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Posts tagged imagem corporativa

Media Social | Relatório da PRNEWS/Cision

Gmail Custom Time feature hoax

Image via Wikipedia

Os resultados do inquérito levado a cabo pela PRNews em conjunto com a Cision saíram, deixando desde já uma certeza: O envolvimento nos media sociais e o seu seguimento são já prática corrente das Relações Públicas.
Os mais de 900 profissionais que responderam a este inquérito expressaram um misto de preocupação, cepticismo e optimismo em relação ao valor de blogues e redes sociais que estão a ser correntemente implementadas nas suas organizações.
«Envolvermo-nos nos media sociais é agora uma prática corrente das Relações Públicas, mas os entrevistados indicam que a maioria deste envolvimento é reactiva», diz Stephen Debruyn, vice-presidente do Marketing da Cision North América.
«As companhias pedem aos sues RP que monitorizem e respondam às conversas em blogues e redes de media sociais que tenham potencial para prejudicar (ou auxiliar ao prejuízo) as sua imagem de marca e reputação corporativa.»
Esta situação é indiciadora de que o mundo dos media digitais é ainda um “Oeste Selvagem” para a maioria dos executivos, que aceitam o facto de que estas plataformas são partes necessárias de uma estratégia de comunicação, mas que procuram ainda os melhores meios de envolvimento com estas e a melhor forma para a sua implementação nas suas iniciativas diárias. No entanto, esta incerteza nos mais elevados níveis das administrações foi lentamente abrindo as portas aos profissionais de comunicação, “donos” do espaço digital, que se tornam os líderes “puro-sangue” na alavancagem deste potencial de forma a criar um valor mensurável.

A oportunidade das relações públicas, os cuidados a ter e os métodos a utilizar na interacção com os media sociais para ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Comunicação de Crise | Lidar com Hoaxes

Graphic representation of a minute fraction of...

Image via Wikipedia

Todos nós apanhamos já com a nossa parte de “hoaxes” na Internet. O e-mail aleatório que nos apela ao boicote a uma companhia petrolífera, a mensagem reencaminhada de uma mãe preocupada cuja filha adoeceu devido a um alimento popular, o blogue que publica um post dizendo que uma marca de moda está ligada a actividades terroristas.
Infelizmente, a integridade jornalística nem sempre se aplica no mundo dos media sociais. A Web proporciona uma plataforma sem filtros para qualquer consumidor desavindo que resolva danificar uma reputação, apenas com um clique.
Embora os embustes na Web possam parecer algo menor, não devem ser negligenciados, já que têm o potencial para desgastar reputações e criar um dilema em relação ao negócio global de uma organização ou marca.
O que devem as organizações fazer quando são vítimas de um embuste por e-mail? Algumas estratégias que podem auxiliar eficazmente a contrariar falsas acusações online, a ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Blogosfera | O Estatuto Blogger

Uma das principais objecções à constituição de um estatuto de blogger, código deontológico, directrizes éticas, ou o que lhe queiram chamar, parece ser o da possibilidade de limitação da liberdade de expressão e de pensamento.
Creio que essa é uma falsa questão e que, antes pelo contrário, a criação de tal código seria uma garantia dessa mesma liberdade.

Nunca se viu anteriormente tanta reacção negativa à prática do blogging por parte de todos os que teimam em conservar o poder da informação e comunicação nas suas mãos. Tentativas de supressão de direitos, eliminação de blogues, queixas e processos criminais, têm aparecido nos últimos tempos, tendo todos esses atentados à liberdade um denominador comum: o da pretensa falta de ética.
Por outro lado, a própria blogosfera contribui para a canibalização dessa liberdade, ao estruturar-se numa compartimentação ao sabor das influências, chegando por vezes mesmo ao ponto de ostracizar blogues que não fluam ao sabor da maré.

A minha ideia de código deontológico alberga determinados propósitos e objectivos que, a meu ver, poderão resolver alguns problemas com que os bloggers se deparam:

  • A criação de um directório de blogues socialmente responsáveis;
  • A consequente criação de um tipo qualquer de associação de bloggers;
  • A percepção pública da responsabilidade comunicacional da blogosfera.

