PRestige Agency understands traditional and new media’s role in communication today and provides diverse and fresh counsel at the University level to both University and outside clients.
 30 | 06 | 2009
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Grato pela visita!Sigo uma vez mais uma ligação oferecida pelo Rodrigo Saraiva, desta vez para algo que me chama particularmente a atenção: uma associação de estudantes de Relações Públicas que, não contente com o facto de ser activa, oferece já alternativas de serviço pro bono a organizações que dele necessitem.

«Dedication, integrity, and enthusiasm are core values that are applied to all of PRestige Agency’s services. We take a hands-on approach to communication. PRestige Agency understands traditional and new media’s role in communication today and provides diverse and fresh counsel at the University level to both University and outside clients.»
Cá pelo burgo, o coma do costume.
O problema parece residir na saída de cena da ideologia e na entrada do marketing político. Os partidos actuais não querem apostar numa ideologia, pois sabem que esta polariza a decisão. É por tal que preferem apostar num “ecletismo” de ideias, colocando-se ao centro e captando votos de todos os quadrantes.
 19 | 06 | 2009
A conselho do Rodrigo Saraiva, lá fui ler o artigo do José Marmeleira publicado na ípsilon de título “ O cartaz político é ainda uma arma?”. Cabe-me agora a mim aconselhar os que por aqui ponham os olhos a fazer uma visita, pois vale a pena.
Olhando o cartaz de Barack Obama, concebido por Shepard Fairey, sou levado a estabelecer algumas analogias. Este trabalho, para além das características semióticas que o objectivo da sua concepção impôs, tem todas as características de um ícone pop – não é demais compará-lo, por exemplo, aos ícones de Che, de Cristo ou de Lenine.
Como se explica no artigo, este cartaz traduz o esforço de Fairey em apropriar-se de imagens históricas, remetendo o ícone de Obama para os cartazes realizados durante o New Deal, com um pormenor acrescentado: este cartaz já não é tanto para a rua, mas para a Internet. No artigo são reproduzidas, a este propósito, as palavras de Mário Moura, crítico de design, que afirma: «De todas as apropriações da imagem de Obama, esta é a mais bem conseguida. Tornou-se mais oficial qe a imagem oficial. Agarrou naquilo que a campanha de Obama procurava transmitir, uma imagem de esperança no futuro, mas também uma nostalgia de uma América mais inocente e sensata.»
Este cartaz cumpre muito bem as leis da propaganda, à semelhança dos antigos cartazes que se viam em Portugal até inícios da década de 80 do século passado.
Mas então, o que se passou entretanto – sobretudo na Europa – para que este tipo de trabalho não seja já usado nas campanhas?

O problema parece residir na saída de cena da ideologia e na entrada do marketing político. Os partidos actuais não querem apostar numa ideologia, pois sabem que esta polariza a decisão. É por tal que preferem apostar num “ecletismo” de ideias, colocando-se ao centro e captando votos de todos os quadrantes.
É por isso que vemos outdoors de um tédio tremendo, cada vez mais iguais, onde a criatividade é nula. Vemos apenas um nome, um partido, um slogan e, invariavelmente, um ou mais representantes em pose de estado.
Esta situação é comum no resto da Europa que, recatada num mundo em que os políticos são de redoma – aparecendo nas feiras e nas tascas apenas em campanha – parece não querer desistir dos preconceitos em relação à comunicação política. Infelizmente, tal preconceito acaba por ser duplamente contraproducente: por um lado, retira qualquer rasgo de honestidade aos candidatos, colocando-os em poses nada menos que denunciadoras de falsidade; por outro, e bem mais grave, resumem numa figura o que é o espectáculo político – a falta de informação, de assumpção de ideologia, de assumir posições inequívocas, tentando conquistar aqui e ali os votos necessários à concretização do maior número de deputados possíveis, supostos representantes de um povo que nem sequer sabe porque os elegeu.
Neste mesmo artigo, a posição dos políticos portugueses e europeus parece ser corroborada por José Luís Garcia, sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais, que se baseia em Kracauer, sociólogo e crítico cultural alemão, para dizer, a propósito do cartaz de Obama, que «Ele prenunciava o torpor contemporâneo diante da inundação de imagens industrializadas e acreditava que esse fenómeno podia destruir os traços decisivos da própria consciência. Creio que este tipo de cartaz se inscreve nessa ideia de ornamento da massa, como uma espécie de padronização de coreografias e de traços», exemplificando: «Colocar a face do Obama em traços que poderia servir à representação de jogadores de futebol ou estrelas de cinema significa que estamos a assistir ao fim de fronteiras entre formas de cultura conduzidas por códigos banais e primários.»
Por outro lado, Mário Moura explica que «A falta de fé política está ligada a uma falta de fé no design. Se uma campanha usa design demasiado sofisticado é logo acusada de se preocupar demasiado com a imagem. O que acontece é que a maioria das campanhas são não apenas contra o design vistoso como contra o próprio design.»

