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[ por soldar ]

Em Busca do Tempo Perdido >span>

Ora bem, escrever um post a tentar recuperar o tempo de ausência… tarefa pesada. É precisamente nestas alturas que temos a oportunidade de pensar nas vantagens de ter uma publicação on-line. Ao contrário dos jornais impressos, podemos publicar tudo o que nos der na real veneta, sem limite de espaço. Mas, de qualquer forma, não vai ser isso que vai acontecer por aqui. Vou mesmo ter de seleccionar as coisas e tentar fazer uns posts minimais, à laia de apontamento das coisas que li e que me chamaram a atenção neste tempo de ausência.

Já agora, aproveito para relembrar daquilo das entrevistas e guestblogging e coisas assim… o fulano que escrevinha para ali o que dá nas aulas e vai lendo por aí até merece uma atenção, não? As tais entrevistas começarão a ser publicadas Sexta-feira. Mas… são pouquíssimas, ainda…

  •  Trolls: o Marco anda à volta deles e explica em linguagem acessível o que são mas, lamentavelmente, não informa do método de erradicação da praga.  

  •  Optimus e Blogs: esta matéria será, haja tempo, abordada mais profundamente lá pelo Comunicação Empresarial. O Carlos Andrade fez a investigação baseado nos comentários que iam surgindo e que se configuravam no que alguém quis pensar ser uma “campanha de contra-marketing”. O Carlos continuou e a curiosidade de tudo isto é o facto de se verificar que, a páginas tantas, uma pesquisa dos termos “nova optimus” no Google PT dava resultados com o blog do Carlos Andrade no topo. O blogger explica a investigação que o levou a ligações á agência publicitária responsável pela campanha, a Euro RCSG. A finalizar o assunto, resta aconselhar o post do Paulo Querido a propósito do assunto, publicado no Expresso, e que, a páginas tantas, reza assim: “As débeis tentativas de contra-marketing foram feitas de forma ingénua, tomando a blogosfera como um conjunto de imbecis sem meios de identificar a acção e se protegerem dela. Julgar iguais duas audiências tão distintas como são a dos mainstream media (MSM), que são one way, e a da Internet (two ways), bem como as suas capacidades reactivas, é um erro frequente - e por isso mesmo já considerado sem desculpa, numa altura em que está claramente identificado.“, avisando os responsáveis de marketing, e não só da Optimus, que “Não há massas na blogosfera nem comunicação vertical: há indivíduos que conversam. Ou se conversa com eles, ou não - a escolha é esta. Se se decide conversar, não se tratam todos por igual, dirigindo-se-lhes por tu e com uma linguagem infantil - sem reparar sequer que o blogger em questão tem mais de 30 anos, um ou dois graus académicos e alguns milhares de textos publicados.” É nesse post do Paulo Querido que somos encaminhados para o que o Bruno Ribeiro considera ser seis conselhos para um bom relacionamento entre empresas e blogs:  

    1.   Se não conhece as regras do jogo, fique de fora a assistir;  

    2.   Seja honesto e transparente;  

    3.   Converse, não venda;  

    4.   Relevância é uma palavra-chave;  

    5.   Os blogs não são mais um canal de marketing;  

    6.   Respeite e será respeitado.  

  •  Blogger aos 18?: o João Silas escreve como convidado no Certamente! acerca da blogosfera, da sua forma de a ver e utilizar, ideias e tecnologias á mistura. Vale a pena ler e verificar como as coisas se tornam sérias: “Quando ainda não temos nada para falar, relatar, não temos opinião formada sobre determinada área, ou não somos especialistas em algo, tudo para nós pode ser assunto. E a vida de um blogger é sobretudo uma reflecção sobre algo que se gosta ou dá preferência, mas que pode passar num instante, é como tudo na vida, pode ir e voltar depressa ou lentamente.” Bonito, sim senhor.  

  •  Anúncio de Emprego: foi o que o António Dias publicou para recrutamento de um colaborador para um projecto. Agora, faz penitência e penitencia os mais incautos. A ler, sobretudo pelos que andam em busca de trabalho e estão convecidos de que o copy-paste de CV’s funciona.  

  •  Wolton: é o que o João Paulo Meneses anda a ler e a dar a ler. Fica a amostra: “As técnicas não chegam para criar a comunicação. É claro que transmitir, cada vez mais rápido, e nos dois sentidos, suscita uma forma de comunicação. Contudo, para além disso é necessário um projecto e um modelo cultural. Em suma, a “ligação à rede” não constitui por si só um projecto de comunicação, e muitas transmissões não são sinónimo de muita comunicação. 

  •  Publicidade nos Blogs: confesso que fiquei um pouco perdido na argumentação apresentada no Jonasnuts mas creio estar a entender que é considerado por lá que a forma ideal de rentabilização dos blogs é o patrocínio. A ideia é boa, a sua concretização é que se torna mais difícil. Como é por lá apontado, começa-se pela disponibilidade de uma organização para o patrocínio… de quê? De um blog? Mas, pessoalmente, não acho que seja esse o problema principal. Indo um pouco mais longe, não estaria um blog que seja patrocinado apenas pelas organizações a trabalhar sujeito a “linhas editoriais” e copy-paste impostos por essa empresa a transformar-se numa mera empresa de reprografia de publicidade, perdendo a sua liberdade de acção? É que um AdSense sempre nos deixa escrever o que quisermos. E depois, casos de sucesso… já ouviram falar da TubarãoEsquilo? Considero, no entanto, que para os blogs que pretendam ser apenas uma fonte de rendimento, a ideia é boa. Mais um post-it no monitor do Comunicação Empresarial, juntamente com o da linha seguinte:  

  •  SEO nas Relações Públicas: se o próprio conceito de Relações Públicas dá origem a desvarios dos mais caricatos, SEO [Search Engine Optimization] dá ainda à necessidade de aturadas e pacientes explicações. Agora, imaginem no que dá uma coisa como SEO nas Relações Públicas, explicadinha num post do António Dias, convidado do Bruno Amaral.  

  •  Como está a nossa literacia mediática?: é a pergunta de Luís Paixão Martins. A resposta é, obviamente, “mais ou menos, ou nem por isso… assim, assim”.  

Ficamos assim, por hoje. Amanhã continuarei o meu “Em Busca do Tempo Perdido” [já imaginaram se Proust fosse blogger?...].

Ah! E este post foi escrito com o auxílio de uma ferramenta chamada Write To My Blog, grátis e engraçada.

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