda parte desta estratégia é a ASAE a maior vigarice disfarçada de defesa do consumidor que existe.
Quantas e quantas vezes entro em Hipermercados cheios de erros e rotulagens em língua estrangeira e ninguém os fecha.
Já a tasca do zé manel…
Niveis de justiça:
A lógica é simples:
Não existindo alteração dos dados disponíveis,, um caso demora 12 anos a passar por 4 jurisdições de justiça até ser resolvido.
Eliminando-se duas delas, teoricamente, o prazo será reduzido a 6 anos.
Com isto também se elimina o T. constitucional que é um tribunal político, não técnico e elimina-se a relação, uma vez que os senhores juízes da relação não fazem absolutamente peva de coisa nenhuma.
Um juiz da primeira instancia, por exemplo em Lisboa tem 6 mil processos anos.
Um da relação tem 300/400.
os ordenados e o número de juízes da Relação são um gasto enorme. Os únicos que não concordam com isto são os próprios.
Isto não exclui evidentemente que não devessem ser abatidas ao efectivo as comarcas mais pequenas.
Juntas de freguesia e restante ideia: já tive essa ideia também,actualmente já não.
defendo a eliminação de tudo o que seja abaixo de 10 mil habitantes do estatuto de câmara municipal e o fim de umas 2000 mil freguesias (deve chegar)
E nem sequer sou neo liberal antes detesto os tipos, mas o actual sistema administrativo pura e simplesmente não funciona.
Conheço muito bem uma certa área do centro do país e numa localidade( câmara municipal) de2000 habitantes, todos são subsidiados, existe piscina municipal para 2000 habitantes
de borla ou quase.
Ao lado a 20 KM existe uma localidade de 4200 habitantes onde tudo é subsidiado e existe piscina municipal etc
mais ao lado existe uma cidade “média” com 20000 habitantes( o concelho todo tem 40 mil) com piscina municipal e restantes subsídios etc.
Isto é um pouco cru como exemplo( tinha que escrever mais para explicar tudo) mas é o exemplo de como este poder local absurdo subsidia sem gerar qualquer tipo de crescimento toda a população e mais: cultivam um enorme ressentimento em relação a Lisboa e as pessoas de Lisboa que passam por ser ricas,etc…
E tudo o resto( Microsoft etc) são questões para se estar contra.
Não posso confirmar os números mas pelo que me explicaram a Microsoft custa 70 milhões de euros por ano ao estado português em licenças de software, quando existe o mesmo de borla.
Quanto ao números do CJT, os números falam por si, é verdade, mas eu não me estava só a referir a números, mas sim a pessoas que não votam e estão nesse espaço bem como a pessoas que mudarão de espaço rapidamente.E elas são muitas. São talvez dois milhões de pessoas neste momento.