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Segurança | Os Próximos Quatro Anos da Casa Branca

The human brain provides inspiration for artif...

Image via Wikipedia

Drew Conway é doutorando em Conflitos Internacionais e Terrorismo na New York University e mantém o Zero Intelligence Agents. Aparentemente, enquanto toda a gente anda em torno das eleições norte-americanas, Conway debruça-se sobre os problemas relacionados com a segurança, avançando alguns estudos necessários, seja qual for o presidente eleito.

No artigo publicado, ele avança cinco desafios/oportunidades principais para a próxima administração dos EUA:

 

  1. Criptografia quântica: ao passo que a computação quântica vai modificando todos os aspectos das tecnologias de informação, a maior consequência para a segurança nacional é a criptografia, tecnologia que teoricamente permite a duas partes comunicarem entre si de forma segura. Segundo o autor, os EUA estão a ficar para trás neste desenvolvimento.
  2. Aplicações para algoritmos genéticos em operações de combate: esta tecnologia permite às armas não tripuladas a aprendizagem por tentativa e erro, já que os programas podem “evoluir” resolvendo difíceis problemas relacionados com a inteligência artificial.  E há já experiências de sucesso na matéria, assim como antevisões da aplicação da computação genética em ambientes de manutenção de segurança.
  3. Dinâmicas de rede multidimensionais: se a DARPA está a tentar ainda entender o funcionamento das redes de forma unidimensional, esta proposta vai ainda mais além. Trata-se de criar as fundações do conhecimento das dinâmicas de rede considerando como premissa básica o facto de as redes não existirem no vácuo: existem pessoas que interagem em redes sociais, físicas e de telecomunicações, simultaneamente. Assim, a proposta é analisar todas as problemáticas relacionadas com essas dinâmicas, após uma maturação num contexto multidimensional.
  4. Definição da presença do Departamento de Defesa e da Inteligência no ciberespaço: é nenecessário o desenvolvimento de um quadro legal e administrativo que permita o policiamento do ciberespaço. Este só será possível uma vez conseguida uma reprogramação cultural e uma cooperação inter-agências, sendo essencial consegui-lo, sob pena de serem as outras nações a dominar o ciberespaço.
  5. Reforço na recolha e análise de dados biométricos: os actuais standards de trabalho nesta área são muito limitadores, pelo que será necessário utilizar algo parecido com as experiências feitas no Iraque, que parecem representar-se como viáveis de colocar em prática. Será necessário, portanto, desenvolver estes standards e reforçar a prática científica da investigação biométrica.

Isto é, na prática: conseguir a transmissão de informação da forma mais segura possível, desenvolver tecnologias de combate que possibilitem o ataque cirúrgico inteligente e sem presença de tropas, a compreensão das dinâmicas de rede para um melhor controlo das suas interactividades e relações, uma maior vigilância do ciberespaço e, por fim, a manutenção criteriosa de dados biométricos a juntar aos já conhecidos em qualquer aeroporto em que aterremos.

Tudo isto a estudar, urgentemente, seja qual for o presidente que ganhe as eleições norte-americanas. A Oeste nada de novo, portanto.

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Educação | Pulseira Electrónica 2 ou «Ponham-lhes uma Trela»

Seguindo a sugestão da shyznogud, fica aqui um excerto de um post por ela publicado há algum tempo, em que se descobre, como diz, que 75% dos pais ingleses comprariam uma pulseira electrónica para os filhos, à laia de acrescento ao post anterior. Mas vale a pena ler o texto por completo, especialmente para saber o que pensam os filhos acerca do assunto e o que dizem os psicólogos.

A privacidade, e mesmo a protecção dos dados destes jovens, é importante. Mas, para os peritos em desenvolvimento juvenil, o preço a pagar será ainda mais elevado. «A questão é que a vigilância vai diminuir alguns dos comportamentos de risco em que os miúdos incorrem, mas com custos. Quando vigiamos, estamos a interferir com o desenvolvimento da responsabilidade pelas suas próprias vidas», pondera o pedopsicólogo Anthony Wolf.

