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Posts tagged comunicação corporativa

Media Social | Relatório da PRNEWS/Cision

Gmail Custom Time feature hoax

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Os resultados do inquérito levado a cabo pela PRNews em conjunto com a Cision saíram, deixando desde já uma certeza: O envolvimento nos media sociais e o seu seguimento são já prática corrente das Relações Públicas.
Os mais de 900 profissionais que responderam a este inquérito expressaram um misto de preocupação, cepticismo e optimismo em relação ao valor de blogues e redes sociais que estão a ser correntemente implementadas nas suas organizações.
«Envolvermo-nos nos media sociais é agora uma prática corrente das Relações Públicas, mas os entrevistados indicam que a maioria deste envolvimento é reactiva», diz Stephen Debruyn, vice-presidente do Marketing da Cision North América.
«As companhias pedem aos sues RP que monitorizem e respondam às conversas em blogues e redes de media sociais que tenham potencial para prejudicar (ou auxiliar ao prejuízo) as sua imagem de marca e reputação corporativa.»
Esta situação é indiciadora de que o mundo dos media digitais é ainda um “Oeste Selvagem” para a maioria dos executivos, que aceitam o facto de que estas plataformas são partes necessárias de uma estratégia de comunicação, mas que procuram ainda os melhores meios de envolvimento com estas e a melhor forma para a sua implementação nas suas iniciativas diárias. No entanto, esta incerteza nos mais elevados níveis das administrações foi lentamente abrindo as portas aos profissionais de comunicação, “donos” do espaço digital, que se tornam os líderes “puro-sangue” na alavancagem deste potencial de forma a criar um valor mensurável.

A oportunidade das relações públicas, os cuidados a ter e os métodos a utilizar na interacção com os media sociais para ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Comunicação de Crise | Lidar com Hoaxes

Graphic representation of a minute fraction of...

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Todos nós apanhamos já com a nossa parte de “hoaxes” na Internet. O e-mail aleatório que nos apela ao boicote a uma companhia petrolífera, a mensagem reencaminhada de uma mãe preocupada cuja filha adoeceu devido a um alimento popular, o blogue que publica um post dizendo que uma marca de moda está ligada a actividades terroristas.
Infelizmente, a integridade jornalística nem sempre se aplica no mundo dos media sociais. A Web proporciona uma plataforma sem filtros para qualquer consumidor desavindo que resolva danificar uma reputação, apenas com um clique.
Embora os embustes na Web possam parecer algo menor, não devem ser negligenciados, já que têm o potencial para desgastar reputações e criar um dilema em relação ao negócio global de uma organização ou marca.
O que devem as organizações fazer quando são vítimas de um embuste por e-mail? Algumas estratégias que podem auxiliar eficazmente a contrariar falsas acusações online, a ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Media | Jornalismo e Internet

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Trata-se de um texto que o Filinto Melo aconselha, e que me parece apontar algumas das características básicas de diferenciação entre a imprensa tradicional e a comunicação digital feita por cidadãos, especialmente no que à blogosfera concerne.

O texto de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa sob o título “A Ilusão de Controle na Internet“, começa por definir uma das principais falhas na concepção da imprensa digital, cuja presença na Internet se rege ainda pelos antigos princípios dos media impressos e da rádio e televisão: a transmissão de informação de uma via apenas, sem interactividade do público.
Luciano Martins Costa vai mais longe, dizendo que a ideia de público faz sentido apenas no teatro, cinema e media não-interactivos.
Esta é, na realidade, uma das principais diferenças entre o modo de operação dos media tradicionais e a blogosfera. A blogosfera vê-se expandida pela intervenção de todos os que nela participa, não sendo raro acontecer que um determinado assunto de ramifique e sofra metamorfoses, muito por via da conversação e da hiperligação, numa democracia para a qual, segundo o autor do artigo, os media tradicionais não estão ainda preparados.
O artigo refere que, embora existam já alguns jornais que publicam blogues e outras ferramentas interactivas, estes não estão ainda com a conversação completamente aberta, tentando conter a interactividade num círculo próximo do núcleo de opinião, cerceando assim o aproveitamento capaz das potencialidades das novas tecnologias.

