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Posts tagged censura

Política | A Bandeira

Standard of the Mocidade Portuguesa (based on ...

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Naturalmente que uma coisa não desculpa a outra, mas que fazer quando mais ninguém diz nada que se aproveite? reflexos de um país de faz-de-conta?


Mas o que é certo é que algo vai mal no PSD. Não é admissível que Manuela Ferreira Leite se remeta ao silêncio quanto à crise institucional que se passa na Madeira e, especialmente, quanto às espectaculares declarações de Alberto João Jardim em relação a todo o assunto. E a mais do que isso.


Não consigo lembrar-me de uma justificação mínima que possa atribuir um significado levemente democrático, justo, pluralista, whatever, às declarações de João Jardim que, segundo estas, está completamente cagando para as leis democráticas da República. E não consigo encontrar um rasgo de inteligência no (uma vez mais) silêncio de Ferreira Leite.


É por isso que, confrontado com o queixume da responsável máxima (?) do PSD, apenas consigo sorrir. É que, se até agora Manuela Ferreira Leite apenas reflectia o imenso vácuo de ideias do PSD, não apresentando alternativas governativas e limitando-se a aparições públicas pouco menos que constragedoras, agora passou a pactuar com o evidente défice democrático da Madeira, algo que me remete para o desejo de, eu próprio, apresentar uma bandeira a Alberto João Jardim e ao PSD. Talvez a da Mocidade Portuguesa, que é mais soft e jovem, coisas que acho mais a seu gosto.

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Segurança | Os Próximos Quatro Anos da Casa Branca

The human brain provides inspiration for artif...

Image via Wikipedia

Drew Conway é doutorando em Conflitos Internacionais e Terrorismo na New York University e mantém o Zero Intelligence Agents. Aparentemente, enquanto toda a gente anda em torno das eleições norte-americanas, Conway debruça-se sobre os problemas relacionados com a segurança, avançando alguns estudos necessários, seja qual for o presidente eleito.

No artigo publicado, ele avança cinco desafios/oportunidades principais para a próxima administração dos EUA:

 

  1. Criptografia quântica: ao passo que a computação quântica vai modificando todos os aspectos das tecnologias de informação, a maior consequência para a segurança nacional é a criptografia, tecnologia que teoricamente permite a duas partes comunicarem entre si de forma segura. Segundo o autor, os EUA estão a ficar para trás neste desenvolvimento.
  2. Aplicações para algoritmos genéticos em operações de combate: esta tecnologia permite às armas não tripuladas a aprendizagem por tentativa e erro, já que os programas podem “evoluir” resolvendo difíceis problemas relacionados com a inteligência artificial.  E há já experiências de sucesso na matéria, assim como antevisões da aplicação da computação genética em ambientes de manutenção de segurança.
  3. Dinâmicas de rede multidimensionais: se a DARPA está a tentar ainda entender o funcionamento das redes de forma unidimensional, esta proposta vai ainda mais além. Trata-se de criar as fundações do conhecimento das dinâmicas de rede considerando como premissa básica o facto de as redes não existirem no vácuo: existem pessoas que interagem em redes sociais, físicas e de telecomunicações, simultaneamente. Assim, a proposta é analisar todas as problemáticas relacionadas com essas dinâmicas, após uma maturação num contexto multidimensional.
  4. Definição da presença do Departamento de Defesa e da Inteligência no ciberespaço: é nenecessário o desenvolvimento de um quadro legal e administrativo que permita o policiamento do ciberespaço. Este só será possível uma vez conseguida uma reprogramação cultural e uma cooperação inter-agências, sendo essencial consegui-lo, sob pena de serem as outras nações a dominar o ciberespaço.
  5. Reforço na recolha e análise de dados biométricos: os actuais standards de trabalho nesta área são muito limitadores, pelo que será necessário utilizar algo parecido com as experiências feitas no Iraque, que parecem representar-se como viáveis de colocar em prática. Será necessário, portanto, desenvolver estes standards e reforçar a prática científica da investigação biométrica.

Isto é, na prática: conseguir a transmissão de informação da forma mais segura possível, desenvolver tecnologias de combate que possibilitem o ataque cirúrgico inteligente e sem presença de tropas, a compreensão das dinâmicas de rede para um melhor controlo das suas interactividades e relações, uma maior vigilância do ciberespaço e, por fim, a manutenção criteriosa de dados biométricos a juntar aos já conhecidos em qualquer aeroporto em que aterremos.

Tudo isto a estudar, urgentemente, seja qual for o presidente que ganhe as eleições norte-americanas. A Oeste nada de novo, portanto.