Em causa está não só a aprendizagem por tentativa-erro, mas também possíveis falhas por parte dos pais. «Seguir os miúdos…», suspira Jane Bluestein, «eu sei que dá aos pais uma sensação de controlo, mas penso que aponta para problemas maiores na relação (entre pais e filhos): desconfiança, necessidade de controlo, necessidade de pensar pelos seus filhos», enumera a autora de “Pais, Adolescentes e Fronteiras: Como Estabelecer Limites”.

Os pais não devem criar um braço remoto para tentar conter as experiências dos filhos, mas os especialitas admitem que a solução da vigilância electrónica pode ser positiva quando aplicada como uma punição após o erro.

(…)

O reverso da medalha, lembrou (Robert Butterworth) à revista “Newsweek”, é que é perigoso substituir a confiança e a negociação familiar pela tecnologia e que se deve evitar uma “cultura de vigilância” imposta pelos pais.

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Educação | Pulseira Electrónica

Não sou exactamente o tipo exemplar de pai e educador. Sou aquilo que se convencionou chamar “pai ausente” e que, uma vez chegado ao lar, não tem sequer ideia do que se passou durante o tempo de afastamento, limitando-se a constatar em vez de precaver, a tomar conhecimento em vez de alertar. O meu filho, já homem, tem podido contar com uma mãe muito mais activa neste campo (e nos restantes), e é sobretudo graças a ela que tem crescido.
Apesar das dificuldades óbvias a que tem sido exposto durante o seu crescimento e de muitas vezes a vida não lhe corresponder às expectativas – a ele e a nós -, as suas dificuldades, comportamentos ou insucessos que pontualmente surgem, nunca foram desculpadas pela actuação de escolas ou professores.

: fractura.net! » Educação | Pulseira Electrónica

Uma das principais características dos pais actuais é a de remeterem integralmente a educação dos seus filhos para os professores. Se já muito acerca disto foi dito, também por aqui, muito há ainda a dizer, a julgar pela aparente satisfação de pais que se congratulam com um cartão “Big Brother” ou com professores que não se coíbem de desempenhar esse papel.

Um estado de direito, como pretende ser o nosso, que assegura as liberdades e garantias dos seus cidadãos num quadro de liberdade individual e obrigação colectiva, não pode sujeitar os cidadãos que irão desempenhar o seu importante papel numa sociedade que se quer livre a algo que colide com os mais básicos princípios da liberdade do ser humano, tenha ele que idade tiver.
O estado, como os cidadãos pais ou não, deve cuidar dos seus rebentos e jovens até à idade activa e, dado o estado providencia, cuidar das suas garantias mesmo durante e após essa mesma idade activa.
A segurança, a saúde, a educação, o trabalho, entre outros, são zonas preferenciais de actividade de um estado cujo primado seja a igualdade, liberdade e justiça. Não pode, no entanto, abdicar de umas em favor de outras.

A falta de segurança não pode ser combatida com atentados à liberdade. A falta de igualdade não pode ser combatida com atentados à liberdade ou à justiça. E vice-versa, vice-versa.
O cartão electrónico que irá ser alargado a todas as escolas dos 2º e 3º ciclo e secundário é um atentado à liberdade dos alunos com a desculpa da segurança, da saúde e da higiene.
Se as crianças e adolescentes que povoam a nossa escola têm problemas de ausências ou consumo de açúcar, devem ser os pais, com o auxílio dos professores e demais educadores, a educar e instruir os filhos no sentido de tomarem opções de vida com futuro, saudáveis e rentáveis do ponto de vista pessoal e social.
Não vai ser um professor, e muito menos um cartão, a substituí-los.

O que vem a seguir? Pulseira electrónica?

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