Segurança | Os Próximos Quatro Anos da Casa Branca
Drew Conway é doutorando em Conflitos Internacionais e Terrorismo na New York University e mantém o Zero Intelligence Agents. Aparentemente, enquanto toda a gente anda em torno das eleições norte-americanas, Conway debruça-se sobre os problemas relacionados com a segurança, avançando alguns estudos necessários, seja qual for o presidente eleito.
No artigo publicado, ele avança cinco desafios/oportunidades principais para a próxima administração dos EUA:
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Criptografia quântica: ao passo que a computação quântica vai modificando todos os aspectos das tecnologias de informação, a maior consequência para a segurança nacional é a criptografia, tecnologia que teoricamente permite a duas partes comunicarem entre si de forma segura. Segundo o autor, os EUA estão a ficar para trás neste desenvolvimento.
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Aplicações para algoritmos genéticos em operações de combate: esta tecnologia permite às armas não tripuladas a aprendizagem por tentativa e erro, já que os programas podem “evoluir” resolvendo difíceis problemas relacionados com a inteligência artificial. E há já experiências de sucesso na matéria, assim como antevisões da aplicação da computação genética em ambientes de manutenção de segurança.
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Dinâmicas de rede multidimensionais: se a DARPA está a tentar ainda entender o funcionamento das redes de forma unidimensional, esta proposta vai ainda mais além. Trata-se de criar as fundações do conhecimento das dinâmicas de rede considerando como premissa básica o facto de as redes não existirem no vácuo: existem pessoas que interagem em redes sociais, físicas e de telecomunicações, simultaneamente. Assim, a proposta é analisar todas as problemáticas relacionadas com essas dinâmicas, após uma maturação num contexto multidimensional.
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Definição da presença do Departamento de Defesa e da Inteligência no ciberespaço: é nenecessário o desenvolvimento de um quadro legal e administrativo que permita o policiamento do ciberespaço. Este só será possível uma vez conseguida uma reprogramação cultural e uma cooperação inter-agências, sendo essencial consegui-lo, sob pena de serem as outras nações a dominar o ciberespaço.
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Reforço na recolha e análise de dados biométricos: os actuais standards de trabalho nesta área são muito limitadores, pelo que será necessário utilizar algo parecido com as experiências feitas no Iraque, que parecem representar-se como viáveis de colocar em prática. Será necessário, portanto, desenvolver estes standards e reforçar a prática científica da investigação biométrica.
Isto é, na prática: conseguir a transmissão de informação da forma mais segura possível, desenvolver tecnologias de combate que possibilitem o ataque cirúrgico inteligente e sem presença de tropas, a compreensão das dinâmicas de rede para um melhor controlo das suas interactividades e relações, uma maior vigilância do ciberespaço e, por fim, a manutenção criteriosa de dados biométricos a juntar aos já conhecidos em qualquer aeroporto em que aterremos.
Tudo isto a estudar, urgentemente, seja qual for o presidente que ganhe as eleições norte-americanas. A Oeste nada de novo, portanto.
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