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A Revolução da Informação II - Conhecimento e Capital Intelectual

A Revolução da Informação II | www.ComunicacaoEmpresarial.com 

TRABALHO DO CONHECIMENTO E CAPITAL INTELECTUAL - PARTE 1

A instauração de rotinas nos processos não foi possibilitada pelas máquinas.
O software apenas permite a reorganização do trabalho que, durante séculos de experiência foi desenvolvido, baseando-se na aplicação do conhecimento e da análise lógica e sistemática.
A chave destas rotinas não é a electrónica, mas sim a ciência cognitiva. A Revolução da Informação é, na realidade, uma revolução do conhecimento.
A chave para manter a liderança na economia e tecnologia emergentes, será provavelmente a posição social dos trabalhadores do conhecimento e a aceitação social dos seus valores. Neste momento, o que fazemos é tentar manter a mentalidade tradicional, em que quem manda é o financeiro e o recurso chave é o capital, tentando simultaneamente uma espécie de suborno dos trabalhadores do conhecimento mediante a atribuição de bónus ou opções de compra de acções, para que continuem a contentar-se sendo meros empregados.
Esta situação funcionará enquanto as indústrias emergentes puderem usufruir da explosão do mercado de acções, como é o caso das indústrias ligadas à Internet. No entanto, é de crer que as próximas indústrias crescerão de forma muito mais lenta, dolorosa e esforçada, à semelhança das mais tradicionais.
Neste contexto, esta espécie de suborno dos trabalhadores do conhecimento não resultará. Estes trabalhadores continuarão na expectativa de vir a compartilhar financeiramente os frutos do seu trabalho, se bem que estes possam demorar mais tempo a amadurecer. Num futuro próximo, um negócio que tenha como objectivo primeiro ou único o valor para o accionista, provavelmente será contraproducente.

As indústrias emergentes serão cada vez mais dependentes da capacidade de atrair, reter e motivar os trabalhadores do conhecimento, sendo necessário vir a transformá-los de subordinados em colegas executivos, de empregados em sócios. Assiste-se a uma mudança na visão da gestão. Contra o que era pensado por McGregor em 1960 ou Drucker em 1954 [entretanto rendido à teoria de Maslow], não existem apenas as teorias X e Y, sendo a teoria X a que parte da premissa de que as pessoas não querem trabalhar e a teoria Y a que parte da premissa de que as pessoas realmente querem trabalhar e precisam apenas da motivação adequada. Abraham H. Maslow veio dizer-nos, em 1962, que diferentes pessoas necessitam de ser administradas de diferentes maneiras.

a seguir, nesta série: Trabalho do Conhecimento e Capital Intelectual - Parte 2

artigos anteriores da série:

As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação

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5 Responses to “A Revolução da Informação II - Conhecimento e Capital Intelectual”

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