Mas atentemos nas palavras de José Luís Garcia, que apresenta ainda uma outra ideia acerca da utilização de cartazes de carácter icónico mais marcante – ou a falta desta – na Europa: «O sistema político da União Europeia, e de cada um dos Estados europeus, não tem tendência para forjar personagens com a força mítica e icónica de um Barack Obama. A primeira porque a sua personalidade mais importante resulta de uma escolha feita pelos directórios dos partidos maioritários nas costas dos eleitores. E do ponto de vista de cada um dos Estados, por razões sociais e políticas de fundo, as oligarquias políticas europeias não permitem que possa surgir um jogador que, nesse terreno, pudesse restituir uma certa esperança nas transformações políticas. E se não aparecem jogadores, não podem aparecer estrelas da política ou um cartaz como aquele.»
Ora, quer isto dizer que estamos sujeitos a um cinzentismo cada vez mais patente na comunicação que tenta por todos os meios a pesca de votos sem compromissos ideológicos para com os eleitores.
Podemos, por estes breves parágrafos, verificar três situações que se resumem da seguinte forma – resumindo, de resto, este post – e que se prendem fortemente com a democracia. São sintomas inequívocos do estado da política.
Em primeiro lugar, o risco existente na banalização da imagem do político que sugere dois perigos: o da formatação ideológica dos eleitores e o da vulgarização do político resultante num rápido desgaste da imagem e consequente esquecimento rápido.
Seguidamente, o preconceito das organizações políticas quanto à utilização de assessorias de comunicação nas campanhas ou, no mínimo, a preocupação de não transparecer demasiada criatividade julgando ser esta causadora de uma percepção de falsidade junto do eleitorado.
Por fim, e mais importante, a possível confirmação de que talvez as duas situações anteriores não passem de um mito e que tudo se trata, afinal, de uma falta de honestidade para com os eleitores, disfarçada de moral – que é o que sabemos, especialmente no campo político onde a ética é uma batata.
Acabo com uma imagem simples, que me assalta a mente de cada vez que olho para a Casa da Música. Era naquele espaço, no tempo em que ali havia uma estação de recolha do STCP, que existia um mural, vários murais, até. Um tratava-se de arte, uma arte livre e descomprometida para com a própria arte. Outros murais eram os dos partidos que nos diziam quem eram, ao que vinham, ao que se propunham. Sem rodeios, sem cinzentismo, com coragem. Os cartazes eram iguais, os seus ícones reflectiam uma intenção inequívoca e eram eles, em muito, que faziam jovens como eu partilharem uma ou outra ideologia.
Perigoso? Sem dúvida. Honesto? Nem por isso. Bonito? De certeza absoluta.

A realidade é que, nestas eleições, não há vencedores. Pelo contrário, Portugal perdeu em todas as frentes ao fazer subir à posição de representantes legítimos do Povo junto da Europa um grupo de políticos eleitos por menos de metade da população.
 18 | 06 | 2009
Calculo que existam ainda muitos que, como eu, se recordam de um PCP com força e representatividade. Muitos outros, não só o recordam, como se mantêm nas fileiras da ortodoxia cujo tempo no cenário ideológico se situa algures entre 1917 e 1918.
Costumo dizer que eu, como muitos, fui comunista aos quinze anos de idade. Mas entretanto cresci. Devo confessar, ainda assim, que me custa um pouco olhar para o PCP, como me custa olhar para um velho no banco do jardim, na sua inactividade fruto da incapacidade de adaptação aos tempos que correm, perdido em memórias. Certo é que a situação do velho será diferente da do PCP, pois a sua vida regrada pelos tempos idos é a que a sociedade lhe soube oferecer. Quanto ao PCP, dá-me a impressão de viver numa redoma burguesa e conservadora, que afasta cada vez mais o partido dos que alegadamente representa.

E custa-me especialmente observar que o Comité Central continua a despejar ladaínha propagandista, desfiando a cassete do costume. Não há derrotas, o mundo proletário vence sempre pela força do PCP, venham eles. São nossos os amanhãs que cantam. É que, para mim, vir o comité dizer que se sente satisfeito com os resultados eleitorais (embora eu não saiba como há-de haver algum partido satisfeito com a miséria do número de votantes), será algo que a eles compete esclarecer - depende dos objectivos e da fasquia colocada. Agora, depois de esta força política ser relegada para o quarto lugar, vir dizer no Avante que «Nas muitas e muito ricas intervenções proferidas no decorrer da reunião do Comité Central da semana passada, foi vivamente sublinhado o ambiente de grande satisfação que se vive em todo o Partido, em consequência do magnífico resultado alcançado pela CDU nas eleições do dia 7», creio ser ir um pouco mais além no ridículo.
Em abono da verdade, quase todos os partidos, sem motivo que eu compreenda, cantaram vitória. Uns, porque subiram no número de votantes, outros porque cumpriram objectivos estratégicos, outros ainda porque ganharam uma oportunidade de corrigir os erros. Todos eles, cada qual à sua maneira, parecem ter andado na mesma escola, declarando vitória no meio do deserto.
A realidade é que, nestas eleições, não há vencedores. Pelo contrário, Portugal perdeu em todas as frentes ao fazer subir à posição de representantes legítimos do Povo junto da Europa um grupo de políticos eleitos por menos de metade da população. Mas convenhamos: se dizer que se ganha uma eleição com 11% do eleitorado é ridículo, dizer que se teve sucesso quando se perdeu o lugar no pódio é demais. E sinceramente: custa-me um pouco vê-los a envelhecer assim.
«A Indústria Farmacêutica depara-se com um desafio nunca antes visto. Agora, para levar um novo fármaco para o mercado já não chega apenas demonstrar cientificamente que ele é seguro e eficaz. As ideias de custo-efectividade, custo-utilidade ou custo-benefício vieram para ficar e já fazem parte do léxico diário de empresas, reguladores, administrações hospitalares e profissionais de saúde.» In Relações Públicas e Comunicação
 18 | 06 | 2009
«É preciso estabelecer pontes com públicos-alvo distintos, com especificidades próprias e necessidades diferenciadas: o administrador hospitalar anseia uma linguagem de gestão que possa legitimar as suas opções, o médico cruza a língua da ciência com as expectativas do doente que está à sua frente, o familiar fala e escuta com o coração e o doente simplesmente não aceita que o seu melhor tratamento seja colocado em causa por uma questão financeira. Afinal, a vida tem um preço?»
Relações Públicas e Comunicação
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