Este é um assunto que tem vindo a ser discutido por cá e cuja discussão pode ser seguida no Ponto Media de António Granado e no (It’s) Not About You da Lift, pela mão de Miguel Albano. Enquanto no primeiro se discute o que se fazer e como se fazer na caixa de comentários do jornal Público, no segundo pergunta-se quais os códigos de interacção dos jornalistas com o público, qual o papel dos leitores na caixa de comentários, quais os objectivos concretos desta ferramenta.

O autor do artigo “A Ilusão de Controle na Internet” continua falando do amadurecimento da ferramenta blogue que é, actualmente, incontornável na monitorização da percepção e opinião relativa à diversa informação divulgada, não se coibindo de dizer que os blogues são actualmente uma fonte de informação de confiança. Naturalmente, isto poderá ser verdade se, conforme diz o autor, soubermos fazer uma selecção das fontes.
Mas o importante é o que esta ferramenta faz em termos de partilha, em termos de comunidade.

Na realidade, e conforme o autor nos diz, existe uma alteração profunda na forma de partilha e informação, no que a convicções, opiniões e exigência se refere. Esta alteração reflecte-se, não só nos sites e blogues pessoais, mas também nos informativos e corporativos.
Se nos informativos a questão se trata da sujeição do jornal à interactividade, com todas as implicações que esta traz ao nível de percepção, ética e influência, no caso dos blogues corporativos, a questão prende-se, de forma incontornável, com a reputação e imagem da organização.
Como digo na barra lateral da página principal deste blogue, considero que o conteúdo dos blogues passa, também, pelos comentários publicados. Embora a sua concepção não seja da responsabilidade de quem mantém o blogue, a manutenção de uma caixa de comentários coerente com o conteúdo e personalidade do blogue sua. Não se pode, por tanto, esperar que um blogue corporativo tenha na sua caixa de comentários textos de carácter que não se reveja nos parâmetros éticos da organização e desse seu espaço de interacção.
Outra coisa que se deve evitar é a que Miguel Albano refere na sua resposta ao meu comentário: apesar de se considerar que a blogosfera é uma imensa conversa, não podemos deixar, no caso de um blogue corporativo, que a caixa de comentários se transforme num fórum de discussão.

Por fim, Luciano Martins Costa confessa o seu cepticismo em relação à completa abertura das caixas de comentários em jornais, sem a mínima interferência destes na sua moderação. Segundo o autor, tal situação poderia acarretar danos, deturpando as formas e significados do material jornalístico, à semelhança do que acontece já pela propagação de notícias, reproduzidas segundo a percepção e opinião de bloggers.
Assim, recapitula, «(…) o que se pode constatar é que, por mais que resistam à avalancha de mudanças, os meios tradicionais acabam perdendo o controle sobre o destino do conteúdo que produzem, quando eles caem no ambiente caótico das redes. Se tivessem uma estratégia de engajamento real nas novas tendências, abandonando a ilusão do controle, seriam a vanguarda da comunicação no século 21, agregando à reputação construída no século passado a confiança de uma relação mais aberta com a sociedade.»
Salvaguardados os possíveis perigos de uma comunicação alternativa, a relação entre os jornais e as empresas com os bloggers deve tornar-se uma realidade.
Já não basta a informação unilateral, é necessária a interacção que permita um controlo da percepção e das tendências, numa relação aberta com a sociedade.

