Marketing | Sócrates Caixeiro Viajante
Nos países, como nas organizações, alguém tem que vender. As vendas não são possíveis sem pessoas que, por fim, apertam as mãos em sinal de acordo, preferencialmente quando chegada a altura em que ambas as partes se sentem envolvidas num bom negócio. E isto passa-se mesmo que exista um batalhão de gente por detrás do negócio, espiolhando análises e números, ambientes e economias. Chegada a hora, tudo se resume a alguém que apresentou o produto e o conseguiu vender.
É por isso que, contrariamente aos que resolvem contestar por dá cá aquela palha e tentam ver sempre um qualquer defeito protagonizado por um governante, eu aplaudo a missão de caixeiro-viajante que José Sócrates tem empreendido em relação ao “Magalhães”.
Desta vez, o chefe de governo resolveu oferecer um exemplar a cada chefe de estado e a cada governante presente na XVIII Cimeira Ibero-Americana em El Salvador, acompanhando esta acção com actividades de experimentação do produto por estudantes da cidade anfitriã.
Sócrates antecipa assim a escolha do tema para a cimeira de 2009, organizada por Portugal, e que deverá ser a Inovação e Novas Tecnologias. Sabemos que Portugal está com a indústria por baixo, sabemos que os serviços não vendem o que deviam. Está na altura de diversificar e mostrar que conseguimos produzir qualidade a baixo preço, com uma ênfase especial no carácter de “serviço público” que este tipo de produto oferece.
Cá para mim, apenas me entristece ver as empresas a terem que contratar séquitos políticos para fazerem o papel de caixeiro-viajante. E a queixarem-se logo de seguida.
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