: fractura.net!

sociedade, comunicação, relações públicas

 
 
 
 

Posts tagged terrorismo

Terrorismo | Universidade de Navarra Sofre Atentado

A Universidade de Navarra, onde lecciona José Luis Orihuela, sofreu hoje um atentado.

Atentado en el campus

Poco antes de las 11 de la mañana de hoy, y sin previo aviso, un coche bomba ha estallado en un aparcamiento del campus de la Universidad de Navarra en Pamplona. Como consecuencia de la rotura de cristales causada por la explosión, algunos trabajadores han sufrido cortes y heridas leves. Dieciocho personas han sido atendidas en los centros médicos de la zona hospitalaria de la ciudad. Después de la explosión, las fuerzas de seguridad han ordenado desalojar los edificios del campus.

En señal de repulsa por este atentado, la Universidad de Navarra ha convocado para mañana viernes, día 31, una concentración silenciosa de cinco minutos a las 12.00 horas en la explanada del edificio de Ciencias Sociales.

El rector, Angel Gómez-Montoro, ha expresado su “condena por el atentado”. Además de expresar su “cercanía a todos los trabajadores de la Universidad, los alumnos y sus familias”, el rector ha manifestado su deseo de “recuperar cuanto antes la normalidad, y seguir trabajando sin miedo ni rencor”. En este sentido, las clases en la Universidad se reanudarán mañana mismo.

Miguel Sanz, presidente del Gobierno de Navarra, junto con varios consejeros; Yolanda Barcina alcaldesa de Pamplona; Elma Sáiz, delegada del Gobierno; Julio Lafuente, rector de la Universidad Pública de Navarra, y otros representantes políticos y sociales de la comunidad foral, han acudido al campus para expresar su solidaridad.

La vicepresidenta del Gobierno de España, la ministra de Ciencia e Innovación, y el presidente de la CRUE y cientos de personas también han hecho llegar al rector su condena y su solidaridad.

A todos ellos la Universidad quiere expresar su agradecimiento por estas muestras de apoyo.

Reblog this post [with Zemanta]

Share/Save/Bookmark

Terrorismo | O Ataque dos Drones

Tank Drone toy

Image via Wikipedia

Falava no post anterior das aplicações de algoritmos genéticos em operações de combate.

Mas, se no Pakistão já pedem para cessar a utilização dos drones por excesso de mortes, o que acontecerá quando as armas funcionarem sozinhas?

Reblog this post [with Zemanta]

Share/Save/Bookmark

Terrorismo | 9/11

10 segundos entre a morte e a morte.

Foram 200 entre quase 3000 que o escolheram.

O mundo, como eles, continua a adiar o seu fim, segundo a segundo de vertigem e vôo livre.

Fotografia de Richard Drew.

***

A fotografia tem um rigor publicitário. Parece um passeio no ar, descontraído, leve, despreocupado, com a confiança de ter, sei lá, bebido um iogurte líquido qualquer com “bifinhos activos”, dos que por magia regulam o trânsito intestinal e fazem as pessoas caminhar no ar, cabeça no ar mas para baixo, um pino mais que acrobático, a demência de finalmente esvaziar a tripa da merda acumulada durante tempos e tempos de sofrimento agora resolvido no arrebentar do espartilho. O peido libertador.
Foi já dias depois deste voo que vi finalmente a fotografia de Richard Drew e, ainda estremunhado pela ocorrência, fui absorvendo as impressões que esta causou. Desde a simpática dor e repulsa provocada pelo momento suspenso que esta retrata, a morte adiada mais uns segundos, a inevitabilidade cruel contrastante com a calma aparente do passeio no ar, até a simples negação da ocorrência, como se a América não saltasse das janelas, passando pela crítica estéticoisa de jornalistas e fotógrafos, de tudo um pouco foi dito. Devo confessar que, pessoalmente, adorei a fotografia.

A verdade é que saltei, inconscientemente voluntário, preso na escolha entre o fogo que empola a pele e a faz crepitar até se tornar num torresmo disforme a cobrir um corpo que, a julgar pelos filmes que via, tende a assumir posições grotescas, e o chão onde me havia de estatelar e transformar numa amálgama de carne, ossos, baba e ranho, irreconhecível, e influenciado por todos os outros que via já a passar aéreos, quais anjos caóticos vindos de um céu vingativo de deuses doentes. Mas nunca pensei tornar-me uma figura pública, embora anónima, apenas por ter escolhido morrer dez segundos mais tarde. No entanto, compreendo a situação, cujos créditos devem ser por inteiro atribuídos ao fotógrafo, já que a minha prestação se limitou ao que podem ver: saltar.