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Comunicação Estratégica | O Assessor de Comunicação e o DirCom

Este artigo tem origem na discussão iniciada pelo Paulo Querido, na qual pergunta (e bem!):

1. Se há consultores de comunicação, também há consultores de propaganda?
2. Como distinguir um do outro?

O seu post originou desde logo uma chuva de comentários, todos eles absolutamente válidos, mas que incorrem num erro que seria de esperar, dada a aparente complexidade do tema: o desvio para as definições de comunicação e de propaganda.

Seria de esperar que, tratando-se de discutir as diferenças entre a assessoria de comunicação e a “assessoria de propaganda” (caso tal exista, em si), se começasse por definir o que faz, afinal, um assessor de comunicação.

Este tipo de discussão talvez seja ainda mais problemático do que a original, sabendo que as definições, logo à partida, do que se trata comunicação e a sua assessoria, derivam consoante o autor, a latitude onde se empregam as diferentes designações, etc.

Assim, arrisco uma breve (íssima) introdução ao tema, correndo o risco quase certo de pecar por defeito e até confundir e ajudar à confusão em torno dos conceitos. De qualquer forma, resolvi adoptar, por conveniência de formação e por achar encontrar nessas definições as que melhor se enquadram na minha opinião acerca do tema, a definição de Daniel Scheinsohn acerca da gestão de comunicação, a de “Comunicação Estratégica”.

No entanto, como soi dizer-se, um mal nunca vem só. E acontece que esbarro em mais não sei quantos artigos e estudos, livros e páginas, todos eles a abordar o mesmo tema, de perspectivas diferentes. Desta forma, resolvi “afunilar” e socorrer-se das seguintes fontes:

  • Daniel Scheinsohn, “O que significa ‘estrategizar’ a comunicação?” e “Dinâmica da imagem corporativa”
  • Bruno Valverde Cota, “Publicidade e Mercados: nova abordagem de Comunicação Empresarial”
  • Pedro Sousa Jorge, “Planeamento da comunicação”

Seguidamente a este, irá ser publicado post relativo às diferenças entre algumas ferramentas tácticas, tais como a publicidade e propaganda, aí sim, tentando estabelecer as diferenças e semelhanças entre cada uma delas, com vista a esclarecer melhor as propostas do Paulo Querido.

De qualquer forma, muita informação complementar, de maior rigor e utilidade, poderá ser encontrada à medida que se vão desenvolvendo as séries “comunicação institucional” e “teoria da comunicação“, que “voltarão às bancas”, mal haja tempo e, sobretudo, vontade.

Então, sem mais delongas, cá fica: More »

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Media | Jornalismo e Internet

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Trata-se de um texto que o Filinto Melo aconselha, e que me parece apontar algumas das características básicas de diferenciação entre a imprensa tradicional e a comunicação digital feita por cidadãos, especialmente no que à blogosfera concerne.

O texto de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa sob o título “A Ilusão de Controle na Internet“, começa por definir uma das principais falhas na concepção da imprensa digital, cuja presença na Internet se rege ainda pelos antigos princípios dos media impressos e da rádio e televisão: a transmissão de informação de uma via apenas, sem interactividade do público.
Luciano Martins Costa vai mais longe, dizendo que a ideia de público faz sentido apenas no teatro, cinema e media não-interactivos.
Esta é, na realidade, uma das principais diferenças entre o modo de operação dos media tradicionais e a blogosfera. A blogosfera vê-se expandida pela intervenção de todos os que nela participa, não sendo raro acontecer que um determinado assunto de ramifique e sofra metamorfoses, muito por via da conversação e da hiperligação, numa democracia para a qual, segundo o autor do artigo, os media tradicionais não estão ainda preparados.
O artigo refere que, embora existam já alguns jornais que publicam blogues e outras ferramentas interactivas, estes não estão ainda com a conversação completamente aberta, tentando conter a interactividade num círculo próximo do núcleo de opinião, cerceando assim o aproveitamento capaz das potencialidades das novas tecnologias.

