(RED) VI
A COR DO DINHEIRO
A (RED) é única na sua dimensão e dedicação. Mas será este modelo de negócio o futuro da filantropia empresarial?
por Emilie Filou
O que é difícil avaliar é se a (RED) tem sido um sucesso. Tamsin Smith diz que o seu objectivo para 2006 era lançar e estabelecer uma marca global. Isso foi atingido. Mas o próximo passo é incerto. “A nossa visão de futuro é atraír novos parceiros nas categorias-alvo industriais, continuar com o desenvolvimento global para além do Reino-Unido e da América, com o objectivo essencial de angariar fundos sustentáveis para o Global Fund e para a luta contra a SIDA em África”, refere.
Então o que significam 20 milhões de dólares? Comparados com as receitas públicas que o fundo recebe, são uma gota no oceano. Mas representam o quadruplicar das contribuições do sector privado. “Nós não queremos estabelecer objectivos monetários porque não estamos presos especificamente ao dinheiro. Queremos um plano de longo prazo e não apenas conseguir o máximo de dinheiro possível num ano”, diz Tamsin Smith.
John Knell, director da Intelligence Agency, que trabalha regularmente nos planos de negócios de organizações de caridade, refere que a relutância da (RED) em estabelecer objectivos poderá resultar do desejo de proteger o projecto de uma publicidade negativa. “Se estabelecesse como objectivo os 20 milhões e fizesse apenas 10 milhões, apenas se falaria do acto de não ter conseguido atingir o objectivo.”