Gostava de vos poder dizer que isto da morte é uma coisa impecável, é só paz e amor e assim. Também gostava de vos dizer que durante o voo vi o trailer da minha vida em flashback, que pensei nos meus e ainda tive tempo para uma breve oração em seu louvor e em louvor da paz mundial. Lamentavelmente, nada disso é verdade.
Em relação à morte, apenas vos posso dizer que se assemelha muito à simples preguiça que nos atinge aos domingos à tarde, com a diferença de não conseguir refastelar o corpo no sofá a ver episódios repetidos até à náusea de perdidos e investigações de crimes. Resumindo, a coisa é a simples não-existência, não inexistência porque, afinal de contas, estou aqui a contar-vos a história, mas aquela coisa límbica em que nos movemos e que estando, não estamos, assim como andar num nevoeiro perpétuo que, não cortando a luz, não deixa ver, e no qual nos movemos sem bússola e sem destino. É uma seca. Outra coisa que a morte me ensinou é que nela somos todos iguais. Uma espécie de marxismo mórbido ou anarquia infinita, em que a ordem não reina porque não há reino, nem ordem, nem nada. Somos iguais, ponto, e nem sequer sabemos quem está ao nosso lado para descobrirmos diferenças. Mais ainda: no caso específico da morte que involuntariamente escolhi, somos realmente iguais – a gravidade trata que qualquer um de nós chegue precisamente à mesma velocidade, qualquer que seja o peso, a cor, a classe social. Por estas e por outras, começa a custar-me desejar a paz universal. Estou convencido que para que tal aconteça, o mundo tem que deixar de ter seres humanos vivos.
Quanto aos meus sentimentos durante o voo, bom, posso assegurar-vos o seguinte: no momento em que os meus pés deixaram o parapeito da janela, arrependi-me imediatamente. Passados uns metros, poucos, a minha imaginação levava-me já ao chão, antevendo a massa disforme em que me iria transformar e magicando se, no contacto final com a terra que me viu nascer e que me criou e que, finalmente, me iria dar fim e guarida, iria sentir aquela picadela e roçar de ossos que senti quando parti a clavícula. Desisti de imediato, concentrando-me, tentando concentrar-me na queda em si. Mas havia o medo da dor. Penso que houve um momento em que a minha mulher e o meu filho me vieram à cabeça, pelo menos recordo-os e, sendo certo que estou morto, creio que essa recordação se deva a ter sido a última. Ou quero crer. Mas a verdade é que é mesmo a última que me lembro. Nem sequer me lembro de ter batido.
Acho que, antes de morrer, estava já morto por dentro.

Dez segundos. Aproximadamente. Os que nunca saltaram de pára-quedas devem ter alguma dificuldade em saber o que é isso. Os que já saltaram, devem ter a mesma dificuldade, já que traziam pára-quedas. Mas fechem os olhos e contem: um… dois… três… quatro… cinco… seis… sete… oito… nove… eu saltei de olhos fechados e não os abri o caminho todo. Lembro a brisa, lembro o ruído, lembro, sobretudo, o medo. Medo que gostaria que o meu filho, que gostaria que o mundo não sentisse jamais.
Ouvi dizer que foi um avião desviado por terroristas e que morreram perto de três mil pessoas. Ouvi dizer que duzentas delas saltaram comigo.
Mas ouvi dizer que milhões estão vivos, muitos deles de saúde. E isso é bom de ouvir.

Se conseguir continuar esta “aparição”, talvez possa voltar para vos contar outras coisas que descobri.

Share/Save/Bookmark

Bem Vind@!


MyFreeCopyright.com Registered & Protected

Todos os conteúdos originais de CJT publicados neste blogue poderão ser copiados, republicados, adaptados ou modificados, desde que não se destinem a fins comerciais, ficando desde já o agradecimento pela partilha e pelos devidos créditos ao autor. Os conteúdos provenientes de outras fontes poderão ter direitos reservados.


Artigos Recentes

Top 5 (30 dias)

Comunic'Arte

Informação

Inspirações

Leituras