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Internet | WTF?

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Pobreza | Um Mal Humano

Hoje é o dia programado para um artigo relacionado com a pobreza, promovido pelo Blog Action Day e, contra todas as minhas expectativas, e após ter analisado um monte de literatura acerca do assunto, nada me resta. Nem ideias, nem sequer um vislumbre do que acerca deste assunto possa ser escrito.

A pobreza é um mal humano, de uma exclusividade catastrófica. O nosso cérebro hi-tech, o mesmo que me permite estar aqui a escrever estas linhas que espalho mundo fora num passe de mágica, é o que permite também que milhões de crianças não vão ler nunca, nem este, nem outro artigo qualquer, nem na Internet, nem num livro.

Este estado de coisas, apenas humano, permite-se a ele próprio, como se de algo intrínseco ao nosso ser fosse. E são as notícias, dadas estrategicamente à hora do TV dinner, essas imagens de lancinante dor, repetidas até á exaustão, que nos fazem tremer, num frio repentino, enquanto olhamos o garfo pendente. São uns segundos, até que cheguem as últimas de apitos dourados ou de desaires da selecção.

A pobreza e a guerra, alimentam-se delas próprias. São íntimas canibais que não hesitam em esquartejar um qualquer povo que, mais fraco que o poder instalado que nos governa os destinos, é dizimado. E são os olhos desorbitados, as barrigas inchadas, as moscas que não largam, o miúdo que jaz, ali, no meio do estrume que a civilização lhe deixa a emoldurar o corpo franzino e já cadáver.

Gostava de poder dizer-vos que tenho as grandes opções para acabar com a pobreza. Mas não as tenho. Não chego lá. Falta-me a força para sequer pensar no assunto, de tão atarefado que estou a jogar os meus números das vendas, as minhas análises de mercado, os meus propectos a tratar, a minha diferenciação enquanto agente válido e único nesta engrenagem pessoana feita de pequeníssimas rodas dentadas num jogo viciado que não chega ao fim. E fico-me a olhar as imagens do telejornal.

Por isso, limito-me a fazer artigos sem utilidade alguma, a não ser a participação puramente passiva num fenómeno que parece remoto, mas que afinal vive mesmo em frente à minha casa.

E faço hiperligações: Blog Action Day, Uncultured Project, Causes of Poverty, Hans Rosling Talk, Girl Effect, WorldBanks’ Poverty Net, End poverty by 2015, End Poverty Blog, Stand Up Against Poverty, Our Day to End Poverty, Results, Global Call to Action, World Food Programme, Oxfam international, Spotlight On Poverty, Moving Up USA, Making Poverty History, ficando a saber que daqui a dois dias nova oportunidade surge.

Procuro sinais lusos e encontro: Levanta-te e Actua, Just you, Just Me, Pobreza Zero 2015, Observatório de Imprensa, Galicia Solidaria, Passageiro em Trânsito, Blogo Social Português, Blog3, Sub-Solo, Usuário Compulsivo, entre tantos outros que hão-de, também eles, mandar mais algumas linhas para a praça.

Penso então que talvez tudo isto faça sentido, se alguém nos escutar.

Porque a virtualidade cansa e vicia. Faz-nos pensar, por vezes, que esta moralidade de detrás do monitor é algo activo. Mas não é. Faz-se o que se sabe, por vezes o que se pode, mas a maioria das vezes faz-se o que se gosta.

Alimenta-se mais o ego que uma barriga esfomeada.

E ficamos assim. Continuarei eu a mover-me entre gráficos e números, continuará o mundo a mover-se na sofreguidão assassina, nesta globalização que, de salvadora, se vai tornando, passo a passo, numa arma massiva de destruição. A mesma globalização que me permite estar aqui, agora, a debitar palavras sem sentido algum e de utilidade menos que nula.

Daqui a dois dias pode ser que saia algo melhor.

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Media Social | Relatório da PRNEWS/Cision

Gmail Custom Time feature hoax

Image via Wikipedia

Os resultados do inquérito levado a cabo pela PRNews em conjunto com a Cision saíram, deixando desde já uma certeza: O envolvimento nos media sociais e o seu seguimento são já prática corrente das Relações Públicas.
Os mais de 900 profissionais que responderam a este inquérito expressaram um misto de preocupação, cepticismo e optimismo em relação ao valor de blogues e redes sociais que estão a ser correntemente implementadas nas suas organizações.
«Envolvermo-nos nos media sociais é agora uma prática corrente das Relações Públicas, mas os entrevistados indicam que a maioria deste envolvimento é reactiva», diz Stephen Debruyn, vice-presidente do Marketing da Cision North América.
«As companhias pedem aos sues RP que monitorizem e respondam às conversas em blogues e redes de media sociais que tenham potencial para prejudicar (ou auxiliar ao prejuízo) as sua imagem de marca e reputação corporativa.»
Esta situação é indiciadora de que o mundo dos media digitais é ainda um “Oeste Selvagem” para a maioria dos executivos, que aceitam o facto de que estas plataformas são partes necessárias de uma estratégia de comunicação, mas que procuram ainda os melhores meios de envolvimento com estas e a melhor forma para a sua implementação nas suas iniciativas diárias. No entanto, esta incerteza nos mais elevados níveis das administrações foi lentamente abrindo as portas aos profissionais de comunicação, “donos” do espaço digital, que se tornam os líderes “puro-sangue” na alavancagem deste potencial de forma a criar um valor mensurável.

A oportunidade das relações públicas, os cuidados a ter e os métodos a utilizar na interacção com os media sociais para ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Comunicação de Crise | Lidar com Hoaxes

Graphic representation of a minute fraction of...

Image via Wikipedia

Todos nós apanhamos já com a nossa parte de “hoaxes” na Internet. O e-mail aleatório que nos apela ao boicote a uma companhia petrolífera, a mensagem reencaminhada de uma mãe preocupada cuja filha adoeceu devido a um alimento popular, o blogue que publica um post dizendo que uma marca de moda está ligada a actividades terroristas.
Infelizmente, a integridade jornalística nem sempre se aplica no mundo dos media sociais. A Web proporciona uma plataforma sem filtros para qualquer consumidor desavindo que resolva danificar uma reputação, apenas com um clique.
Embora os embustes na Web possam parecer algo menor, não devem ser negligenciados, já que têm o potencial para desgastar reputações e criar um dilema em relação ao negócio global de uma organização ou marca.
O que devem as organizações fazer quando são vítimas de um embuste por e-mail? Algumas estratégias que podem auxiliar eficazmente a contrariar falsas acusações online, a ler nos Cadernos de Comunicação Estratégica.

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Blogosfera | E os Blogues?

A pergunta do José Paulino é legítima, pelo menos em parte:

A Web 2.0 morreu ou só parte dela, os blogues? Isto, porque as comunidades virtuais estão cheias de pujança, mas os blogues enjoam cada vez mais…

Realmente a Web 2.0 está viva e de saúde, se considerarmos a interactividade a sua principal característica. Já dos blogues, podemos dizer algo diferente.

Se não são menos, parecem - pelo menos no burgo luso - menos activos. Anda tudo muito Twitter, muito lifestream.

Cá por mim, ainda não arranjei pachorra para tudo isso e a minha conta no Twitter é apenas uma vulgar ferramenta de divulgação dos conteúdos que vou produzindo ou agregando.

Mas, sinceramente, não estou a ver uma vida muito longa para os blogues, pelo menos na sua configuração habitual. Espero para ver… e vou escrevendo.

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