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[ por soldar ]

Jornalismo De Fronteira>p>

A Pele Contra a Pedra é um artigo do Filinto Melo, jornalista profissional, que tenta explicar as diferenças na percepção [se é que podemos considerar essas diferenças apenas como tal] da realidade contada por um e por outro lado das barricadas. Baseado no que escreve no artigo, não consigo deixar de pensar em algumas coisas angustiantes. É que, reparem: buscando o nome Salterain no Google, obteremos resultados relacionados com suspeitos de pertencerem à ETA, quando tal não foi sequer provado. Vendo a notícia de um ataque terrorista que originou a suspensão das actividades da Acción Nacionalista Vasca e do Partido Comunista de las Tierras Vascas por um período de três anos, considerados que foram ambos sucessores da Batasuna, mesmo às portas das eleições, e que, afinal, veio a culminar nas declarações da ANV, condenando o atentado.

Assim, pergunto: se um destes dias, porque estou a beber um copo com um fulano qualquer que até se dá bem com um dos suspeitos da “Noite Branca”, verei o meu nome indelevelmente associado ao processo, talvez porque fui detido para identificação ou interpelado por um agente quando um jornalista excessivamente zeloso se encontrava por perto?

Se as realidades apregoadas de um e de outro lado da fronteira e dos jornais são assim tão diferentes, que dizer da percepção e da realidade transmitida através da fibra óptica de um oceano ou [talvez mais longe ainda] do centro de decisão europeu? Que dizer do que foi mostrado acerca do Iraque? Sabemos que é mentira. Até onde?

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