Mas pergunto: como seleccionar, entre a miríade de blogues, os que a imprensa há-de auscultar? Que critérios estarão presentes nessa selecção? O conteúdo? O ranking? As reacções? As tendências políticas?
É uma enorme responsabilidade, esta da selecção de blogues a “utilizar”. Bastará dar uma volta pelas páginas dos jornais que disponibilizam reacções da blogosfera para verificar que são sempre os mesmos que lá aparecem, ao contrário do que se passa na blogosfera, onde até um blogue modesto como este tem possibilidade de obter ecos do seu trabalho.
Uma outra questão que fica em aberto no meio disto tudo: Os bloggers, na sua maioria, trabalham por gosto. Os jornais trabalham por dinheiro.
Desta forma, como conciliar esta abertura, necessariamente gratuita, com a necessidade de capitalização da informação e do seu retorno?

Digam de vossa justiça!

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Estado Cultural | Le Grand Frère t’Observe!

Se não compreenderam bem o que queria eu dizer com «Esta situação é (…) característica de alguns tipos de gestão: a de “carácter militar/religioso” e a que perfilha a divisa “dividir para reinar”.», ou com «Qualquer um de nós pode, actualmente, “espalhar a palavra” em segundos. Isso parece incomodar muita gente, especialmente os que criam, manipulam e utilizam a informação em proveito próprio ou de objectivos inconfessáveis.
A ingorância dos conceitos básicos da forma de comunicar na sociedade actual está, a par do restante, a querer instaurar uma época de obscurantismo forçado. “Limitem-se as bases, isto pode tornar-se perigoso.”»
, atentem então na notícia que me chega pela mão do António Granado:

O Exército francês quer moderar os blogues de militares

Resumo (ver notícia em Le Monde.fr)

O Chefe de Estado Maior do Exército francês emitiu uma directiva «visando sensibilizar o conjunto do pessoal das tropas terrestres para os perigos da divulgação de informações relativas a operações militares» em sites de Internet, blogues ou foruns.

«A divulgação de tais informações pode ser utilizada para fins malignos e assim colocar em perigo a segurança dos nossos soldados e eventualmente a das suas famílias», diz o tenente-coronel Jacques-Olivier Mestre, do serviço de imprensa do exército.

Em vigor desde 1 de Julho de 2005, o estatuto dos militares acredita, pelo menos teoricamente, a sua liberdade de expressão, submetendo-os, no entanto, aos princípios de discrição subjacentes à natureza do seu trabalho. «A utilização de meios de comunicação e informação pode ser interdita ou restrita para assegurar a protecção dos militares em operação, a execução da sua missão ou a segurança das actividades militares.»

Aparentemente, o exército francês está com receio de ver passar-se o que se passou nos EUA, em que os blogues se tornaram uma fonte de informação alternativa durante a guerra no Iraque.

Segundo a notícia, estes blogues funcionam como um diário de bordo, com fotos e vídeos de instalações, manobras e intervenções militares. Para além dos blogues, exsitem ainda os telemóveis que propagam imagem e vídeo muito rapidamente.

 

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Estado Cultural | Big Brother Is Watching You!

Aqui há uns meses, em Abril, publiquei a notícia acerca do despedimento de Pedro Jorge, o sindicalista que resolveu intervir no programa “Prós e Contras” de 28 de Janeiro, denunciando algumas práticas da empresa que representava. Vejo hoje que o processo disciplinar que a empresa lhe instaurou resultou na suspensão do Pedro Jorge pelo período de doze dias, resultado que o trabalhador irá contestar no Tribunal do Trabalho. Fiquei a saber desta notícia pela Liliana Fernandes que, no seu “Gosto e Contragosto“, a 13 de Agosto, oferece link para a notícia publicada no “Público” a este respeito.

