Professores, Pais, Alunos, Governos
¬Article by CJT with 3 comments
4 Mar 2008
O que os professores têm feito, para além de cuspir na sopa, é apenas perder tempo. Não me parece que o governo esteja disponível para assistir às suas pretensões. Contradizer ou provocar a queda da ministra seria uma inquestionável derrota. Por outro lado, devo confessar estar farto do discurso bacoco-sindicalista apregoado. Não vejo, na sua adopção, uma estratégia vigorosa ou sequer credível. Por outro lado, quer-me parecer que os pais se ausentaram da discussão e que os alunos mal querem saber dela, apenas se vão ou não ter aulas.
A realidade da educação divide-se em partes desiguais e apenas os alunos levam a parte mais dura do pão. Uns, os professores, parecem querer continuar a bater na tecla corporativista da progressão automática, na miserável ocupação de tempos livres paga a tempo inteiro que os leve ao topo sem grandes perguntas. Outros, os avaliadores, exercerão essa condição sem terem passado, eles mesmos, pelo crivo da avaliação. Os pais, subsidiados a 130 mil euros anuais, são uma organização acerca da qual se pode indagar da sua imparcialidade. Por fim, o governo que faz isso e apenas isso: governar. Os sucessivos ministros da pasta são apenas gestores. Aplicação e racionalização dos recursos, produtividade e coisas do género são as suas palavras-chave. De educação, se falam, é muito pouco. E os alunos que vivam entre tudo isto, que aprendam a gerir uma carreira automática sem sujeição a avaliação, que se organizem am associações subsidiadas pelo governo para com o qual tenham de se mostrar compreensivos, que exerçam a tecnocracia desvinculada da realidade e dos objectivos da função. Um país de Cavacos côr-de-rosa ocasionalmente vermelhos. Ou de desempregados. Venha o diabo e escolha.




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¬ Certamente! política: Ainda os professores
#111 March 5th, 2008 at
[...] os professores, post do minuto. Professores, Pais, Alunos, Governos, por Carlos José Teixeira no Fractura.net Data: 4 Mar 08 23:28 Autor: Paulo Querido [...]
¬ Carlos Araújo Alves
#112 March 5th, 2008 at
Ah, estimado Carlos José Teixeira, se os ministros que passaram pela pasta tivessem sido gestores…, mas não, nenhum deles, para grande mal da educação que continua a viver de teimosias ideológico-programáticas em vez de se tratar de ensinar e aprender! E avaliar, sim isso, se os alunos aprendem ou não o que os professores instruíram!
Abraço
¬ Carlos José Teixeira
#113 March 5th, 2008 at
Caro CAA: essa é uma realidade ainda mais escura. Nem gestores conseguem ser.
Mas avaliações são necessárias, realmente, a uns e outros e, sobretudo, à educação em si: aos seus objectivos e expectativas, à qualidade obtida, à sua adequação à realidade do país e do mundo.
Mas isso parece ser areia demais para certas camionetas.
Abraço,
CJT