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Posts tagged guerra

Guerra | Nuclear? Não, Obrigado!

A Mark 6 nuclear bomb.

Image via Wikipedia

Após a recente divulgação da existência de uma ogiva nuclear alojada debaixo do gelo da Gronelândia, após os desastres com submarinos nucleares, sabendo que países do submundo ditatorial e fanático das religiosidades repressivas tratam afanosamente de obterem esse poder, talvez seja altura de ler este artigo da Danger Room e ficar a saber de mais uma coisitas sem importância.

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Terrorismo | O Ataque dos Drones

Tank Drone toy

Image via Wikipedia

Falava no post anterior das aplicações de algoritmos genéticos em operações de combate.

Mas, se no Pakistão já pedem para cessar a utilização dos drones por excesso de mortes, o que acontecerá quando as armas funcionarem sozinhas?

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Pobreza | Um Mal Humano

Hoje é o dia programado para um artigo relacionado com a pobreza, promovido pelo Blog Action Day e, contra todas as minhas expectativas, e após ter analisado um monte de literatura acerca do assunto, nada me resta. Nem ideias, nem sequer um vislumbre do que acerca deste assunto possa ser escrito.

A pobreza é um mal humano, de uma exclusividade catastrófica. O nosso cérebro hi-tech, o mesmo que me permite estar aqui a escrever estas linhas que espalho mundo fora num passe de mágica, é o que permite também que milhões de crianças não vão ler nunca, nem este, nem outro artigo qualquer, nem na Internet, nem num livro.

Este estado de coisas, apenas humano, permite-se a ele próprio, como se de algo intrínseco ao nosso ser fosse. E são as notícias, dadas estrategicamente à hora do TV dinner, essas imagens de lancinante dor, repetidas até á exaustão, que nos fazem tremer, num frio repentino, enquanto olhamos o garfo pendente. São uns segundos, até que cheguem as últimas de apitos dourados ou de desaires da selecção.

A pobreza e a guerra, alimentam-se delas próprias. São íntimas canibais que não hesitam em esquartejar um qualquer povo que, mais fraco que o poder instalado que nos governa os destinos, é dizimado. E são os olhos desorbitados, as barrigas inchadas, as moscas que não largam, o miúdo que jaz, ali, no meio do estrume que a civilização lhe deixa a emoldurar o corpo franzino e já cadáver.

Gostava de poder dizer-vos que tenho as grandes opções para acabar com a pobreza. Mas não as tenho. Não chego lá. Falta-me a força para sequer pensar no assunto, de tão atarefado que estou a jogar os meus números das vendas, as minhas análises de mercado, os meus propectos a tratar, a minha diferenciação enquanto agente válido e único nesta engrenagem pessoana feita de pequeníssimas rodas dentadas num jogo viciado que não chega ao fim. E fico-me a olhar as imagens do telejornal.

Por isso, limito-me a fazer artigos sem utilidade alguma, a não ser a participação puramente passiva num fenómeno que parece remoto, mas que afinal vive mesmo em frente à minha casa.

E faço hiperligações: Blog Action Day, Uncultured Project, Causes of Poverty, Hans Rosling Talk, Girl Effect, WorldBanks’ Poverty Net, End poverty by 2015, End Poverty Blog, Stand Up Against Poverty, Our Day to End Poverty, Results, Global Call to Action, World Food Programme, Oxfam international, Spotlight On Poverty, Moving Up USA, Making Poverty History, ficando a saber que daqui a dois dias nova oportunidade surge.

Procuro sinais lusos e encontro: Levanta-te e Actua, Just you, Just Me, Pobreza Zero 2015, Observatório de Imprensa, Galicia Solidaria, Passageiro em Trânsito, Blogo Social Português, Blog3, Sub-Solo, Usuário Compulsivo, entre tantos outros que hão-de, também eles, mandar mais algumas linhas para a praça.

Penso então que talvez tudo isto faça sentido, se alguém nos escutar.

Porque a virtualidade cansa e vicia. Faz-nos pensar, por vezes, que esta moralidade de detrás do monitor é algo activo. Mas não é. Faz-se o que se sabe, por vezes o que se pode, mas a maioria das vezes faz-se o que se gosta.

Alimenta-se mais o ego que uma barriga esfomeada.

E ficamos assim. Continuarei eu a mover-me entre gráficos e números, continuará o mundo a mover-se na sofreguidão assassina, nesta globalização que, de salvadora, se vai tornando, passo a passo, numa arma massiva de destruição. A mesma globalização que me permite estar aqui, agora, a debitar palavras sem sentido algum e de utilidade menos que nula.

Daqui a dois dias pode ser que saia algo melhor.

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