SECÇÃO: blogging

LEMNISCATA? VOCÊ DISSE LEMNISCATA? ENTÃO, PERCEBI BEM.

Um prémio dedicado aos blogs que contribuem para o enriquecimento desta casa de putas que é a blogosfera. Sinto-me honrado e aceito, por vir de quem vem. Agora, a vingança.
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Grato pela visita!Para saber sobre a bela Lemniscata e outras curvas mais, remeto a vossa infinita paciência para a leitura do texto de Daniel Cordeiro de Morais Filho, texto esse que nos ensina que esta donzela tem muito mais atributos e denotações do que o vulgar símbolo de 'infinito' ou a figura de Möbius - retirando-lhe a conotação esotérica que por aí anda muito. Esta Lemniscata é outra e assume-se como prémio. Dizem-me ser um prémio oferecido aos «blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores». Muito bonito e muito redundante. Bastaria dizer que se trata de um prémio aos blogs que enriquecem a blogosfera e estava tudo dito.  Mas talvez assim atinja com mais eficácia os compradores da banha da cobra que o premiador original vende. Uma questão de target. O engraçado desta Lemniscata é o facto de se ter iniciado num blog cujos conteúdos nem por sombras se aproximam a este - antes pelo contrário, como já devem ter visto - e desde aí ter dado a volta por todo o género de bloga, para todos os gostos e feitios. E é por isso que eu aceito o prémio e o divulgo: porque estas pequenas coisas parecem querer provar que a blogosfera ainda está por aí e que os blogs fazem, cada um deles, parte de algo maior. Mas... Lemniscata? Sinceramente! Chamassem-lhe menisco e teriam feito um grande favor às pessoas. E também o aceito por vir de quem vem, do DISSIDENTE-X, aquele fulano que escreve textos ainda maiores do que os meus e com mais curvas ainda - a provar a justeza do título Lemniscata -, uma alma atormentada, portanto. E como não convém contrariá-lo, cá ficam os agradecimentos. E, claro, a retribuição da distinção. Vai daí, e tenho que nomear mais sete blogs - porque é que são sempre sete? Será daquilo da cabala e assim? Ou está tuda a ver qual é o sétimo filho do sétimo filho? Ou o sétimo selo? Ou o sétimo dia? Ou... Ler LEMNISCATA? VOCÊ DISSE LEMNISCATA? ENTÃO, PERCEBI BEM. »
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SECÇÃO: comunicação política, democracia, influências, opinião, política nacional, propaganda

POR OUTRA COMUNICAÇÃO POLÍTICA

«Repetiu-se o que se fez num passado recente. Alguns ensaiaram réplicas ainda mais monótonas nos gestos e mais desabridas no verbo. Foram fastidiosos estes dias.» - Felisbela Lopes
«No arranque das caravanas, houve sinais que apontavam para uma vontade de reformular a comunicação política. Afinal, foram falsos indícios. Repetiu-se o que se fez num passado recente. Alguns ensaiaram réplicas ainda mais monótonas nos gestos e mais desabridas no verbo. Foram fastidiosos estes dias. Talvez esta fosse a altura certa para repensar a comunicação política. Com renovados discursos e outras práticas. Mais efectivas, mais permanentes, mais ligadas à vida de todos os dias. Para que acreditemos que votar é um dever que constrói espaços de cidadania que se prolongam após o dia de eleições.» Felisbela Lopes, no DN - via Rodrigo Saraiva
O curto artigo da investigadora da Universidade do Minho - a par de muitos outros - vem a denunciar algo que por cá foi já referido diversas vezes. Veja-se, a título de exemplo, "a gestão da informação na política portuguesa ou a impossibilidade de comunicar" e "os meios, a forma e o conteúdo, Obama e os políticos portugueses". Fica um "remix" de três excertos:
«De nada adiantam sites e blogs, twitters e facebooks, sms e cartazes, tudo state of the art, tudo topo de gama, quando não existe conteúdo. Se é certo que existem magos na comunicação, estes estão ainda limitados ao uso da prestidigitação, estando-lhes vedada a construção de milagres. Algo está mal quando sabemos mais acerca dos problemas e soluções, dos falhanços e dos sucessos, dos objectivos e dos programas americanos do que dos nossos.» «Na realidade, autista não é só o infeliz que da maleita padece, mas também o que desse estado de espírito faz jus, nomeadamente a maioria dos governantes e, sem dúvida, a grande maioria dos deputados que paracem agora apenas lidar com o povo via Twitter. E se isso não é sintomático, já não só do estado de espírito, não sei o que o será.» «Quem se lixa é o povo, esse mexilhão entre as vagas e a rocha, maioritariamente inibido do acesso a estas maravilhosas ferramentas da Internet, e que se queda surdo, mudo e parvo sob tanta javardice política. Resta-lhe aceder à informação disponível, devidamente autorizada pelos lápis de tantas cores que os diversos poderes autorizam.»
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SECÇÃO: evidências anedóticas