A dar umas voltas pelo blogue da Liliana, deparei-me com dois posts que me chamaram a atenção. O primeiro, intitulado “Desculpem!“, pede desculpas por um tal texto publicado no blogue, de título “Ditadura em pleno século XXI“, a «todas as pessoas que trabalham naquela empresa, com especial incidência pela pessoa que a dirige, pois, de facto, é de uma qualidade humana que em nada se coaduna com o que foi escrito», pedindo novamente desculpa a todos pelo seu «acto irreflectido e impulsivo».
Mais acima, no seu último post, datado de 14 de Agosto à semelhança do anterior, Liliana publica o título “Ditadura em pleno século XXI retirado“, texto em que insiste em desculpas, desta vez «pelo mau estar e sofrimento que causei».
Curioso, como os demais, fiquei a pensar que acto irreflectido e impulsivo terá sido esse que tanto mau estar e sofrimento causou a todos, especialmente à pessoa dirigente, de tanta qualidade humana. Em que consistiria o post, e porquê tanto desvelo nas desculpas?

Segundo Luís Rainha, a Liliana cometeu uma imprudência ao escrever sobre o ambiente laboral de uma empresa, tendo sido despedida da Comunicasom. Conforme explica Rainha na caixa de comentários do 5dias (21 de Agosto, 16:26), esta terá o processo de despedimento em curso, tendo sido de imediato enviada para casa.
Rainha oferece ainda o link obtido na cache do Google, com o texto original entretanto apagado, cuja leitura revela que a sua autora poderia estar a falar de qualquer empresa, de qualquer trabalhador, não especificando nomes, locais ou qualquer outra identificação de quem, onde ou quando. Falou apenas de uma realidade que caberá num sem número de empresas e organizações. E foi, por isso, sujeita a processo.

Na realidade, o texto que a Liliana escreveu, poderia muito bem ter sido escrito aqui, dado ser este blogue também dedicado à comunicação institucional, pelo que seria um bom texto a caracterizar uma situação que, de uma ou outra forma, tenho vindo a criticar.
Mas o que se passa é que não fui eu a escrevê-lo e a publicá-lo. Foi a Liliana que, à semelhança do Pedro Jorge, está em maus lençóis apenas po ter falado.

Adenda: o Paulo Querido escreve também acerca do assunto, esclarecendo mais um pouco a situação num post, também ele, a revelar o choque por toda a situação. Oferece-nos ainda mais alguns dados sobre o assunto:

O problema da Liliana não foi ter escrito inocentemente uma verdade que se aplica a centenas de empresas e directores sem conhecimento das tecnologias de comunicação e da realidade social e funcional que a Internet levou aos locais de trabalho.
O problema da Liliana não foi ter preferido escamotear o nome da empresa — Comunicasom.
O erro da Liliana não foi, como se diz já na blogosfera, ter acreditado no que lhe pediram, retirado o post e emitido desculpas, depois de um enfurecido Manolo a ter insultado aos gritos no meio das instalações, segundo me contou.
O problema da Liliana não foram os maus colegas que se apressaram a tirar partido da situação, enterrando-a para ficarem bem vistos perante o patrão — a Liliana, como os colegas, vai aprendendo na pele as leis da selvajaria a que chamamos pomposamente de “mercado de trabalho”.
O problema de Liliana não é o Sindicato dos Jornalistas ter para oferecer solidariedade, compreensão, apoio jurídico e pouco mais.
O problema da Liliana é ser nova e descartável.
O problema de Manolo Bello é o coração dele.

Não transcrevo o texto da Liliana por respeito à sua decisão e o link acima acabará por não surtir efeito. Do que a Liliana fala é, bem entendido, de comunicação empresarial, pelo que utilizarei o seu texto apenas como guia para algumas impressões particulares acerca de alguns promenores que achei interessantes.