Este é um assunto que tem vindo a ser discutido por cá e cuja discussão pode ser seguida no Ponto Media de António Granado e no (It’s) Not About You da Lift, pela mão de Miguel Albano. Enquanto no primeiro se discute o que se fazer e como se fazer na caixa de comentários do jornal Público, no segundo pergunta-se quais os códigos de interacção dos jornalistas com o público, qual o papel dos leitores na caixa de comentários, quais os objectivos concretos desta ferramenta.

O autor do artigo “A Ilusão de Controle na Internet” continua falando do amadurecimento da ferramenta blogue que é, actualmente, incontornável na monitorização da percepção e opinião relativa à diversa informação divulgada, não se coibindo de dizer que os blogues são actualmente uma fonte de informação de confiança. Naturalmente, isto poderá ser verdade se, conforme diz o autor, soubermos fazer uma selecção das fontes.
Mas o importante é o que esta ferramenta faz em termos de partilha, em termos de comunidade.

Na realidade, e conforme o autor nos diz, existe uma alteração profunda na forma de partilha e informação, no que a convicções, opiniões e exigência se refere. Esta alteração reflecte-se, não só nos sites e blogues pessoais, mas também nos informativos e corporativos.
Se nos informativos a questão se trata da sujeição do jornal à interactividade, com todas as implicações que esta traz ao nível de percepção, ética e influência, no caso dos blogues corporativos, a questão prende-se, de forma incontornável, com a reputação e imagem da organização.
Como digo na barra lateral da página principal deste blogue, considero que o conteúdo dos blogues passa, também, pelos comentários publicados. Embora a sua concepção não seja da responsabilidade de quem mantém o blogue, a manutenção de uma caixa de comentários coerente com o conteúdo e personalidade do blogue sua. Não se pode, por tanto, esperar que um blogue corporativo tenha na sua caixa de comentários textos de carácter que não se reveja nos parâmetros éticos da organização e desse seu espaço de interacção.
Outra coisa que se deve evitar é a que Miguel Albano refere na sua resposta ao meu comentário: apesar de se considerar que a blogosfera é uma imensa conversa, não podemos deixar, no caso de um blogue corporativo, que a caixa de comentários se transforme num fórum de discussão.

Por fim, Luciano Martins Costa confessa o seu cepticismo em relação à completa abertura das caixas de comentários em jornais, sem a mínima interferência destes na sua moderação. Segundo o autor, tal situação poderia acarretar danos, deturpando as formas e significados do material jornalístico, à semelhança do que acontece já pela propagação de notícias, reproduzidas segundo a percepção e opinião de bloggers.
Assim, recapitula, «(…) o que se pode constatar é que, por mais que resistam à avalancha de mudanças, os meios tradicionais acabam perdendo o controle sobre o destino do conteúdo que produzem, quando eles caem no ambiente caótico das redes. Se tivessem uma estratégia de engajamento real nas novas tendências, abandonando a ilusão do controle, seriam a vanguarda da comunicação no século 21, agregando à reputação construída no século passado a confiança de uma relação mais aberta com a sociedade.»
Salvaguardados os possíveis perigos de uma comunicação alternativa, a relação entre os jornais e as empresas com os bloggers deve tornar-se uma realidade.
Já não basta a informação unilateral, é necessária a interacção que permita um controlo da percepção e das tendências, numa relação aberta com a sociedade.

Mas pergunto: como seleccionar, entre a miríade de blogues, os que a imprensa há-de auscultar? Que critérios estarão presentes nessa selecção? O conteúdo? O ranking? As reacções? As tendências políticas?
É uma enorme responsabilidade, esta da selecção de blogues a “utilizar”. Bastará dar uma volta pelas páginas dos jornais que disponibilizam reacções da blogosfera para verificar que são sempre os mesmos que lá aparecem, ao contrário do que se passa na blogosfera, onde até um blogue modesto como este tem possibilidade de obter ecos do seu trabalho.
Uma outra questão que fica em aberto no meio disto tudo: Os bloggers, na sua maioria, trabalham por gosto. Os jornais trabalham por dinheiro.
Desta forma, como conciliar esta abertura, necessariamente gratuita, com a necessidade de capitalização da informação e do seu retorno?

Digam de vossa justiça!

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