ComUM

O jornal já não é novo mas sofreu um relançamento. Trata-se do jornal dos alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho que, sem pressões da universidade ou de associações de estudantes, trilha um caminho de independência informativa de grande qualidade, que lhe permite já passar da edição on-line para a edição impressa, com as despesas sustentadas por alguns painéis de publicidade. Fala-se de um jornal a sério, portanto, um exemplo a seguir pelos restantes estudantes do país, já que as faculdades não patrocinam este tipo de trabalho.
E a primeira edição conta logo com a história do professor Daniel Luís que foi pressionado pelo Departamento de Sociologia da Universidade do Minho a encerrar dois blogs de cariz humorístico que mantinha pois, segundo o departamento, “um professor universitário não pode ser escritor criativo nem humorista”. Ainda segundo Daniel Luís, foi proibido de participar em eventos ligados ao humor, apesar de os blogs serem um hobbie, decisão que irá acatar pois vê em risco a continuidade do seu emprego. Os superiores do professor justificam esta decisão dizendo que os assuntos tratados não representavam o que o departamento pensa, nem a sua profissão.

Mas as coisas não aparecem do nada e, como em tudo, esta pressão tem motivos bem explicados pelo Luís Santos: uma universidade sem dinheiro para projectos que constrói um “driving range” de golf, anuncia que não tem dinheiro para pagar o 13º mês aos seus funcionários. Claro que só poderia dar nisto.
Estão de parabéns os comunicadores do ComUM, pela independência e investimento, estou solidário com o Daniel Luís.

February 27th, 2008 at
De facto este relançamento parece muito bem! Quer o site, quer a edição impressa destaca-se claramente dos outros jornais da universidade (o Académico, também editado, em geral, pelos estudantes do curso, mas sob a direcção da AAUM; e outro jornal, ligado aos SASUM, serviços de acção social). Pelo que já tive a oportunidade de ver, surpreendeu-me pelo conteúdo. Pelos temas escolhidos para as peças. A ver se continua assim.