***

(…) aqueles senhores que andam sempre de um lado para o outro, que têm 1001 reuniões por dia, que têm um telemóvel XPTO e que não vão de férias porque se fazem de insubstituíveis, aqueles que se dão o nome de directores (e nem a própria vida sabem dirigir!), (…)

Na realidade, haverão uns não sei quantos indivíduos que pensam isso mesmo de mim: ando sempre de em lado para o outro, tenho - não direi 1001 por dia - bastantes reuniões, o telemóvel, embora não seja XPTO, é da empresa, assim como o carro, novinho em folha e, se não XPTO, pelo menos XP, ambos para uso total. Férias é quando posso, como qualquer outro, estando obrigado a gozá-las integralmente por exigência da organização que tenho a honra de representar. Não sendo director, sou daqueles tipos que andam de fato e gravata, todos os dias de trabalho normal. E perguntar-se-ão tantos que me vêem a passar por eles, várias vezes ao dia, ou a saír de carro para não sei onde, de laptop às costas: «o que é que aquele gajo faz cá?». Outros tantos, arriscarão dizer que eu sou «mais um que anda para aí sem fazer nada, a ‘mamar’». Outros ainda hão-de me culpar pelo seu descontentamento em relação a vencimentos e outras regalias, dizendo que, «claro, para uns andarem por aí de carrinho a passear o dia inteiro e a falar ao telemóvel, outros têm que trabalhar e produzir!»
Esta é uma situação criada, acima de tudo, pela falta de conhecimento objectivo do trabalho dos outros. Também eu penso da mesma forma acerca de outros que vejo, com carro ou sem ele, de fato ou não, de macaco ou não, de esferográfica ou malho. Vejo-os por ali, a fazer não sei o quê. Que farão eles?

Considerando as organizações um tecido vivo, constituído pelas células que cada um dos indivíduos representam, não existe motivo para que cada um de nós não saiba, exactamente, o que o parceiro do lado faz. No entanto, grande parte das organizações aposta na compartimentação das pessoas, por oposição ao que poderia constituir uma sinergia e, importantíssimo, um factor de implicação dos colaboradores.
Esta situação é prejudicial à vida de uma organização que se quer viva e inserida na sociedade envolvente, sendo característica de alguns tipos de gestão: a de “carácter militar/religioso” e a que perfilha a divisa “dividir para reinar”.

Estou também convencido que, na maioria das organizações e empresas, se fizermos um “workshop” dedicado à comunicação interna - e externa -, começando por colocar algumas perguntas escritas às chefias e aos colaboradores acerca de alguns assuntos que considero básicos, obteremos resultados surpreendentes.
Perguntemos, pois:

  1. Às chefias
    • Qual é a função do Colaborador “X”?
    • Que trabalho desenvolve ele diariamente?
    • Quais pensa serem as expectativas do colaborador em relação à Organização?
    • Quais pensa serem as expectativas do colaborador em relação ao seu futuro na Organização?
    • Quais as suas expectativas em relação ao Colaborador “X”?
    • Em que medida pensa melhorar o trabalho do Colaborad?
  2. Aos Colaboradores
    • Qual é a função do Responsável “X”?
    • Em que lugar do organograma as desenvolve?
    • Que trabalho desenvolve ele diariamente?
    • Quais pensa serem as expectativas da organização em relação ao Responsável “X”?
    • Quais as suas expectativas em relação ao Responsável “X”?
    • Quais pensa serem as expectativas do Responsável “X” em relação a si?
    • Quais as suas funções?
    • Que trabalho desenvolve diariamente?
    • Quais as expectativas da organização em relação a si?
    • Em que medida pensa poder melhorar o seu trabalho?
  3. A ambos
    • Qual é a Visão da Organização?
    • Qual é a Missão da Organização?
    • Quais são os Objectivos da Organização?
    • Qual a Estratégia da Organização?
    • Quais os Públicos da organização?

Aos que pensam, com toda a razão, que estas perguntas são básicas, garanto que as respostas obtidas darão, sem dúvida, para alimentar um moderador ao longo de várias sessões. E, atrás destas, outras surgem, de carácter cada vez mais profundo.
Estas respostas constituem, no entanto, um excelente ponto de partida para a implicação de toda a Equipa no Objectivo comum, orientado pela Visão e pela Missão da Organização, obedecendo à sua Estratégia. E todas estas componentes deverão ser completamente conhecidas, compreendidas e apreendidas pelos sujeitos que compõem o tecido organizacional.