evidências anedóticas

coisas que ouvi dizer, que aconteceram, ou que, não acontecendo, poderiam ter acontecido.

a blogosfera portuguesa abre às nove da manhã, excepto aos fins-de-semana e feriados. aparentemente, poucos bloggers têm internet em casa. e os patrões são uns tipos porreiros, pá.

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SECÇÃO: música industrial, pop/rock, vídeos, würlitzer

TRENT REZNOR / NINE INCH NAILS | STARFUCKERS, INC.

I'll be there for you, as long as it works for me.

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SECÇÃO: bocas

ELOGIO DO COBARDE

O cobarde é o único que resiste à extinção. Se todos os seus camaradas de armas morreram no combate, ele é o sobrevivente. Depressa saberá transformar isso num acto heróico que a sua fraqueza não deixará sobressair. E todos nós gostaremos dele uma vez mais.
Segundo o Wikcionário, ‘cobarde’ é o mesmo que ‘covarde’, o que é bom. Ficam assim servidos nortenhos e mouros no que à palavra serve. Diz-nos ainda que se trata de “pessoa sem coragem”, “medroso”, “poltrão”, “traiçoeiro”, “maldoso”. Informa-nos que o seu étimo é ‘couard’, do francês, que significa “de cauda caída”. Por sua vez, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (online) informa-nos que ‘cobarde’ é o “que recua ante o perigo”, “que agride à traição”, que é “valente com os mais fracos” e que, figurativamente, é “tímido”, “acanhado”. É ainda no Priberam que verificamos que esta palavra é consultada cerca de 200 vezes por dia, com um de 800 consultas, coisa decerto curiosa, mas de difícil análise, já que o gráfico não traz datas. Assim, concluo que esta expressão é muito utilizada. Indo por aí fora, e clicando na pesquisa de palavras relacionadas, encontramos mais informação que auxilia a este elogio. Então, dizem-nos que ‘cobarde’ se relaciona com ‘covarde’ (lá está, em mouro), ‘ignavo’ (preguiçoso, indolente), ‘imbele’ (incapaz de entrar em guerra), ‘mulherico’ (efeminado, fraco), ‘poltrão’ (medroso, pusilânime), ‘pituba’ (pessoa fraca), ‘patife’ (o que é pouco honesto ou procede com fraude), ‘fraco’ (que não é forte), ‘facada’ (golpe com faca), ‘merda’ (excremento humano ou de outros animais). Poderíamos ir por aí fora, por cada uma das definições que auxiliam a construir a estrutura psicológica e social do cobarde, mas não o faremos. Já assim, após a consulta dos dicionários, quase fico sem artigo para escrever. Mas este artigo não é de definição do cobarde, tratar-se-á do seu elogio, melhor dizendo, do elogio da importância do cobarde nas relações sociais e do porquê de achar que é a esta espécie que pertence o futuro. Ler ELOGIO DO COBARDE »
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