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Censura | A Insurgência de Rodrigo Adão da Fonseca

Pois é… mas enquanto o Rodrigo Adão da Fonseca se insurge contra a SONAE, não vai deixando de sonhar com um tempo em que um jornalista, ou outro, possa ser despedido pelo teor da sua comunicação. E ainda por cima, remete o pedido ao patrão, sem passar sequer pelo director do jornal. A isto chama-se classe. O resto é democracia pluralista.

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Blogosfera | Docência da Censura

Venho de ler o artigo de Alana Taylor, estudante de jornalismo na Universidade de Nova Iorque, publicado no MediaShift e intitulado “Old Thinking Permeates Major Journalism School“. Li o artigo porque, chamado à atenção pelo António Granado, fiquei a saber que o professor da Alana resolveu dizer à turma que, de ora em diante, seriam proibidas publicações de artigos após as aulas ou, no mínimo, citações obtidas no decurso destas, conforme nos explica a Sheila McClear, no Gawker.

Será curioso verificar o que foi dito de tão perturbante pela Alana Taylor acerca da aula: que a professora Mary Quigley começa por afirmar à turma de 16 alunos que «Na actualidade, o blogue é essencial para os jornalistas», numa leitura dedicada a “Reporting Gen Y” mas que, apesar disso, não percebia absolutamente nada do assunto, isto é, de blogues, web 2.0, etc., vivendo ainda num mundo de imprensa escrita ou, na melhor das hipóteses, na web 1.0. Este é o sumo “perturbador” do artigo da Alana.

Este blogue, como muitos sabem, é de um estudante. Embora não seja muito pródigo em comentários relativos às aulas que frequento, poderia muito bem fazê-los. Creio que nunca é demais divulgarmos a nossa percepção acerca das matérias e da forma como estas são leccionadas. Especialmente nos cursos dedicados à comunicação e a restantes matérias sociais, as aulas, ou a forma como estas nos são dadas, são frequentemente sujeitas a controvérsia.

Mais difícil é de compreender como pode uma professora de jornalismo querer que não seja feita reportagem e publicação de um artigo que, embora de opinião, constitui uma peça de trabalho jornalístico. Mas, bem vistas as coisas, quem pode garantir aos alunos que quem os ensina é a pessoa mais bem preparada para tal?

Este é um caso claro de falta de preparação da professora de jornalismo de Alana, mais uma pessoa que, de ignorante se torna desconfiada, de desconfiada se torna medrosa, de medrosa se torna autoritária. Como acontece nas escolas, como acontece nas empresas, como acontece na vida, realmente…

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Estado Cultural | Le Grand Frère t’Observe!

Se não compreenderam bem o que queria eu dizer com «Esta situação é (…) característica de alguns tipos de gestão: a de “carácter militar/religioso” e a que perfilha a divisa “dividir para reinar”.», ou com «Qualquer um de nós pode, actualmente, “espalhar a palavra” em segundos. Isso parece incomodar muita gente, especialmente os que criam, manipulam e utilizam a informação em proveito próprio ou de objectivos inconfessáveis.
A ingorância dos conceitos básicos da forma de comunicar na sociedade actual está, a par do restante, a querer instaurar uma época de obscurantismo forçado. “Limitem-se as bases, isto pode tornar-se perigoso.”»
, atentem então na notícia que me chega pela mão do António Granado:

O Exército francês quer moderar os blogues de militares

Resumo (ver notícia em Le Monde.fr)

O Chefe de Estado Maior do Exército francês emitiu uma directiva «visando sensibilizar o conjunto do pessoal das tropas terrestres para os perigos da divulgação de informações relativas a operações militares» em sites de Internet, blogues ou foruns.

«A divulgação de tais informações pode ser utilizada para fins malignos e assim colocar em perigo a segurança dos nossos soldados e eventualmente a das suas famílias», diz o tenente-coronel Jacques-Olivier Mestre, do serviço de imprensa do exército.

Em vigor desde 1 de Julho de 2005, o estatuto dos militares acredita, pelo menos teoricamente, a sua liberdade de expressão, submetendo-os, no entanto, aos princípios de discrição subjacentes à natureza do seu trabalho. «A utilização de meios de comunicação e informação pode ser interdita ou restrita para assegurar a protecção dos militares em operação, a execução da sua missão ou a segurança das actividades militares.»

Aparentemente, o exército francês está com receio de ver passar-se o que se passou nos EUA, em que os blogues se tornaram uma fonte de informação alternativa durante a guerra no Iraque.

Segundo a notícia, estes blogues funcionam como um diário de bordo, com fotos e vídeos de instalações, manobras e intervenções militares. Para além dos blogues, exsitem ainda os telemóveis que propagam imagem e vídeo muito rapidamente.

 

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