Não é possível a uma Organização actual obter efeitos positivos ao nível da sua Imagem e Identidade apreendida pelos públicos externos, se esta não tiver umá origem bem alicerçada na Comunicação Interna e no Relacionamento entre todos os indivíduos da Equipa.
Assim, cabe à gestão das organizações a concepção de um método eficaz do aproveitamento dos diversos canais de comunicação, mediante a concepção de uma estratégia que os integre nos seus objectivos: reuniões, workshops, comunicações regulares, enfim, todas as possibilidades de conhecer e dar a conhecer o trabalho que está a ser feito por cada um dos departamentos e indivíduos que compõem a organização, não só irá fazer com que cada um deles conheça o trabalho do parceiro que está a seu lado, como os fará “remar todos para o mesmo lado”. Para além disso, possibilitará a toda a Equipa um perfeito conhecimento do pulsar da vida da organização que representam, a par da importância da sua actuação face aos outros e à organização em si, bem como o reflexo de toda esta convergência na Imagem e na Identidade dessa organização e, em última análise, os efeitos de tudo isto nos resultados do trabalho da Equipa.

(…) resolveram banir o messenger da empresa. O motivo…não foi claro. Contou-me que falaram em consciência e blá blá blá, mas assertivamente não o disseram.

A liderança de um gestor passa, em grande medida, por saber comunicar as suas decisões e objectivos aos seus colaboradores. Um trabalhador tem necessidade de compreender as ordens que deve cumprir dentro de um contexto lógico que se enquadre na sua compreensão da estratégia da organização. Assim, uma ordem ou decisão dada a um trabalhador, não lhe sendo explicada, poderá originar um descontentamento que por vezes tem influência na produtividade do indivíduo e consequente peso nos resultados da Equipa.

Desta forma, todas as decisões que afectem directamente o trabalho do colaborador devem ser convenientemente comunicadas numa pequena reunião para o efeito, caso se trate de uma decisão para a equipa, ou mediante uma pequena entrevista com o colaborador, caso se trate de uma decisão que só a este afecte.
Nestas conversas, a decisão ou ordem deve ser apresentada explicando em que medida se enquadra na estratégia e objectivos da empresa, desde quando será aplicada e quais os resultados esperados pela sua aplicação, assim como os riscos que tal poderá comportar, se caso disso for.

A implicação dos indivíduos na estratégia e nos objectivos da organização passa pelo conhecimento completo dos motivos e dos resultados esperados pela tomada de uma decisão. Com esta medida, poderemos também observar que a coesão do grupo aumenta, sendo de esperar que os objectivos da decisão sejam alcançados em comum. Caso esta decisão não seja comunicada de uma forma transparente e cuidada, poder-se-á correr o risco de descontentamento da Equipa e consequentes formas mais ou menos declaradas de rejeição da decisão tomada.

(…) soube que, antes desta medida, espionavam (sic) as conversas que as pessoas tinham e com quem tinham. Queriam, até, saber o conteúdo das conversas. Houve alguém que bateu o pé e disse que não ia espionar (sic) os colegas. Como em tudo na vida: “não fazes tu, outro há disposto a fazer isso”. Bem dito, bem feito.

Nada mais normal. Embora a redacção do texto revele o choque relativo a esta constatação, a realidade mostra-nos que quase todas as gestões procuram saber o teor das conversas que correm dentro e acerca das organizações ou, em alguns casos, até mesmo de carácter mais ou menos pessoal. Trata-se de uma forma de obter informação acerca dos mais variados interesses que possam afectar a vida da organização ou a posição do gestor. Este tipo de informação é tanto mais válido quanto a posição do gestor seja precária, caso em que este se vê obrigado a fazer política.

