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Posts tagged economia

Marketing | Sócrates Caixeiro Viajante

Greek - flower salesman

Image via Wikipedia

Nos países, como nas organizações, alguém tem que vender. As vendas não são possíveis sem pessoas que, por fim, apertam as mãos em sinal de acordo, preferencialmente quando chegada a altura em que ambas as partes se sentem envolvidas num bom negócio. E isto passa-se mesmo que exista um batalhão de gente por detrás do negócio, espiolhando análises e números, ambientes e economias. Chegada a hora, tudo se resume a alguém que apresentou o produto e o conseguiu vender.

É por isso que, contrariamente aos que resolvem contestar por dá cá aquela palha e tentam ver sempre um qualquer defeito protagonizado por um governante, eu aplaudo a missão de caixeiro-viajante que José Sócrates tem empreendido em relação ao “Magalhães”.

Desta vez, o chefe de governo resolveu oferecer um exemplar a cada chefe de estado e a cada governante presente na XVIII Cimeira Ibero-Americana em El Salvador, acompanhando esta acção com actividades de experimentação do produto por estudantes da cidade anfitriã.

Sócrates antecipa assim a escolha do tema para a cimeira de 2009, organizada por Portugal, e que deverá ser a Inovação e Novas Tecnologias. Sabemos que Portugal está com a indústria por baixo, sabemos que os serviços não vendem o que deviam. Está na altura de diversificar e mostrar que conseguimos produzir qualidade a baixo preço, com uma ênfase especial no carácter de “serviço público” que este tipo de produto oferece.

Cá para mim, apenas me entristece ver as empresas a terem que contratar séquitos políticos para fazerem o papel de caixeiro-viajante. E a queixarem-se logo de seguida.

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Blogosfera | Dia de Activismo Contra a Pobreza

É no próximo dia 15 de Outubro que a blogosfera se une contra a pobreza, em mais uma iniciativa anual da Blog Action Day.

Não tem nada que saber: basta registar o seu blog, adquirir um banner, e publicar um post na data indicada. Com mais um esforço até pode contribuir de formas mais elevada$…

Aos blogues corporativos: que tal mostrar um pouco de responsabilidade social de uma forma muito simples e contribuindo realmente para a tentativa de eliminação de um flagelo?

A pobreza é um mal social inadmissível no século em que vivemos. A pobreza é mãe da ignorância, do abuso de poder, do estupro, da doença física e mental, da violência, enfim, da perda da dignidade humana.

Nunca antes existiu tanta tecnologia e saber económico para debelar um dos mais podres dos males e, no entanto, continuamos a viver o mundo como se não houvesse amanhã, desperdiçando recursos, tempo, alimento, dinheiro, gastando mais do que o necessário em coisas supérfluas, cuja despesa poderia reverter em favor dos mais necessitados.

Continuamos a queimar excedentes para garantir preços, continuamos a terceirizar a produção em países subdesenvolvidos, em nome da santa globalização financeira.

Acabamos por viver no e do consumo sem no entanto, deixarmos o que de mais importante poderíamos ter deixado: a nossa assinatura indelével no sorriso de alguém que, finalmente, tem recursos para recuperar a dignidade perdida.

Repensemos então para que serve esta coisa da Internet, mãe da globalização moderna, e ferramenta preferencial para o activismo em favor da justiça social e façamos algo tão simples como um post, no dia 15 de Outubro.

E não há nada como o escrever já e programar a sua publicação… antes que esqueça.

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Economia | Socialismo Liberal

O João Pedro Henriques fala-nos das nacionalizações da Fannie Mae e da Freddie Mac, feitas pelo governo de Bush (sim… leram bem).

Conforme explica Henry Paulson, secretário do Tesouro, «Este plano é o melhor meio de proteger os nossos mercados e os contribuintes do risco sistémico imposto pela situação financeira actual», em declarações citadas no “Glória Fácil”. Ainda no mesmo post, João Pedro Henriques transcreve as declarações de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal, que explica que as medidas da administração norte-americana «são etapas necessárias» para «reforçar o mercado americano imobiliário e a promover estabilidade nos mercados financeiros.»

Ao que parece, as bolsas estão a gostar da ideia, segundo a agência financeira e o jornal de negócios.

Agora, reparem por favor, que tudo isto “estava escrito”. Estamos, realmente, no início do fim da experiência liberal radical? talvez. Quererá isso dizer que assistimos a uma dimensão planetária do socialismo? Não me parece.

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Media | Pigs In Space

A Meios & Publicidade dá notícia dos protestos da DIRCOM nuestra hermana em torno das declarações do diário britânico “Financial Times” no artigo intitulado “Pigs In Muck”.

Lionel Barber, representante da associação, refere que esta forma de tratamento não pode ser considerada uma infeliz conjugação de palavras e que representa um atentado à dignidade de cidadãos, políticos e empresas.

O assunto é tratado por Felipe Santos, no “Diplomacia Pública“, que me chega através do Alexandre Guerra, em artigo publicado no PiaR, onde se aponta a fórmula usada pelo FT, muito ao gosto dos tablóides britânicos. Outro registo digno de nota é o que nos dá conta da atitude das empresas espanholas associadas ao DIRCOM que protestaram imediata e veementemente.

Ainda do PiaR vem a nota do Rodrigo Saraiva que aponta para a publicação das impressões de Salvador da Cunha no Diário de Notícias de Sábado, onde o presidente da APECOM declara que este artigo do FT se configura num acidente diplomático. Diz ainda Salvador da Cunha que o governo britânico deveria demarcar-se desta posição pois esta vai muito além da liberdade de expressão, configurando-se num insulto aos povos visados pelo FT.

Por sua vez, João Palmeiro, presidente da Associação de Imprensa, não fez ainda declarações.

Luís Paixão Martins pergunta com toda a lucidez se a Euro RSCG Lancaster já terá sido contactada pelo governo português no sentido de iniciar um procedimento de crise. Lembremo-nos que esta agência fez um contrato com o governo luso para promoção de Portugal no exterior no valor de 1.4 milhões de euros.

Como diz o Mr. Steed, parafraseando o trautear de um soldado britânico da Primeira Guerra, “We’re here, because we’re here, because we’re here“, justificando a existência de tantas referências a bêbedos e bifes no seu blogue.

Hoje, o mesmo soldado cantaria “We’re here because we’re here, we do because we want… and we don’t give a fuck about these pigs.”

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Economia | Chris Anderson, Autor de “A Cauda Longa” em Lisboa

Para falar a quem pague entre 125 e 590 euros, acerca da temática do negócio digital. Lamentavelmente, só irá escutá-lo quem pode.

Mas não vamos exagerar. Conforme as coisas estão, deve haver muita gentinha que aprenda alguma coisa e, chegado ao gabinete, diga entre um malte e a vista para o Tejo (ler com voz nasalada e em voz altiva, por favor): «Ò Silva! Diga lá: você pecêbe alguma côisa dêssa trêta dos blôgues? É que estive c’o Bernardo - vôcê sabe, o Têlles - na cônferência do Crís - vôcê sabe, o Anderson; o da Cauda Lôôônga hômem! - e decidimos que vamos fazer uma coisa dêssas. Por isso, vêja lá se me apresênta o projêcto o maaais rapidamente possívêl, tá bem? Então vá!»

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