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Posts tagged liberdade

Política | A Bandeira

Standard of the Mocidade Portuguesa (based on ...

Image via Wikipedia


Naturalmente que uma coisa não desculpa a outra, mas que fazer quando mais ninguém diz nada que se aproveite? reflexos de um país de faz-de-conta?


Mas o que é certo é que algo vai mal no PSD. Não é admissível que Manuela Ferreira Leite se remeta ao silêncio quanto à crise institucional que se passa na Madeira e, especialmente, quanto às espectaculares declarações de Alberto João Jardim em relação a todo o assunto. E a mais do que isso.


Não consigo lembrar-me de uma justificação mínima que possa atribuir um significado levemente democrático, justo, pluralista, whatever, às declarações de João Jardim que, segundo estas, está completamente cagando para as leis democráticas da República. E não consigo encontrar um rasgo de inteligência no (uma vez mais) silêncio de Ferreira Leite.


É por isso que, confrontado com o queixume da responsável máxima (?) do PSD, apenas consigo sorrir. É que, se até agora Manuela Ferreira Leite apenas reflectia o imenso vácuo de ideias do PSD, não apresentando alternativas governativas e limitando-se a aparições públicas pouco menos que constragedoras, agora passou a pactuar com o evidente défice democrático da Madeira, algo que me remete para o desejo de, eu próprio, apresentar uma bandeira a Alberto João Jardim e ao PSD. Talvez a da Mocidade Portuguesa, que é mais soft e jovem, coisas que acho mais a seu gosto.

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Infância | Relatório da APAV

Photograph shows half-length portrait of two g...

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Já reparou alguma vez que aquela menina africana vai todos os dias às compras para “os padrinhos” precisamente à hora em que devia estar na escola?

E no dia em que resolveu ir às putas, alguma vez reparou que aquela miúda lhe faz lembrar a Jodie Foster do Taxi Driver?

E, num e noutro caso, fez alguma coisa?

Chegou-me via FuckItAll a notícia na Sol. Curta e grossa, talvez insuficientemente apelativa. O sensacionalismo está reservado para outras coisas.

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Política | Chegamos à Madeira?

Hanging banner version of the Nazi flag.

Image via Wikipedia

José Manuel Coelho mostrou uma bandeira do Partido Nazi na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, com o objectivo de apelidar os deputados do PSD-M de “fascistas”, sendo seu intuito a entrega da suástica a Jaime Ramos, líder parlamentar do grupo partidário, a quem chamou, também, fascista. Vai daí, o próprio José Manuel Coelho requereu a suspensão imediata do deputado do PND. A proposta foi levada a votação e passou com os votos da maioria e abstenção do CDS. A coisa foi rápida, como se vê.

Desta forma, foi o próprio líder do PSD-M quem veio a conformar o epíteto que José Manuel Coelho lhe arranjou, ao fazer com que o seu partido seja responsável por um atropelo legal que impede, do pé para a mão, a entrada do deputado do PND nas instalações. Vê-se José Manuel Coelho suspenso da sua actividade de deputado eleito e vê-se a democracia madeirense com mais uma machadada nas costas.

O que está em causa não é a utilização de uma bandeira nazi no Parlamento. Esta não foi utilizada como meio de propaganda da ideologia em si, mas como acto performativo de uma denúncia. No máximo, poderá considerar-se uma atitude de mau gosto e de cortesia duvidosa. O que está em causa agora é o incumprimento da lei, exorbitando o poder da Assembleia madeirense no que à suspensão se refere e condena sem oportunidade de defesa, sem a instauração de um processo.

Uma vez mais se confirma o estado de coisas no arquipélago português. Um ducado de senhores que não compreendem ainda o século em que vivem e arrogam a prepotência de serem os proprietários da ilha. Uma sociedade à parte, escondida no tempo, dependente da esmola continental e turística, com um povo prisioneiro das veleidades governativas absolutamente sui generis de Alberto João e sus muchachos (sim, a semelhança com Chavez vai mais além que a simples retórica).

Desta forma, o que poderia ser apenas uma demonstração de mau gosto por parte do deputado do PND, passa a ser uma demonstração do poder podre que corrompe a Madeira que, convém lembrar, é parte integrante de um país cujo Estado é de direito, diz-se.

A bandeira em destaque ali à esquerda fica assim oferecida. Pode ser que Ramos, Jardim e o PSD-M consigam a suspensão deste blogue, sem oportunidade de defesa do escriba.

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Terrorismo | Universidade de Navarra Sofre Atentado

A Universidade de Navarra, onde lecciona José Luis Orihuela, sofreu hoje um atentado.