Por outro lado, quanto ao facto de existirem pessoas da Equipa que espiam os colegas para dar a informação ao gestor, bom… também é normal.
Pelos motivos mais diversos, existe sempre alguém disposto a fazer o papel. E é prática corrente existir um elemento que é “os olhos e ouvidos” do gestor, sendo mesmo essa prática aconselhada nos manuais de gestão. Veja-se, a título de exemplo, o que vem acerca do assunto no livro “Gestão das Organizações”, de Sebastião Teixeira, um dos manuais mais utilizados nas Universidades portuguesas.

Esta medida não pode, no entanto, tornar-se opressiva ou repressiva, para salvaguarda dos interesses de privacidade dos indivíduos, a par dos interesses da organização, que não devem conotar-se com um controlo exagerado dos trabalhadores.

Enfim, viam as janelinhas de conversa abertas e nem tentavam saber do que se tratava e de quem se tratava. Tiravam as suas próprias ilacções e, “democraticamente”, resolveram banir o msn do local de trabalho. Nem lhes passa pela cabeça que quem não quer trabalhar (o que, garante-me, não era o caso) não o fará na mesma. Arranjará outros pretextos, outras distracções. A internet é um mundo. Existem milhares de motivos que desviem a atenção das pessoas.

Chegamos, enfim, ao cerne da questão. A utilização de meios e canais de comunicação internos e externos, pelos colaboradores.

Ao longo da minha vida de trabalho, de há 28 anos para cá, tenho tido acesso às mais variadas ferramentas de comunicação interna e externa. No meu primeiro emprego, em 1980, os computadores eram algo de ficção científica. Para que se possa fazer uma ideia mais aproximada da tecnologia eu eu utilizava na época, bastará saber que se usavam máquinas de calcular “FACIT”, manuais, de manivela. Estas máquinas eram as utilizadas pelos caixeiros. Os “empregados de escritório” usavam já máquinas electrónicas tipo “CASIO”, um avanço tecnológico impressionante. Dirão vocês: «devias trabalhar num antro, não?…» Não. Eu trabalhava numa das maiores empresas (creio que mesmo a maior) do ramo automóvel.
No entanto, apesar das óbvias limitações tecnológicas, nunca me foi negado o acesso a qualquer tipo de meio de comunicação, antes pelo contrário. As instalações tinham intercomunicadores espalhados pelo edifício, para conversas públicas: pedidos de informação de stocks, preços, etc.; cada um de nós tinha um telefone atribuído, com ligações internas e externas; existia um correio interno que possibilitava o envio da mais diversa correspondência, empresarial ou privada. Mais: era possibilitada a leitura dos principais jornais diários e, pasmem!, existia mesmo uma pessoa cujas funções incluiam o iniciar o trabalho diário pela leitura de jornais.

Actualmente todos estes rituais são possíveis ao longo do dia, sem prejuízo do trabalho ou da sua qualidade, mediante um simples acesso à Internet. Naturalmente que, por motivos que se prendem com a possibilidade de extravio de informação ou deliberada intenção de a propagar, certas organizações de carácter mais secretista poderão limitar ou controlar o fluxo de informação. Mas apenas nesses casos.

As organizações e empresas actuais operam a um nível global, onde a conversa com a sociedade envolvente é de extrema importância. Para além disso, é evidente que um colaborador bem informado representa uma mais valia para a organização. Desta forma, o corte de meios e o subaproveitamento de canais, não só influencia o grau de conhecimento do colaborador, como poderá influenciar a imagem da organização (o que se verifica, desde agora, com a Comunicasom).
As organizações necessitam de um rosto humano, de conversar com o exterior. Necessitam que os colaboradores troquem impressões entre si acerca dos mais diversos factos, actualidades, internos ou externos. Exige dinamismo.
Por outro lado, a não utilização das ferramentas que a Internet possibilita apenas faz com que se volte à década de 1980, e consequentemente às perdas de tempo que se verificavam então.