Atentado en el campus

Poco antes de las 11 de la mañana de hoy, y sin previo aviso, un coche bomba ha estallado en un aparcamiento del campus de la Universidad de Navarra en Pamplona. Como consecuencia de la rotura de cristales causada por la explosión, algunos trabajadores han sufrido cortes y heridas leves. Dieciocho personas han sido atendidas en los centros médicos de la zona hospitalaria de la ciudad. Después de la explosión, las fuerzas de seguridad han ordenado desalojar los edificios del campus.

En señal de repulsa por este atentado, la Universidad de Navarra ha convocado para mañana viernes, día 31, una concentración silenciosa de cinco minutos a las 12.00 horas en la explanada del edificio de Ciencias Sociales.

El rector, Angel Gómez-Montoro, ha expresado su “condena por el atentado”. Además de expresar su “cercanía a todos los trabajadores de la Universidad, los alumnos y sus familias”, el rector ha manifestado su deseo de “recuperar cuanto antes la normalidad, y seguir trabajando sin miedo ni rencor”. En este sentido, las clases en la Universidad se reanudarán mañana mismo.

Miguel Sanz, presidente del Gobierno de Navarra, junto con varios consejeros; Yolanda Barcina alcaldesa de Pamplona; Elma Sáiz, delegada del Gobierno; Julio Lafuente, rector de la Universidad Pública de Navarra, y otros representantes políticos y sociales de la comunidad foral, han acudido al campus para expresar su solidaridad.

La vicepresidenta del Gobierno de España, la ministra de Ciencia e Innovación, y el presidente de la CRUE y cientos de personas también han hecho llegar al rector su condena y su solidaridad.

A todos ellos la Universidad quiere expresar su agradecimiento por estas muestras de apoyo.

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Direitos | Do Casamento Homossexual

A minha opinião acerca do assunto é extremamente simples e baseia-se na presunção de que cada um de nós tem todo o direito de procurar a sua felicidade.

Assim, esta matéria é uma falsa questão, se vista por uma lente minimanente racional, que nem deveria ser necessária. Eu, pelo menos, vejo-a a olho nú.

Qualquer um de nós que seja ou tenha sido casado pelo simples interesse em partilhar a sua vida com o outro, isto é, de uma forma saudável, terá, pelo menos a dado momento, “juntado os trapinhos” com o parceiro que livremente escolheu ou por quem foi escolhido - que raramente as coisas acontecem sem a atitude mais activa de um deles - e com ele vive ou viveu durante o tempo achado conveniente.

Esta situação de casado configura-se para mais além do que a simples convivência. Trata-se de assumir direitos e deveres, créditos e responsabilidades, para com o outro, para consigo próprio e, quer queiramos que não, para com a sociedade já que, desde logo, o casamento é institucional à luz da lei.

Não considero que o casamento de alguém, na sua forma normal, livre e voluntária, colida minimamente com a liberdade de outrém ou com os requisitos sociais. Não compreendo, por isso, qual a forma de se justificar a falta de direitos fundamentais de cônjuge - assistência social, visitas a hospitalizados, herança, etc. - aos homossexuais que decidam casar-se.

É simplesmente inadmissível que tal aconteça e representa, só por si, o alheamento total à condição básica de ser humano de cidadãos como eu ou qualquer um de nós.

Esta situação só pode ser admissível à luz míope das convenções retrógadas de conservadorismos anacrónicos, ou do halo obscuro da sensibilidade religiosa que, na sua quase generalidade, parou no tempo e apenas trata de, dogma após dogma, reacção após reacção, conservar a fidelidade dos que sem olhar para qualquer lado a não ser o do hálito divino se limitam a uma existência comandada por agentes do obscurantismo.

O Estado de Direito que é Portugal está ainda no limbo das obrigações para com os eleitorados colocadas à frente da coragem necessária para o combate frontal às assimetrias sociais e violações dos direitos humanos.

Se, por um lado, temos um partido cujo representante máximo afirma que o casamento se destina à procriação, como diz Manuela Ferreira Leite na sua douta sapiência da condição humana, outro há cuja opinião rebenta numa bolha em forma de “nim”, contrariando o propósito das suas próprias hostes mais progressistas - porque o são, na actualidade -, declarando o assunto como “fora de agenda”.

Compreendendo, como compreendo, a posição de Manuela Ferreira Leite, dado o seu espírito visível diariamente, já se torna difícil compreender a posição de José Sócrates, dito de um partido socialista progressista e moderno. Qual será, então, a diferença entre a direita e a esquerda (supostamente existentes e diferentes) em relação a causas que são, por si, um produto apenas e somente político?

Vendo bem, qual a discussão em torno da matéria? De um lado a obrigatoriedade da procriação - coitados dos que, casados, não procriam -, do outro, a agenda política.

A minha questão é simples: será isto um assunto a discutir em pleno século XXI?

Será que um dia havemos de discutir a possibilidade de casamento de professores, empregados domésticos, enfermeiros… e políticos?

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