Embora à primeira vista a utilização de sistemas de mensagem rápida possa parecer um “abuso” aos mais ignorantes da matéria, na realidade este sistema representa uma grande economia, tanto ao nível de tempo, como ao nível da psicologia organizacional.

  • As pessoas gastam muito menos tempo a enviar e a responder a uma mensagem no MSN, que a fazê-lo por SMS ou telefonema.
  • As pessoas que têm o MSN ligado, não só com clientes, mas com familiares e amigos, têm a possibilidade de “descansar os olhos” de vez em quando, executando o trabalho de forma mais descontraída. É como trabalhar na sala de estar.

Mas não podemos caír em exageros. Os gestores devem, sem sombra de dúvidas, permitir a utilização destas ferramentas, mas devem fazê-lo ao mesmo tempo que impõem regras de utilização, explicando cada uma delas - quais os motivos, os objectivos, os resultados esperados, a penalização pelo não cumprimento.
Sabemos que, na sociedade actual, a informação vale ouro. Por isso, o seu fluxo deve ser monitorizado. Mas essa monitorização deve ser feita sem recurso ou mesmo intenção de colher dados acerca da informação em si, a não ser que o trabalhador a isso esteja voluntariamente disposto, ou que esta se refira inequivocamente ao trabalho.
Desta forma, explicadas os princípios e as regras de utilização desta ferramenta, cabe aos colaboradores acatá-las rigorosamente, assim como caberá aos gestores controlar se estas estão a ser cumpridas.

***

Qualquer um de nós pode, actualmente, “espalhar a palavra” em segundos. Isso parece incomodar muita gente, especialmente os que criam, manipulam e utilizam a informação em proveito próprio ou de objectivos inconfessáveis.

Qualquer um de nós pode, actualmente, “espalhar a palavra” em segundos. Isso parece incomodar muita gente, especialmente os que criam, manipulam e utilizam a informação em proveito próprio ou de objectivos inconfessáveis.

Notas Finais

O assunto tratado reflecte um dos piores erros de gestão: eliminar o que não se compreende ou se tem dificuldade em controlar.

  • Eliminar o que não se compreende: a empresa em questão trata de eliminar a utilização de uma ferramenta por manifesta incapacidade de compreensão da sua utilização por parte dos gestores que reflectem assim uma posição frágil no que à sua segurança concerne. Na realidade, a obsessão pelo controlo da informação acontece nos casos em que as pessoas não estão à vontade, pelos mais diversos motivos.
  • Eliminar o que se tem dificuldade de controlar: foi o que fez o gestor da Comunicasom, ao retirar a Liliana Fernandes do activo, por motivos que, segundo a minha opinião pessoal, não são suficientes.

A comunicação de forma geral, a circulação de informação, enfim, o acto social de partilha, tem vindo a ser falado como nunca antes. A Internet deu acesso à informação e, mais importante que isso, deu acesso à sua criação e partilha pelos que estão afastados do exercício do poder.

Qualquer um de nós pode, actualmente, “espalhar a palavra” em segundos. Isso parece incomodar muita gente, especialmente os que criam, manipulam e utilizam a informação em proveito próprio ou de objectivos inconfessáveis.

A ingorância dos conceitos básicos da forma de comunicar na sociedade actual está, a par do restante, a querer instaurar uma época de obscurantismo forçado. «Limitem-se as bases, isto pode tornar-se perigoso.»

E a realidade é que pode mesmo! Especialmente nos casos em que, como no presente, as gestões não sabem contar com a possibilidade de o seu despotismo vir a ser repercutido nesta imensa conversa que, por muito que tentem, por muitos que sacrifiquem, terão muitas dificuldades em parar.

O mundo está a andar. Para onde, ainda não se sabe. Mas, enquanto houver possibilidade, a sua marcha há-de aparecer nos monitores de milhões de casas, das mais diversas formas, nas mais diversas visões e opiniões, a ser lido e discutido pelo anónimo mais anónimo que exista.

A bem da Liberdade.

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